A via tecnológica somente é válida quando se reverte ao longo do tempo em benefícios reais – e palpáveis -- para os envolvidos. Um bom exemplo é a Metal Ar, empresa dirigida há 21 anos por uma dupla de engenheiros – Paulo Dias e Celso Mazzetti – que se notabilizou em serviços de perfuração para a média e grande mineração. De locadora de equipamentos, a Metal Ar está presente hoje em operações tão distintas quanto as da Camargo Corrêa Cimentos (Bodoquena, Apiaí, Ijaci), Copebrás (Catalão), Cia Níquel Tocantins (Niquelândia) e da Bunge, em Cajati (SP). Nesse último caso, inclusive, além da perfuração, a Metal Ar acaba de credenciou-se também para a lavra de minério.A movimentação anual da mina é da ordem de 15 Mt -- sendo 5,5 Mt de minério. Praticamente todo material necessita ser desmontado – com exceção de 10 a 15% do volume de estéril, que é de material friável. Por isso, na mina em Cajati, são necessários de três a quatro desmontes por semana, para garantir a produção contínua (24 h/dia, de segunda a sábado) da ordem de 1,2 a 1,3 Mt/mês de movimentação de material (minério e estéril).

Minerador de granito em Colatina (ES), Renner Antonio Riva, aos 43 anos, é um desses brasileiros empreendedores, que tem um projeto definido para o desenvolvimento de seu negócio. Sua empresa, a Granriva Granitos, em 12 anos de atividades e hoje com 60 funcionários, tornou-se uma referência na região, com produção mensal de mil a 1,2 mil m3. Uma das pioneiras na introdução de fios diamantados para corte de pedra, macacos hidráulicos para derrubada de blocos e de escavadeiras hidráulicas no tombamento e manuseio, a Granriva Granitos entrará em breve no seleto grupo de empresas nacionais, que beneficiam o granito, transformando-o em chapas de maior valor agregado.
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João Paulo Cordeiro de Melo Franco pode falar de cátedra de qualquer assunto em mineração. Não apenas por seus 30 anos na área, continuados agora na condição de consultor, mas porque nesse tempo não houve posição estratégica que não ocupasse, exceto na lavra propriamente dita. Mas, como ele próprio diz, “com tudo o que o planejamento de uma mineradora envolve, o menos complicado acaba sendo produzir minério”.
Nesta entrevista exclusiva a revista In The Mine, depois de 21 anos passados na MRN (Mineração Rio do Norte), recém-chegado a Belo Horizonte (MG), João Paulo ainda aguardava o caminhão da mudança, que vinha pela Belém-Brasília. Com a didática de um professor, ele segue o fio condutor do ciclo integrado da produção mineral, alertando que esse processo começa onde aparentemente termina – no cliente final do minério.
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