O carvão mineral brasileiro foi sempre mal visto. Tanto tem sido assim no Brasil, que a pesquisa geológica mais recente de carvão mineral já tem um quarto de século. É preciso dizer, no entanto, nem que continue sendo para ouvidos surdos, que o setor carbonífero brasileiro mudou. Muito e para melhor. Os passivos ambientais estão sendo recuperados num cronograma acordado com o Ministério Público. Há casos, como o de Santa Catarina, em que toda a cadeia produtiva – de mineradoras a consumidores finais – está certificada com a ISO 14000. A ABCM (Associação Brasileira de Carvão Mineral) cumpre uma verdadeira cruzada junto a países como a Alemanha, Austrália e Estados Unidos com o objetivo, entre outros, de fechar acordos de cooperação para transferência de know how em tecnologias limpas de produção.
Na edição 19 de INTHEMINE, um panorama completo, estado por estado, dos principais projetos e trabalhos de prospecção e pesquisa em andamento na Região Sul do País
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Fernando Luiz Zancan é a fonte preferida de dez entre dez jornalistas brasileiros quando a matéria é carvão mineral. Secretário-executivo do Sindicato das Indústrias de Extração de Carvão do Estado de Santa Catarina (Siecesc) há 19 anos e presidente desde 2006 (reeleito no final de 2008) da Associação Brasileira do Carvão Mineral (ABCM), Zancan também é referência em fóruns e agências internacionais de energia. Neles busca informações sobre novas tecnologias, processos e projetos, que faz circular entre técnicos dos ministérios do Meio Ambiente, Minas e Energia e Ciência e Tecnologia. Um trabalho que define como “de formação de uma massa crítica que entenda o carvão como um combustível nacional, real e ambientalmente correto”.
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Sindipedras e Sindareia, principais entidades representantes do segmento de agregados no Estado de São Paulo, juntamente com lideranças da associação nacional (ANEPAC), reuniram-se em assembléia pela primeira vez no ano, dia 6 de fevereiro, no auditório da Bauko, distribuidora Komatsu, em Osasco (SP). O que poderia ser um amargo balanço pós-crise, transformou-se na verdade em uma reunião marcada por perspectivas otimistas e apresentação de uma pauta objetiva de reivindicações. “Para a mineração de agregados, o ano de 2009 deve ser igual a 2008, o que é uma boa notícia”, resumiu Eduardo Luz, presidente da Anepac. Ele acredita que, alavancado pelo programa de obras estadual e federal, o segmento de areia e brita “pode não crescer, mas também não terá queda expressiva em relação a 2008”. Cabe lembrar que, no ano passado, o segmento alcançou um patamar recorde de produção.
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