Quem passou pelo estande da Andritz na Exposibram 2026 encontrou sensores medindo variabilidade de processo e simuladores prevendo o comportamento de uma planta. É esse contraste, entre o imaginário duro do setor e a sofisticação digital que hoje sustenta a operação, que a empresa faz questão de explorar.
A Andritz atua na separação sólido-líquido: espessamento, desaguamento, filtros prensa, de disco e horizontais a vácuo, além de sistemas de secagem. Sediada na Áustria, opera no Brasil a partir de uma fábrica em Pomerode (SC) e mantém base instalada nas grandes empresas mineradoras nos estados de Minas Gerais, Goiás, Pará e Bahia. No mundo, a presença chega a 80 países.
O diferencial da companhia não está apenas no equipamento, mas no que vem depois dele, diz o diretor de Vendas e Marketing no Brasil, Eduardo Schwenk Castro. “A Andritz entrega uma solução de filtragem completa com pós-vendas”, afirma, citando otimização de processos, digitalização e assistência técnica próxima do cliente.
Na prática, a empresa também atua sobre máquinas de outros fabricantes, oferecendo suporte ao longo de todo o ciclo de vida dos ativos, da curva de aprendizado no start-up de uma planta até o pico de performance operacional.
No cenário atual, o custo do frete tem corroído as margens das mineradoras, especialmente no minério de ferro, e isso empurra a indústria para uma busca mais agressiva por eficiência. É aí que entram as soluções digitais da empresa, voltadas para reduzir consumo de energia e de reagentes, diminuir variabilidade e ampliar a capacidade das plantas sem novos investimentos pesados em estrutura.
A expectativa para a Exposibram 2026 seguiu essa lógica. Mais do que fechar contratos pontuais, a Andritz apostou em parcerias de longo prazo, caso da relação já estabelecida com a Vale no desenvolvimento de digitalização para simulação de processos e controle avançado. Para a empresa, o objetivo da feira foi claro: mostrar que competitividade, hoje, se mede em dados, não apenas em toneladas.

