FUNDO DE INVESTIMENTO PARA ACELERAR PROJETOS ESTRATÉGICOS 

A Régia Capital, a BB Asset e a Ore Investments anunciam o lançamento da oferta do ORE Régia FIP de Minerais Críticos, fundo de investimento em participações estruturado para financiar, desenvolver e acelerar projetos estratégicos de mineração de minerais críticos no Brasil. O registro da oferta foi realizado em abril de 2026, marcando oficialmente o início da captação junto a investidores profissionais.

O fundo nasce em meio a uma transformação estrutural da economia global. Minerais críticos deixaram de ser vistos apenas como commodities para se consolidarem como insumos estratégicos para tecnologias que devem definir o crescimento econômico e a competitividade geopolítica das próximas décadas, incluindo inteligência artificial, eletrificação, armazenamento de energia, defesa, mobilidade avançada e transição energética.
Nesse cenário, o Brasil reúne atributos considerados estratégicos para ocupar posição de destaque nas cadeias globais de suprimento. O país possui uma base mineral diversificada, com reservas entre as maiores do mundo em diversos minerais, além de matriz elétrica predominantemente limpa e um ambiente regulatório e socioambiental cada vez mais valorizado por investidores e indústrias globais que demandam rastreabilidade, segurança jurídica e padrões elevados de sustentabilidade.
“O mundo vive uma reorganização profunda de suas cadeias de suprimento estratégicas. O Brasil reúne condições únicas para desempenhar papel relevante nesse novo contexto, mas transformar potencial geológico em produção exige capital, governança, disciplina de execução, preocupação genuína com a sustentabilidade e visão de longo prazo”, afirma Márcio Correia, Diretor de Investimentos da Régia Capital.
O ORE Régia FIP de Minerais Críticos foi estruturado para atuar como uma ponte entre capital institucional e ativos estratégicos de mineração. Historicamente, embora o Brasil detenha geologia altamente atrativa, grande parte da criação de valor associada ao desenvolvimento mineral foi capturada em mercados internacionais, especialmente por veículos listados em bolsas especializadas, como a TSX, no Canadá, e a ASX, na Austrália.
Além disso, projetos greenfield de mineração no Brasil frequentemente enfrentam custos de capital elevados e ciclos longos de maturação, reflexo da complexidade técnica, regulatória e operacional do setor. O fundo foi concebido justamente para aproveitar essa assimetria de valor, endereçando esse gap estrutural de capital e execução e oferecendo uma plataforma institucional capaz de apoiar projetos desde fases avançadas de pesquisa mineral até etapas de desenvolvimento, construção e operação.
A execução da estratégia deverá combinar disciplina financeira, governança ativa e flexibilidade na estruturação dos investimentos, podendo atuar por meio de participações societárias, instrumentos de dívida estruturada, debêntures conversíveis, royalties e contratos de offtake. O fundo pretende atuar como investidor relevante, com participação ativa na governança das empresas investidas e envolvimento direto nas principais decisões estratégicas.
A estratégia prioriza ativos em fases de exploração e desenvolvimento, mas já em estágios mais avançados de maturação, reduzindo a exposição predominante ao risco exploratório inicial e concentrando esforços em projetos com maior potencial de destravamento de valor.
Embora o foco inicial esteja concentrado no segmento upstream da cadeia mineral, a formação de portfólio do veículo contempla também o fortalecimento gradual do downstream brasileiro, incentivando alinhamentos industriais e potenciais parcerias futuras que ampliem a captura de valor doméstico ao longo da cadeia produtiva.
“Não estamos partindo do zero. O fundo entra em operação com um pipeline proprietário de mais de 360 oportunidades mapeadas ao longo dos últimos anos, e a estrutura flexível — equity, dívida estruturada, conversíveis, royalties e offtakes — nos permite calibrar cada investimento ao perfil de risco e ao estágio do ativo. A expectativa é realizar os primeiros investimentos ainda em 2026”, diz Mauro Barros, CEO da Ore Investments.
O Fundo foi selecionado no âmbito de chamada pública realizada pela BNDESPAR e pela Vale (potenciais cotistas-âncora). Prevendo a possibilidade de subscrição de cotas em valor de, no mínimo, R$ 100 milhões e, no máximo R$ 250 milhões, por investidor-âncora, observado o limite de participação individual de 25% do capital comprometido total do Fundo. A iniciativa tem estimativa de mobilizar cerca de R$ 1 bilhão, com patrimônio comprometido mínimo de R$ 400 milhões.
A formação do consórcio composto pela Régia Capital, BB Asset e Ore Investments reflete a complementaridade entre competências financeiras, técnicas, operacionais e de governança. A BB Asset e a Régia Capital aportam experiência em gestão de ativos, estruturação financeira, análise de risco, regulação e investimentos no setor mineral, além de atuação em sustentabilidade e governança. A BB Asset, participante da joint venture que deu origem à Régia Capital, também atua como parceira estratégica e distribuidora institucional. Já a Ore Investments, primeira gestora brasileira dedicada exclusivamente ao setor de mineração, contribui com conhecimento técnico e regulatório, experiência prática na gestão de ativos minerais e relacionamento consolidado com participantes estratégicos da cadeia.
Como evidência da demanda inicial pela tese, a BB Asset já estruturou e distribuiu uma oferta de FIC de FIP com exposição ao ORE Régia FIP de Minerais Críticos, captando mais de R$ 100 milhões em menos de 4 meses do lançamento da oferta.
Para o investidor, o fundo oferece exposição a uma tese estrutural de longo prazo baseada em ativos reais e vinculada a setores estratégicos globais. Embora os ativos estejam localizados no Brasil, a dinâmica econômica dos projetos é fortemente internacional, com receitas potencialmente denominadas em moeda forte, especialmente dólar, o que contribui para reduzir a correlação com ciclos macroeconômicos domésticos.
O veículo também adota padrões rigorosos de governança e sustentabilidade alinhados às melhores práticas internacionais, buscando contribuir para cadeias globais de suprimento mais resilientes, diversificadas e compatíveis com as exigências socioambientais de investidores institucionais.
Nesse contexto, o Brasil, detentor de recursos geológicos relevantes e vantagens comparativas estruturais, possui a oportunidade de assumir papel mais relevante nessa nova arquitetura global, não apenas como produtor mineral, mas como participante estratégico de cadeias de valor essenciais para a economia do futuro.
Com o lançamento oficial da oferta do fundo, a Régia Capital, a BB Asset e a Ore Investments iniciam uma nova fase de diálogo com investidores interessados em participar do desenvolvimento de projetos estratégicos ligados à mineração e à transformação das cadeias globais de suprimento, incluindo bancos e alocadores brasileiros, além de bancos de desenvolvimento, multilaterais e fundos soberanos das mais diversas regiões do mundo.
A lista de minerais investíveis inclui: Terras Raras · Nióbio · Cobre · Urânio · Grafite · Lítio · Níquel · Estanho · Manganês · Silício · Cobalto · Vanádio · Fosfato · Potássio · Molibdênio · Titânio · Tungstênio · Metais do Grupo da Platina (PGMs) · Zinco · Tântalo e/ou para promoção de fertilidade de solo, inclusive remineralizadores.

Link do edital no site do BNDES:

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