A “Touro” é o principal dispositivo do projeto criticado pelo IBGM, podendo acarretar a elevação do custo do quilo do metal em R$ 5 mil, ao fixar valores de R$ 2,00 por emissão de Guia de Transporte e de R$ 5,00 por grama de ouro para a marcação física. Outro risco é o de concentrar o poder de rastrear o produto na CMB, com potencial de criar um gargalo logístico no setor, além de ignorar a expertise da ANM sobre o tema.
Inclusive, desde 2023, o órgão estatal e a agência vêm desenvolvendo um sistema de rastreabilidade da cadeia produtiva de ouro, com programação dos primeiros testes de um modelo piloto na Coogavepe (Cooperativa dos Garimpeiros do Vale do Rio Peixoto), situada no Mato Grosso. Os debates sobre o substitutivo já adiaram sua votação na Câmara dos Deputados, que acabou aprovando o texto, agora em análise pelo Senado.
