COBERTURA DE BANCO DE INVESTIMENTOS PARA A ATLAS CRITICAL MINERALS

A Atlas Critical Minerals, companhia focada em minerais críticos com ativos no Brasil, passou a integrar a lista de empresas acompanhadas pela H.C. Wainwright, banco de investimentos com sede em Nova York. A instituição iniciou a cobertura com recomendação de compra para as ações da empresa, listadas na Nasdaq sob o ticker ATCX, e estabeleceu preço alvo de 13,75 dólares.

A recomendação é assinada por Heiko Ihle, CFA, managing director e analista sênior de metals and mining do banco. Antes de iniciar a cobertura, o especialista realizou duas visitas técnicas aos projetos da Atlas no Brasil, a mais recente em fevereiro deste ano, quando esteve em operações de terras raras, grafite e minério de ferro.

Segundo o presidente executivo e chairman Marc Fogassa, a entrada da H.C. Wainwright no acompanhamento da companhia é um passo relevante para ampliar a base de investidores, especialmente institucionais. Para o executivo, o fato de o analista responsável ter feito duas visitas de campo aos projetos da Atlas no Brasil reforça a profundidade da análise sobre os ativos da empresa e ajuda a qualificar a percepção do mercado em relação ao seu portfólio.

A Atlas controla mais de 218 mil hectares em direitos minerais no Brasil, com um conjunto de projetos que inclui terras raras, grafite de grau nuclear, urânio e uma operação de minério de ferro em fase de geração de receita. Entre os destaques estão os projetos Alto do Paranaíba e Iporá, voltados a terras raras utilizadas em ímãs permanentes, o projeto de grafite Malacacheta, que alcançou pureza de carbono suficiente para aplicações de mais alto valor, e o projeto de minério de ferro Rio Piracicaba, que iniciou embarques comerciais no fim de 2025.

No segmento de urânio, a companhia detém uma área superior a 140 mil hectares distribuída em dezenas de direitos minerais, parte deles próxima a regiões consideradas estratégicas pelo governo brasileiro em função do potencial uranífero. A estratégia da Atlas é se posicionar como fornecedora relevante de minerais considerados críticos para cadeias globais ligadas à transição energética, à indústria de tecnologia, incluindo aplicações em inteligência artificial, e ao setor de defesa.

Fogassa avalia que a cobertura de um banco com experiência em mineração e recursos naturais pode contribuir para reduzir o desconto de risco atribuído aos ativos da empresa e ampliar o diálogo com investidores especializados. Na avaliação do executivo, o aprofundamento do conhecimento sobre a geologia dos projetos, o avanço operacional e o acompanhamento por casas de análise focadas em mineração tendem a apoiar uma reprecificação da Atlas no médio prazo.

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