PORTO SUDESTE AMPLIA ESCOAMENTO MINERAL DO PAÍS

PORTO SUDESTE AMPLIA ESCOAMENTO MINERAL DO PAÍS

O Porto Sudeste, situado em Itaguaí, no Rio de Janeiro, desponta como um elo vital e indispensável para o escoamento da produção das mineradoras independentes de Minas Gerais. Atuando sob o modelo de terminal de uso privado e independente, o complexo apresenta-se como a principal alternativa para os produtores de médio e pequeno porte que buscam competitividade internacional sem ficar restritos aos terminais de carga própria das grandes corporações verticalizadas. Sob a liderança do CEO Jayme Nicolato Corrêa, o porto vem superando gargalos operacionais históricos através de aportes massivos em tecnologia, infraestrutura de ponta e planejamento integrado de longo prazo.

Fotos: Foto 1: Jayme Nicolato Corrêa, CEO do Porto Sudeste
Foto: Jayme Nicolato Corrêa, CEO do Porto Sudeste (Porto Sudeste/Divulgação)

Com capacidade atual de até 50 Mtpa, o empreendimento possui uma infraestrutura totalmente preparada para ganhar escala rapidamente e conta com flexibilidade operacional para acompanhar de perto o ritmo de crescimento de seus clientes, garantindo o suporte logístico necessário para que as mineradoras expandam suas atividades comerciais de maneira sustentável. O porto já se encontra em processo de expansão de suas atividades econômicas, conforme as diretrizes e atualizações de sua licença de operação. O plano diretor estratégico visa atingir a expressiva marca de 100 Mtpa, divididas de forma equitativa em 50 Mtpa de granéis sólidos e outras 50 Mtpa de granéis líquidos, com forte direcionamento para o mercado de óleo e gás.

Fluxo integrado

O terminal dispõe de uma estrutura mecânica robusta e moderna, que inclui dois viradores de vagões de alta velocidade, quatro reach-stackers de grande porte e dois carregadores de navios (ship loaders). Segundo Corrêa, a alta eficiência alcançada pelo Porto Sudeste depende de forma direta de uma sinergia cirúrgica com a malha ferroviária nacional, operada prioritariamente pela MRS Logística. “Na complexa engrenagem da logística mineral, a competitividade do produto final depende do desempenho uniforme de toda a cadeia de suprimentos, desde a extração na mina até o carregamento final nos porões dos navios. Por essa razão, o planejamento integrado tornou-se o elemento central da rotina operacional do nosso terminal”, explica o executivo.

Foto 3: Movimentação de minério de ferro foi de 27,8 Mt em 2025
Foto 3: Movimentação de minério de ferro foi de 27,8 Mt em 2025 (Porto Sudeste/Divulgação)

O crescimento recente no volume de contratos firmados com novas mineradoras parceiras aumentou de forma considerável a escala de movimentação, mas também trouxe um fator fundamental para a estabilidade do sistema: a previsibilidade. Com uma visão antecipada e detalhada da demanda futura, a administração do porto consegue organizar com máxima precisão a capacidade ferroviária necessária e a formação de estoques reguladores no pátio. Os novos contratos comerciais possuem horizontes de longo prazo e estabelecem compromissos mínimos de movimentação, permitindo que a expansão do fluxo seja incorporada à rotina portuária de maneira gradual, segura e planejada.

Além de armazenar e embarcar mercadorias; o terminal funciona como o grande integrador dessa complexa cadeia multimodal. A empresa promove um alinhamento constante entre todos os agentes envolvidos e garante agilidade imediata para responder a eventuais variações operacionais. “Essa coordenação estreita reduz drasticamente os riscos de interrupção no fluxo, otimiza a utilização dos ativos fixos e fortalece de forma decisiva a presença e a competitividade das mineradoras brasileiras nos mercados internacionais mais exigentes”, afirma Corrêa.

