A revista In The Mine participa mais uma vez do maior encontro da mineração do país. Durante a feira, a editora Tébis Oliveira e equipe estarão à disposição do público presente no estande Y17 (Foyer). Na ocasião também está sendo lançada a EDIÇÃO ESPECIAL 122 da publicação, tendo como tema central a Mineração do Futuro: eficiência energética, gestão hídrica, frota verde, uso de IA e automatização de projetos na mineração.
A PALAVRA DA EDITORA
EM MOVIMENTO
É assim que, acredito, a mineração brasileira deverá marcar sua presença na Exposibram 2026, a ser realizada em Belo Horizonte (MG) entre 24 e 27 de agosto próximos. É assim que apresentamos a mineração, em especial nesta edição. Um movimento que se estende ao setor como um todo e que não deve, como ocorre há já algum tempo, se limitar somente aos projetos e operações de minerais críticos, embora sua importância estratégica para o Brasil e o mundo seja inquestionável.
Não há dúvida de que debater a produção de minerais críticos foi bastante eficaz para demonstrar o papel fundamental da mineração para o desenvolvimento econômico nacional. Ainda que de uma forma superficial, a sociedade percebe ao menos parte da mineração para além da negatividade habitual da opinião pública em relação a seus riscos e impactos ambientais.
No entanto, as deficiências legais, estruturais e financeiras que afetam o desenvolvimento da cadeia produtiva de minerais críticos são as mesmas que afetam todo o setor mineral brasileiro. Uma das mais gritantes entre essas deficiências é o desmonte progressivo da Agência Nacional de Mineração (ANM), principalmente pelos contingenciamentos e cortes lineares, realizados pelo governo federal sempre que precisa cumprir suas metas fiscais. Além deles há o represamento das receitas de royalties e o aumento desproporcional das responsabilidades da agência, em relação à sua estrutura e orçamento.
Uma fonte adicional de recursos seriam as parcelas anuais de R$ 50 milhões a serem pagas até meados de 2040 pela Vale, BHP e Samarco, nos termos do Novo Acordo de Mariana. Da primeira, o MME (Ministério de Minas e Energia) repassou R$ 25 milhões em fevereiro passado. Noves fora, o valor foi praticamente absorvido por um novo corte, em maio, de R$ 22,6 milhões. Do total de R$ 553 milhões correspondentes à participação de 7% da ANM na CFEM (Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais) arrecadada em 2025, o repasse foi de apenas R$ 118 milhões. Somado o que foi pago e tomado, a conta não fecha: a própria ANM estima em cerca de R$ 162 milhões o necessário para manter seu funcionamento anual.
Em aparente paradoxo com essa situação trágica, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, lançou, neste ano, um balanço das ações nas áreas de energia e mineração desde o início de sua gestão, em 2023. No caso da ANM, a publicação destaca a equiparação salarial às demais agências reguladoras federais, a nomeação de novos concursados e o programa de capacitação e formação continuada. Medidas, sem dúvida, necessárias, ainda que tardias, e que, segundo o balanço, teriam conferido pleno funcionamento ao órgão regulador. Os responsáveis por sua elaboração no MME e seu titular, que endossa o trabalho, devem viver em uma realidade virtual criada por IA. Sem orçamento, é o caso de pedir que a pasta defina “pleno funcionamento”.
Como diz o ditado popular, quem só vê a árvore corre o risco de não enxergar a floresta. Sem demérito, o palco dado aos minerais críticos não deve e não pode engessar a mineração num círculo sem ponto de chegada ou partida. Nem deve e nem pode invisibilizar a agência que regula e fiscaliza o setor. Queremos a mineração em movimento. Por inteiro.
Nos encontramos na Exposibram. Estaremos no estande Y15, no Foyer. Até lá!
Saudações acolhedoras,
Tébis Oliveira (Editora Executiva)
tebis@inthemine.com.br


