Na AngloGold Ashanti, a estratégia de otimização do uso da água ao longo do processo produtivo combina reaproveitamento, monitoramento contínuo e inovação tecnológica para reduzir a captação de água nova, diminuir a geração de efluentes e aumentar a eficiência operacional das unidades. A água utilizada pela companhia é proveniente de fontes superficiais e subterrâneas e atende às diferentes etapas do processo mineral, incluindo lavra, beneficiamento, controle de poeira, resfriamento de equipamentos e demais atividades industriais. Segundo Kênia Guerra, gerente de Hidrogeologia e Meio Ambiente da AngloGold Ashanti, todas as captações são acompanhadas diariamente por equipes operacionais, respeitando os limites legais de outorga, os regimes de vazão e as condições ambientais de cada região.

Como resultado da estratégia de otimização do uso da água, a empresa recirculou aproximadamente 13 bilhões de litros do insumo ao longo de 2025. Paralelamente, os efluentes gerados passam por monitoramento contínuo e somente são lançados em corpos hídricos após atenderem aos padrões estabelecidos pela legislação ambiental. Essa ampliação dos sistemas de reaproveitamento, diz Kênia, vem proporcionando ganhos consistentes de eficiência hídrica nos últimos anos, reduzindo simultaneamente a necessidade de novas captações e o volume de efluentes gerados pelas operações.
Recirculação
A estratégia hídrica da AngloGold Ashanti está baseada na integração entre monitoramento ambiental, tecnologias de reaproveitamento e melhoria contínua dos processos industriais. O controle da qualidade e da disponibilidade dos recursos hídricos é realizado por meio de monitoramentos laboratoriais e hidrológicos permanentes, conduzidos por laboratórios credenciados e reportados aos órgãos ambientais. As informações obtidas subsidiam a gestão operacional, permitindo acompanhar o comportamento dos mananciais, avaliar o desempenho dos sistemas de tratamento e assegurar que os efluentes atendam integralmente aos requisitos legais antes do lançamento.
Entre as principais iniciativas implantadas destaca-se o Projeto de Eficiência Hídrica da Planta de Queiroz, responsável pelo beneficiamento do minério extraído nas minas Cuiabá e Lamego, em Sabará (MG). Segundo Kênia, o projeto ampliou significativamente a recirculação da água no processo industrial e reduziu em aproximadamente 60% a geração de efluentes da unidade. A companhia também opera sistemas de recirculação que permitem o reaproveitamento contínuo da água utilizada no processo produtivo, diminuindo a dependência de novas captações e aumentando a disponibilidade hídrica nas bacias onde atua.

Além do reaproveitamento de 13 bilhões de litros de água em 2025 e da diminuição da captação de água nova, os investimentos realizados resultaram em importantes ganhos ambientais e operacionais, como a redução da geração de efluentes, o fortalecimento do controle da qualidade dos efluentes e a mitigação dos potenciais impactos ambientais associados às atividades minerárias.
Outro destaque na mineradora é o desenvolvimento de sistemas passivos de tratamento de água, atualmente em fase de testes. A tecnologia utiliza estruturas naturais para promover a depuração da água sem consumo de energia elétrica ou aplicação de reagentes químicos, representando uma alternativa de baixo impacto ambiental para futuras aplicações em escala industrial. Na avaliação da gerente, essas soluções reforçam a busca por processos cada vez mais eficientes e alinhados aos princípios da mineração sustentável.
Projetos
Além dos investimentos voltados ao reaproveitamento da água, a AngloGold Ashanti vem ampliando sua atuação na conservação dos recursos hídricos por meio de projetos ambientais e iniciativas de alcance regional. Uma das principais ações é a implementação do Plano Estratégico de Água, adotado globalmente pela companhia em 2024, que estabelece diretrizes para fortalecer a governança hídrica, aumentar a eficiência operacional e ampliar a resiliência das operações frente às mudanças climáticas.
Entre as iniciativas em andamento também está o Projeto Probiomas, voltado à recomposição florestal das microbacias da sub-bacia dos ribeirões Caeté-Sabará. Segundo a empresa, a recuperação da cobertura vegetal contribui para a conservação da bacia do Rio das Velhas e beneficia diretamente o abastecimento de mais de 18 mil pessoas. Outro componente relevante é a operação do Sistema Hidrelétrico Rio do Peixe, que auxilia na regularização das vazões do Rio das Velhas durante os períodos de estiagem, colaborando para a segurança hídrica da Região Metropolitana de Belo Horizonte, capital do estado.
A estratégia é complementada por programas permanentes de conscientização sobre o uso sustentável da água, envolvendo empregados, empresas contratadas, comunidades vizinhas e órgãos reguladores.
