Resumo 16


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ESPECIAL


QUEM CONTINUARÁ A PESQUISAR O QUÊ?


Há previsões sobre como será o ano de 2009 para a pesquisa mineral no Brasil. E não são boas. Passados os primeiros reflexos da crise econômica mundial e de sua indefectível acompanhante – a retração do consumo, as Junior Companies, linha de frente da pesquisa mineral no Brasil, viram-se literalmente sem recursos para prosseguir seu trabalho, ao mesmo tempo em que as grandes mineradoras desaceleram os investimentos. A maior preocupação é de que seja descontinuado o trabalho que consumiu quase US$ 1 bilhão em investimento nos últimos 3 anos em pesquisa e projetos promissores não sejam concretizados. O valor está detalhado em artigo técnico elaborado com exclusividade para a revista In The Mine por Antonio Fernando da Silva Rodrigues e Mathias Heider, respectivamente, diretor e especialista em recursos minerais da DIDEM (Diretoria de Desenvolvimento e Economia Mineral do DNPM).
Há um movimento em curso, digno de nota e apoio e capitaneado por grandes quadros da mineração brasileira como Onivaldo Marini e Elmer Salomão, para minimizar as dificuldades que a pesquisa mineral enfrenta. Parece já ter sensibilizado algumas autoridades públicas e defende propostas de isenção tributária em determinadas situações e incentivo à especialização de jovens geólogos, de forma a mantê-los na profissão, através da concessão de bolsas de estudo, entre outras.

Na edição 18 de INTHEMINE, um panorama completo, estado por estado, dos principais projetos e trabalhos de prospecção e pesquisa em andamento


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PERSONALIDADE


O INCANSÁVEL PROFESSOR


Onildo João Marini, secretário-executivo da ADIMB, não faz rodeios ao falar da chegada da crise econômica ao setor mineral. Diz que o ciclo positivo de investimentos em mineração acabou este ano e que o Brasil não fez seu dever de casa para solucionar tabus anacrônicos e captar maiores recursos quando ainda era tempo. Mesmo pessimista em suas projeções para a pesquisa mineral em 2009, o professor, como todos o chamam por sua carreira na Universidade de Brasília (UnB) e na Unesp de Rio Claro (SP), é incansável em suas idas e vindas a ministérios, DNPM, Instituto Chico Mendes e outros órgãos públicos.
Ele tem propostas para criar oportunidades de emprego a geólogos recém-formados e formandos. Defende a suspensão do aumento da carga tributária do setor e das mudanças no Código de Mineração. E se empenha em demonstrar que a pesquisa de lavra não precisa de licenciamento ambiental senão numa etapa mais avançada dos trabalhos. Noutra frente, luta para avançar na autorização das operações minerais na província do Tapajós.

LEIA entrevista na edição número 18 de INTHEMINE


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AGILIDADE NA
PESQUISA E ANÁLISE DE AMOSTRAS


NENHUM OUTRO INTERESSE PREVALECERÁ



Laboratórios e empresas de pesquisa mineral investiram (e muito) durante o “boom” recente na mineração e estão hoje melhor estruturados para atender demanda atual. O CETEM (Centro de Tecnologia Mineral) vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, modernizou parte de seus 25 laboratórios e renovou seu quadro de pesquisadores, técnicos e auxiliares, com investimentos que somam R$ 11 milhões nos últimos cinco anos. No ALS Chemix, a demanda por serviços dobrou somente no último ano e a infra-estrutura da unidade brasileira (que integra uma rede instalada em 40 países) também foi ampliada. O Laboratório de Análise de Minerais e Rochas (LAMIR), da Universidade Federal do Paraná (UFPR), abriu-se à demanda do setor privado somente em 2002 e ampliou para 2.800 a média anual de amostras analisadas e implantou novas tecnologias analíticas, estruturando uma equipe interna na área de geologia e química.Priorizar a otimização da operação do Laboratório Ambiental (que se soma ao metalúrgico e geoquímico) e aumentar a capacidade analítica (atual: 72 mil/mês) para 80 mil/mês, diminuir o prazo de respostas para os clientes e revisar a logística para melhor atender os clientes são as metas da SGS Geosol, nos últimos oito anos, teve um aumento de cerca de 12 vezes no número de amostras analisadas. O número de funcionários foi multiplicado por sete.

 

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