PRODUÇÃO MINERAL SUSTENTÁVEL COM ZERO DANO

PRODUÇÃO MINERAL SUSTENTÁVEL COM ZERO DANO

Na Ero, a liderança em segurança começa com presença e engajamento em campo. Cada turno se inicia com os Diálogos Diários de Segurança (DDS), conduzidos pelos supervisores para mapear as atividades operacionais programadas, avaliar os riscos e reforçar os controles preventivos. “Entendemos que a segurança do trabalho não se resume a regras estáticas, mas constitui uma cultura dinâmica sustentada pelo engajamento ativo das lideranças e pela incorporação contínua de inovações tecnológicas”, define Gelson Batista, vice-presidente Executivo e COO da Ero Brasil.

Gelson Batista, vice-presidente Executivo e COO da Ero Brasil
Gelson Batista, vice-presidente Executivo e COO da Ero Brasil

Os líderes recebem diretrizes claras para agir em duas frentes: reconhecer publicamente os comportamentos seguros e intervir imediatamente, de forma pedagógica, sempre que oportunidades de melhoria forem identificadas. Além disso, a gestão sênior executa observações planejadas de tarefas críticas para confirmar o alinhamento das práticas com os procedimentos da engenharia de segurança.

Essa governança é potencializada pelas Regras de Ouro da organização, que estabelecem seis comportamentos essenciais de cumprimento obrigatório. Para descentralizar o cuidado, a empresa instituiu o direito de recusa formal, concedendo ao trabalhador a autoridade para paralisar uma atividade caso avalie que as condições de segurança estão comprometidas. Esse mecanismo é incentivado por programas internos como o Eu CoopEro, que reconhece relatos de quase-acidentes e condições inseguras, transformando-os em ações preventivas compartilhadas globalmente.

O desempenho em segurança impacta diretamente a remuneração variável dos executivos e é revisado pelo Comitê de Meio Ambiente, Saúde, Segurança e Sustentabilidade do Conselho de Administração. Além disso, o ciclo anual de gestão de desempenho avalia todos os empregados sob o pilar “Agir com Cuidado e Segurança” como critério de meritocracia.

Padrões técnicos

O gerenciamento de cenários de alta complexidade exige estratégias robustas de capacitação. A mineradora possui mapeados 14 riscos críticos. Qualquer atividade vinculada a esses cenários exige treinamento especializado e autorização formal. Para demandas não rotineiras, o rigor é assegurado pela Permissão de Trabalho (PT), que checa eletronicamente a validade das certificações. Essa metodologia de gestão de riscos foi desenvolvida em parceria com a Universidade de Queensland, na Austrália.

A Ero Brasil também monitora e mitiga fatores humanos, como a fadiga e o estresse. Antes de assumir o posto, cada colaborador preenche uma autoavaliação de risco pessoal. Nas operações de Xavantina (MT) e Caraíba (BA), a empresa adotou um sistema de avaliação de prontidão pré-turno apoiado por tecnologia. Essa inovação rastreia indicadores de atenção reduzida e cansaço extremo antes do acesso à mina, permitindo a atuação preventiva dos gestores.

A exigência estende-se aos prestadores de serviços terceirizados, que respondem pelo mesmo padrão de segurança, investigações e programas de bônus ou sanções. De acordo com o COO da companhia, a eficácia dessa gestão ficou demonstrada na implantação da Operação Tucumã (PA), que ultrapassou a marca de três milhões de horas trabalhadas sem acidentes com afastamento, consolidando uma cultura integrada.

Operação remota de perfuratriz na mina subterrânea Pilar
Operação remota de perfuratriz na mina subterrânea Pilar

Recursos avançados

A modernização tecnológica blinda as frentes de trabalho contra falhas catastróficas. Nas minas subterrâneas, sistemas avançados realizam o monitoramento contínuo de gases, o rastreamento em tempo real de equipes e gerenciam a ventilação automatizada. Nas plantas de beneficiamento, sensores de telemetria identificam anomalias térmicas e desgaste mecânico precoce. Todos os dados convergem para uma plataforma integrada corporativa que gera alertas preditivos, antecipando-se aos cenários de risco.

Na engenharia geotécnica e segurança de barragens, as estruturas passam por auditorias severas. Na mina Surubim (BA), radares de taludes monitoram continuamente a estabilidade das cavas. O modelo produtivo diferencia-se por não utilizar barragens alteadas a montante, priorizando a disposição de rejeitos filtrados em pilhas a seco (dry stacking) e o preenchimento de vazios subterrâneos com pasta (paste backfill), o que reduz a água retida e confere estabilidade de longo prazo.

Diálogos Diários de Segurança no início de cada turno nas minas
Diálogos Diários de Segurança no início de cada turno nas minas

A automação afasta seres humanos de ambientes severos. Em Xavantina, sistemas eletrônicos permitem acionar detonações remotamente. Na mina Pilar (BA), a perfuração remota tornou-se realidade em maio de 2026, enquanto a automação do sistema de bombeamento da mina Vermelhos (BA) reduz a circulação de operadores em áreas úmidas. Para garantir a resiliência perante panes digitais, os sistemas críticos funcionam de maneira autônoma, mesmo sem conectividade com a nuvem. Todos os usuários passam por capacitações periódicas contra ataques virtuais.

Em um cenário regulatório complexo — marcado pelas discussões da Agenda Regulatória da ANM (Agência Nacional de Mineração) para o biênio 2025/2026, revisões das Normas Reguladoras pelo Ministério do Trabalho e planos de fechamento de mina —, a Ero Brasil adota padrões internacionais voluntários, como a ISO 45001 e as diretrizes do ICMM. “Nosso propósito é estruturar uma governança de prazos, retenção de conhecimento e resiliência climática superior às exigências locais, provando que produzir minerais essenciais com zero dano é viável e sustentável”, conclui Batista.

Foto em destaque: Funcionários podem interromper atividade em condições inseguras ( Ero Brasil/Divulgação)

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