MAIS DE 70 ANOS EM AUTOSSUFICIÊNCIA ENERGÉTICA

MAIS DE 70 ANOS EM AUTOSSUFICIÊNCIA ENERGÉTICA

Com um modelo de produção integrado que inclui a autoprodução de energia elétrica desde o início de suas atividades, há mais de 70 anos, a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) obteve autossuficiência para garantir o atendimento da demanda intensiva do insumo por suas operações de bauxita e alumínio, garantindo a sustentabilidade e viabilidade econômica do negócio. Atualmente, a matriz elétrica da empresa é composta por 21 usinas hidrelétricas (UHEs), 15 delas próprias e outras seis em participação societária direta ou por meio de consórcios com outras operadoras, além de quatro complexos eólicos – no Piauí, Rio Grande do Norte e em Pernambuco –, totalizando uma capacidade de geração de 1,8 GW (Gigawatts) e gerando perto de 6,4 GWh (Gigawatts-hora) de energia elétrica renovável em 2025.

Foto 1: Leandro Faria, gerente geral de Sustentabilidade, Segurança e Meio Ambiente da CBA (CBA/Divulgação)
Leandro Faria, gerente geral de Sustentabilidade, Segurança e Meio Ambiente da CBA (CBA/Divulgação)

Considerada uma referência global na produção de alumínio de baixo carbono, a CBA decidiu diversificar sua matriz elétrica com a aquisição de ativos eólicos para ampliar a segurança do abastecimento de energia para suas unidades de mineração e industriais. Além disso, explica Leandro Campos de Faria, gerente geral de Sustentabilidade, Segurança e Meio Ambiente da empresa, a energia eólica e a hidrelétrica se complementam, pois os períodos de estiagem que afetam as represas da região Sudeste do país coincidem com a época de maior ocorrência de ventos na região Nordeste.

 

Com base em sua Estratégia ESG 2030, as principais metas da CBA são de contar com fontes totalmente renováveis de energia elétrica nos processos produtivos e ampliar sua capacidade instalada de geração com fontes diversas das UHEs, além de reduzir a intensidade energética, representada por energia elétrica e combustíveis, de suas operações. Outras metas são de reduzir em 40% as emissões de produtos fundidos (da mineração à fundição) até 2030, incluindo emissões de escopos 1 e 2, além de emissões de escopo 3 da categoria 1 (compra de lingotes de alumínio). Desde 2019, já houve redução de 33% nas emissões da empresa.

Foto 3: Caldeira da refinaria de Alumina operada com biomassa (CBA/Divulgação)
Caldeira da refinaria de Alumina operada com biomassa (CBA/Divulgação)

Otimização

O modelo de gestão energética da CBA inclui práticas de eficiência na produção de energia, como a manutenção preditiva de seus ativos próprios e a otimização de geração e consumo, adaptando-se às condições hídricas e demandas das suas unidades. A empresa também substituiu fontes não renováveis, como óleo combustível e gás natural, por biomassa na alimentação das caldeiras na refinaria de Alumina (SP), reduzindo em mais de 60% (mais de 1 milhão de tCO₂e – toneladas de carbono equivalente) as emissões de gases de efeito estufa (GEE) nessa etapa de produção desde 2020. Nas unidades Alux e Metalex (SP) e em Itapissuma (PE), o consumo de eletricidade foi reduzido em 96 mil MWh (Megawatts-hora) em 2025, em relação a 2024, com a identificação e correção de vazamentos de ar comprimido nas redes e sistemas, a instalação de inversores de frequência em motores elétricos e melhorias na iluminação das áreas industriais.

Na área logística, diz Faria, a companhia dispõe da avaliação das melhores rotas para diminuir o consumo de combustível. Um dos exemplos é a parceria com a concessionária Rumo Logística para o transporte de bauxita da mina, em de Barro Alto (GO), até a fábrica em Alumínio (SP). De Barro Alto, o minério é levado em caminhões até um terminal multimodal em Santa Isabel, também em Goiás. Segue, então, embarcado em trens compostos por quatro locomotivas pelas ferrovias Norte-Sul e Malha Paulista até a fábrica. Para implementar essa rota, a Rumo desenvolveu 250 vagões gôndola (modelo GDT) e adquiriu locomotivas, enquanto a CBA investiu em adequações estruturais para descarregar os trens. A operação reduziu em 40% as emissões de carbono em comparação ao transporte exclusivamente rodoviário.

Transporte de bauxita em parceria da CBA com a Rumo Logística (CBA/Divulgação)
Transporte de bauxita em parceria da CBA com a Rumo Logística (CBA/Divulgação)

Na indústria global do alumínio, aliás, a empresa tem um dos menores índices de emissão de GEE por usar fontes totalmente renováveis – cerca de 3,6 vezes abaixo da média mundial na etapa de eletrólise. São 2,8 tCO2e por tonelada de alumínio líquido primário produzido, enquanto a média mundial é 10,5, segundo o International Aluminum Institute). Já na cadeia da mineração à fundição, detalha Faria, o indicador cai para 2,56 tCO2e/t Al, considerando as emissões de escopos 1 e 2 de Mineração, Refinaria, Salas Fornos, Fundições e áreas de apoio, além de emissões de escopo 3 da categoria 1.

Foto em destaque: UHE de Ituparanga, uma das 15 geradoras próprias da CBA (CBA/Divulgação)

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