MAIOR PROJETO DE INFRAESTRUTURA ENERGÉTICA

MAIOR PROJETO DE INFRAESTRUTURA ENERGÉTICA

A Mineração Rio do Norte (MRN) conduz a implantação do Projeto Linha de Transmissão, empreendimento que representa um marco para a companhia e um dos principais vetores de sua estratégia de descarbonização. A iniciativa permitirá a conexão das operações de mineração e beneficiamento de bauxita, bem como da infraestrutura de Porto Trombetas, ao Sistema Interligado Nacional (SIN), substituindo gradualmente o modelo baseado em geração termelétrica própria por uma matriz energética de menor intensidade de carbono.

Atualmente, o suprimento elétrico da MRN é assegurado por uma usina termelétrica (UTE) movida a óleo combustível, responsável pelo abastecimento das unidades operacionais e da vila residencial. Embora o sistema atenda aos requisitos de confiabilidade operacional, explica Yanto Araújo, gerente geral de Projetos da mineradora, a dependência de combustível fóssil impõe desafios relacionados às emissões de gases de efeito estufa (GEE), aos custos de geração e à transição para uma mineração de baixo carbono.

Foto 1: Yanto Araújo, gerente geral de Projetos da MRN
Yanto Araújo, gerente geral de Projetos da MRN

Até a entrada em operação da Linha de Transmissão, a companhia mantém um conjunto de controles operacionais e ambientais voltados à mitigação dos impactos associados à geração térmica. As medidas incluem o monitoramento contínuo do desempenho energético, a consolidação sistemática de indicadores de consumo, a gestão da eficiência operacional dos ativos de geração e a implementação de melhorias destinadas à otimização do uso de energia.

Em 2025, o consumo energético da MRN totalizou 3.654.361 GJ (Gigajoules), correspondentes a uma geração aproximada de 229.002 MWh (Megawatts-hora). Esses indicadores integram o sistema de gestão energética da empresa e subsidiam ações voltadas ao aumento da eficiência operacional e à redução da intensidade energética por tonelada de bauxita produzida.

A conexão ao SIN constitui uma das prioridades estratégicas da MRN no âmbito de sua agenda climática, que deverá reduzir significativamente as emissões diretas associadas ao consumo de combustíveis fósseis, contribuindo para as metas corporativas de descarbonização, transição energética e adaptação às mudanças climáticas.

 Transformação

Os benefícios esperados com a nova infraestrutura vão além da redução da pegada de carbono. A integração ao SIN proporcionará maior robustez ao suprimento elétrico, aumento da confiabilidade operacional e acesso a uma matriz predominantemente renovável, fatores que tendem a elevar a eficiência energética e a competitividade das operações da companhia.

De acordo com Araújo, a iniciativa consolida uma transformação estrutural na gestão energética da empresa e reforça seu alinhamento às melhores práticas internacionais de sustentabilidade aplicadas ao setor mineral.

Foto 3: Terminal fluvial da MRN em Porto Trombetas, no Pará
 Terminal fluvial da MRN em Porto Trombetas, no Pará

Nesse contexto, a eficiência energética é tratada como um componente estratégico da excelência operacional. A empresa vem ampliando investimentos na modernização de ativos industriais, incluindo a substituição de motores por equipamentos de maior rendimento, o aperfeiçoamento dos sistemas de monitoramento de desempenho energético e a adoção de indicadores que permitem identificar oportunidades de otimização dos processos produtivos.

“A eficiência energética deve ser compreendida como a capacidade de produzir mais valor com menor consumo específico de energia, combinando inovação tecnológica, racionalização operacional e redução dos impactos ambientais”, define o gerente. Para ele, essa abordagem fortalece a competitividade da operação e contribui para o atendimento das crescentes exigências de desempenho ambiental impostas ao setor mineral.

A implantação da Linha de Transmissão posiciona a MRN entre as empresas que vêm acelerando a transição energética na mineração brasileira. Além de ampliar a segurança do abastecimento elétrico, o projeto estabelece uma base tecnológica para futuras iniciativas de eletrificação de processos, redução das emissões de carbono e incorporação de soluções voltadas à mineração sustentável, reforçando a resiliência operacional da companhia frente aos desafios das próximas décadas.

Imagem em destaque:  Torres de travessia do Projeto Linha de Transmissão
Fotos: MRN/Divulgação

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