SOLTURA DE QUELÔNIOS REFORÇA PRESERVAÇÃO NO PARÁ

SOLTURA DE QUELÔNIOS REFORÇA PRESERVAÇÃO NO PARÁ

A soltura de quelônios realizada pelo Projeto Pé-de-Pincha mobilizou comunidades e instituições nos municípios de Terra Santa e Oriximiná, no oeste do Pará, reforçando ações de conservação ambiental na região. Ao todo, 55.899 filhotes foram devolvidos à natureza, incluindo tracajás, iaçás, tartarugas e irapucas.

Com mais de 27 anos de atuação, o projeto se consolidou como uma das principais iniciativas voltadas à preservação de quelônios na Amazônia. A soltura marca a etapa final de um ciclo que envolveu monitoramento e manejo em 31 comunidades, resultado da parceria entre moradores, instituições de pesquisa e organizações públicas e privadas.

Entre os parceiros estão a Mineração Rio do Norte (MRN), a Universidade Federal do Amazonas (UFAM), a Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Prefeitura de Terra Santa, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Mineração.

De acordo com a coordenação do projeto, os resultados têm impacto direto na biodiversidade local. A iniciativa contribui para o aumento da fauna aquática e para o equilíbrio ambiental, além de favorecer o retorno de espécies aos locais de origem para reprodução.

O envolvimento das comunidades é apontado como um dos principais pilares do projeto. Moradores participam ativamente das ações e destacam o sentimento de responsabilidade com a preservação ambiental e a continuidade das espécies.

A integração entre conhecimento acadêmico e saber tradicional também é um diferencial da iniciativa. Estudantes e pesquisadores atuam em conjunto com os comunitários, promovendo troca de experiências e fortalecendo as estratégias de conservação.

Além do impacto ambiental, o projeto também apresenta relevância social, ao incentivar a organização comunitária e ampliar a conscientização sobre a importância da proteção da fauna silvestre.

Para participantes e voluntários, cada soltura representa um investimento no futuro da região, garantindo que novas gerações possam conviver com a biodiversidade amazônica e usufruir de seus benefícios.

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