Em 2025, a Galvani consolidou um dos principais marcos de sua estratégia de sustentabilidade ao certificar, por meio do padrão International Renewable Energy Certificate (I-REC), toda a energia elétrica consumida pela Fosnor – Fosfatados Norte-Nordeste, subsidiária da companhia. A certificação abrangeu 24.665 MWh (Megawatts-hora) de energia proveniente de fontes renováveis, dos quais 18.085 MWh abasteceram o Complexo Industrial Luís Eduardo Magalhães (CILEM), em Luís Eduardo Magalhães (BA), e 6.580 MWh foram destinados à Unidade de Mineração de Angico dos Dias (UMA), localizada entre a Bahia e o Piauí.

Segundo Sylvia Tabarin, diretora de Relações Institucionais e Sustentabilidade da empresa, a iniciativa reforça a estratégia corporativa de ampliar a eficiência operacional, reduzir emissões de gases de efeito estufa (GEE) e fortalecer a segurança energética das operações. Toda a eletricidade consumida pela empresa é adquirida no mercado livre e proveniente de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), usinas solares e parques eólicos. Com isso, a companhia zerou, em 2025, as emissões de Escopo 2 pelo método market-based, referência internacional para contabilização das emissões associadas ao consumo de energia elétrica.
Evolução
A gestão energética da Galvani é resultado de uma estratégia construída ao longo da última década. O CILEM passou a operar exclusivamente com energia renovável adquirida no mercado livre em 2013, enquanto a UMA adotou esse modelo em 2016. A certificação integral da energia consumida representa a consolidação desse processo. Na unidade, cerca de 60% da eletricidade utilizada é produzida pela própria planta industrial por meio da recuperação do calor gerado durante a fabricação de ácido sulfúrico. A conversão dessa energia térmica em eletricidade reduz a dependência da rede externa, melhora a eficiência energética do processo industrial e diminui as emissões indiretas de carbono.
O monitoramento energético integra a rotina operacional das unidades industriais e de mineração. Indicadores relacionados ao consumo de energia, desempenho dos equipamentos, disponibilidade dos ativos, estabilidade operacional e emissões atmosféricas são acompanhados continuamente, permitindo identificar perdas energéticas, antecipar falhas e orientar ações corretivas e preventivas.

Como parte desse processo, a companhia investe na integração entre sistemas industriais e corporativos, digitalização das operações, análise de dados e aplicação da metodologia Lean Six Sigma. “Essas iniciativas já proporcionaram ganhos superiores a R$ 10,5 milhões, além da redução de desperdícios de energia e matérias-primas, aumento da disponibilidade dos equipamentos e maior confiabilidade dos processos produtivos”, afirma Sylvia.
O plano de sustentabilidade também estabelece metas para ampliar a participação de fontes renováveis nos projetos de expansão até 2030, manter a certificação I-REC em todas as unidades abastecidas por energia limpa e reduzir progressivamente a dependência de insumos energéticos externos.
Na área florestal, a empresa prevê concluir, até 2026, o plantio de 1.200 ha de eucalipto, além dos 917,96 ha plantados entre 2024 e 2025. A expectativa é produzir, a partir de 2029, cerca de 44 mtpa de biomassa destinada ao suprimento energético das operações, contribuindo para reduzir impactos ambientais relacionados ao transporte e à cadeia de suprimentos.
Tecnologias
A Galvani prevê aportes superiores a R$ 1 bilhão em modernização tecnológica até 2027. No CILEM já foram implementadas soluções de integração entre sistemas industriais e corporativos, ampliando a disponibilidade de dados operacionais em tempo real e fortalecendo a tomada de decisão. Os investimentos resultaram em maior estabilidade operacional, redução de paradas não programadas, melhor aproveitamento da energia elétrica e aumento da disponibilidade dos ativos críticos. Está prevista ainda a implantação de tecnologias de manutenção preditiva, monitoramento inteligente de equipamentos e aplicações de Inteligência Artificial (IA) voltadas à análise de dados operacionais e capazes de identificar falhas mecânicas e ambientais em equipamentos críticos, elevando a confiabilidade das operações e a eficiência energética.
Outro destaque, diz Sylvia, é a UMI (Unidade de Mineração de Irecê), atualmente em implantação na cidade baiana homônima, que terá uma rota tecnológica inédita no Brasil baseada na calcinação do minério fosfático. “Em comparação aos processos convencionais de beneficiamento, a tecnologia permitirá o aproveitamento integral do recurso mineral, eliminará a geração de rejeitos e operará em circuito fechado de água, reduzindo simultaneamente o consumo hídrico e a demanda energética”, explica a diretora.
