MAJOR DRILLING: BRASIL COMO MERCADO ESTRATÉGICO E PROMISSOR

MAJOR DRILLING: BRASIL COMO MERCADO ESTRATÉGICO E PROMISSOR

Entrevista: José Antônio Bicalho, enviado especial da revista In the Mine ao Simexmin

A Major Drilling, que participa com estande no Simexmin 2026 (Simpósio de Exploração Mineral promovido pela ADIMB – Agência para o Desenvolvimento e Inovação do Setor Mineral Brasileiro), em Ouro Preto (MG), é uma empresa canadense, listada na bolsa do país e dedicada a serviços de sondagem exploratória de subsolo. Seu diretor no Brasil é François Lesage (Foto), um francês que não possui relações familiares com a população francófona do Canadá, mas que foi contratado por sua experiência em mineração e pelo conhecimento do setor mineral brasileiro. “A Major é uma empresa que fala português, fala inglês, fala francês, que fala com todo o mundo, porque tem uma atuação global”, explica o executivo.

Entre os clientes da empresa estão gigantes da mineração, como a Vale, AngloGold e Kinross, entre outras. O segredo do negócio, diz Lasage, é o padrão internacional de qualidade atingido pela Major, onde a técnica se alia à segurança, confidencialidade, respeito humano e padrões estritos de ética e anticorrupção. No Brasil, a empresa atua em toda a cadeia mineral, com destaque nos setores de cobre, ouro e minério de ferro.

O executivo acredita que o Brasil tem um futuro muito promissor para os próximos dois ou três anos em função do crescimento mundial da demanda por minerais, que não está sendo acompanhado por novas descobertas significativas. “Pelo contrário, o que temos é uma baixa global de reservas, fazendo com que novos empreendimentos se tornem absolutamente relevantes”, disse.

Quando perguntado sobre o peso do Brasil na operação global da Major Drilling, Lesage faz uma análise técnica e isenta. “O Brasil ainda está longe de atingir a preponderância do Canadá, Austrália e EUA na distribuição de nossos negócios e operações, mas se mantém como mercado muito estratégico ante as perspectivas de novas descobertas e negócios”. No país, a estrutura da empresa conta 350 funcionários e opera entre 25 e 30 sondas.

Foto: ABGE/Divulgação

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