Novas oportunidades técnicas e especializadas em operações minerais têm permitido que profissionais construam carreira longe dos grandes centros — e, em alguns casos, retornem às cidades de origem. Nas operações brasileiras da Aura, cerca de 80% dos colaboradores são moradores das regiões onde a companhia atua.
Em Currais Novos (RN), a trajetória de Jhony Lima ajuda a dar rosto a esse movimento. Após concluir a formação técnica em 2009, Jhony precisou deixar Currais Novos diante da falta de oportunidades na área. Passou 13 anos atuando em operações do setor em Goiás, Pernambuco e Bahia. Em seu último trabalho, na cidade baiana de Jacobina, o contato com os parentes era restrito aos períodos de férias.
A expansão das operações da Aura em sua cidade de origem abriu a possibilidade de voltar para casa sem deixar a atividade profissional. Hoje, ele atua na área de pesquisa mineral e segue investindo na própria qualificação, cursando o ensino superior, enquanto a mulher faz curso técnico na cidade. A mudança permitiu ainda que a família voltasse a compartilhar a rotina depois de anos de distância.
“Quando deixei a região, não havia perspectiva de exercer minha profissão perto de casa. Voltar contratado por uma operação desse porte permitiu continuar me qualificando e ver meus filhos crescendo próximos às suas origens”, destaca o profissional.
A trajetória foi uma das histórias apresentadas pelo Globo Repórter, da TV Globo, em edição dedicada ao Seridó. O programa acompanhou a rotina de Jhony e seu retorno à região depois de mais de uma década trabalhando em outros estados.
O movimento em números
A presença de profissionais das próprias regiões é uma característica das operações brasileiras da Aura. Em Borborema, mais de 2 mil trabalhadores atuam direta ou indiretamente no projeto, com 68% da força de trabalho formada por moradores da região.
A contratação local é acompanhada por iniciativas de formação profissional nas regiões onde a Aura mantém operações no Brasil. A companhia desenvolve capacitações voltadas às demandas técnicas da mineração e ao desenvolvimento de profissionais locais. Em Borborema, as formações contemplam áreas como Engenharia de Processos, Geologia e Operações Industriais.
Três gerações ligadas à mineração

Na família Lima, a mineração é uma tradição que atravessa gerações: acervos fotográficos guardados pelos parentes registram o avô e os pais de Jhony na inauguração da antiga pista de pouso que atendia os mineradores de Currais Novos no século passado. Décadas depois, é ele quem dá continuidade a essa relação, agora em uma atividade marcada por qualificação técnica, pesquisa mineral e novas tecnologias.
Atualmente, Jhony participa de atividades de pesquisa mineral, como mapeamento e análise de materiais obtidos em sondagens. O trabalho dessas equipes amplia o conhecimento geológico das áreas pesquisadas e fornece informações utilizadas no planejamento de longo prazo das operações.
A trajetória de Jhony traduz, em escala humana, um movimento observado nas diferentes regiões onde a Aura mantém operações no Brasil. A presença majoritária de trabalhadores locais e os investimentos em formação profissional ampliam as possibilidades de construir carreira especializada fora dos grandes centros. Para Jhony, o resultado foi concreto: depois de 13 anos trabalhando em outros estados, ele voltou à cidade onde cresceu e agora pode desenvolver a carreira perto da família.
