METEORIC: PREVISÃO DE 5 ANOS PARA INÍCIO DO PROJETO CALDEIRA

METEORIC: PREVISÃO DE 5 ANOS PARA INÍCIO DO PROJETO CALDEIRA

Entrevista e foto: José Antônio Bicalho, enviado especial da revista In the Mine ao Simexmin

O estande da Meteoric Resources, no Simexmin 2026 (Simpósio de Exploração Mineral promovido pela ADIMB – Agência para o Desenvolvimento e Inovação do Setor Mineral Brasileiro), em Ouro Preto (MG), foi um dos mais prestigiados nos salões de exposição e negócios. Não sem motivo. A empresa está implantando no município de Caldas, no sul de Minas, o projeto Caldeira, segundo a empresa, o maior projeto em andamento, no mundo, de terras raras. A planta piloto já está em operação na cidade vizinha de Poços de Caldas.

De acordo com Marcelo Juliano de Carvalho, diretor executivo da empresa, os ensaios apontam para uma recuperação de 75% dos minérios contidos, no material ROM, com concentração de 0,4%. “É uma taxa muito significativa para mineração em rocha e que viabiliza economicamente o projeto”, disse. Os 25% restantes não serão lixiviados por não estarem na forma iônica, explicou o executivo.

Em termos de comparação, para projetos em argila iônica, as operações que recuperavam mais no mundo eram as chinesas, em torno de 55% dos minérios contidos. Na região de Poços de Caldas, o corpo rochoso é uma rocha alcalina e a concentração de 4.000 ppm, ou 0,4%, é cerca de o cinco vezes a encontrada, em média, nos depósitos explorados na China.

Carvalho se diz otimista em relação ao futuro das terras raras no Brasil. “A continuar neste ritmo de pesquisas, em breve seremos a maior província de terras raras do mundo, porque os depósitos são gigantescos e a qualidade é muito melhor do que em qualquer outro lugar”, justifica. Segundo ele, a previsão é que todo o projeto Caldeira, do primeiro furo ao início da operação comercial, consuma cerca de cinco anos, um prazo recorde para o segmento. Em três anos, a empresa já investiu US$ 100 milhões, de um Capex previsto de US$ 440 milhões, até a conclusão do empreendimento. Quando a produção for iniciada, os volumes devem equivalera a 8% da demanda global por terras raras, garantindo um faturamento em torno de US$ 350 milhões a US$ 400 milhões por ano.

A estrutura de capital da empresa é totalmente equity, com o financiamento do projeto integralmente realizado por emissão de ações na bolsa de valores australiana (ASX). “Não temos nenhuma dívida, o que é um grande diferencial competitivo dado o custo do dinheiro no Brasil”, acredita Carvalho

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