Eficiência e segurança

Na prática, a operação ferroviária do porto permite receber composições de até 136 vagões, movimentando entre 13 mil e 14 mil toneladas por composição, com tempo médio de descarga de apenas 2h50. O porto foi recentemente reconhecido como um dos três terminais portuários mais eficientes do Brasil, um reflexo direto de sua disciplina operacional e excelência em engenharia logística.

Foto 4: Reach-stacker em pátio de estocagem do terminal
Foto 4: Reach-stacker em pátio de estocagem do terminal (Porto Sudeste/Divulgação)

No ano de 2025, o Porto Sudeste registrou um recorde histórico ao movimentar 27,8 Mt de minério de ferro, reforçando sua capacidade técnica de atender volumes crescentes com máxima eficiência e segurança em todas as etapas da cadeia de suprimentos. Para 2026, as projeções da empresa apontam para um crescimento contínuo, com a expectativa sólida de alcançar a expressiva marca de cerca de 30 Mt de minério de ferro movimentadas.

Segundo o CEO, esse desempenho é sustentado por investimentos constantes na modernização dos ativos e na busca por novas soluções de engenharia, garantindo que o terminal opere na vanguarda do setor portuário da América Latina. A grande prioridade dos investimentos atuais está focada na construção da nova infraestrutura de dolfins de amarração destinados às operações de granéis líquidos. Embora esse projeto seja direcionado ao segmento de combustíveis e derivados, ele traz ganhos indiretos para a movimentação de minério de ferro do terminal.

Ao separar fisicamente os fluxos operacionais de sólidos e líquidos, a engenharia do porto reduz de forma drástica a concorrência pelo uso do píer principal. Isso amplia consideravelmente a previsibilidade das janelas de atracação para navios de grande porte, como as embarcações das classes Capesize e Wozmax. “A nova configuração estrutural cria as condições perfeitas para uma operação muito mais fluida, produtiva e segura, minimizando o risco de filas na baía de atracação e eliminando a exposição das mineradoras aos pesados custos de demurrage”, diz Corrêa. A demurrage é a taxa ou penalidade cobrada pelo armador quando o importador ou exportador ultrapassa o período de tempo acordado para usar o contêiner ou a embarcação.

Foto 5: Novos dolfins de amarração otimizarão embarque de minério
Foto: Novos dolfins de amarração otimizarão embarque de minério (Porto Sudeste/Divulgação)

Competitividade global

O cenário do comércio marítimo global de commodities tem sido severamente pressionado pela volatilidade e pela alta nos custos dos fretes internacionais, o que impacta as margens de lucro das exportações brasileiras. Esse efeito é bastante relevante para o Brasil em função da desvantagem geográfica crônica e da maior distância até os principais mercados consumidores asiáticos, quando comparado a concorrentes diretos como a Austrália. Em setembro de 2026, o frete marítimo de referência para navios da classe Capesize na rota entre o Brasil e a China chegou a superar a marca de US$ 40 por tonelada, ampliando de forma considerável a pressão sobre o preço final do minério nacional. Diante desse panorama desafiador, a máxima eficiência no ambiente portuário ganha uma importância ainda maior para mitigar os custos e manter o produto brasileiro atrativo.

O impacto desse cenário internacional atinge o Porto Sudeste de forma indireta, influenciando o ritmo de produção e os embarques de clientes mais expostos ao mercado spot. Embora o porto não tenha controle sobre os valores praticados no afretamento marítimo global, sua contribuição estratégica reside em eliminar as ineficiências internas sob sua gestão direta. O terminal trabalha em estreita coordenação com tradings e mineradoras para sincronizar a chegada ferroviária das cargas, otimizar a formação de lotes e garantir máxima agilidade nas janelas de embarque. Ao assegurar uma operação regular, produtiva e livre de gargalos, o Porto Sudeste atua como um escudo protetor para as margens das mineradoras independentes. “Assim, o complexo se consolida como uma plataforma logística competitiva e resiliente, essencial para conectar com segurança e confiabilidade a riqueza mineral do interior brasileiro à economia globalizada”, acredita Corrêa.

Foto em destaque: Capacidade de até 136 vagões com tempo médio de descarga de 2h50 (Porto Sudeste/Divulgação)

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