META É ZERAR EMISSÕES DE ESCOPO 1 E 2 ATÉ 2050

META É ZERAR EMISSÕES DE ESCOPO 1 E 2 ATÉ 2050

Em 2025, as operações da AngloGold Ashanti no Brasil consumiram cerca de 1,9 M de GJ (Gigajoules) de energia, a maioria relacionados a energia elétrica (cerca de 68%) e diesel (31%). A energia elétrica é totalmente gerada por fontes renováveis, através de hidrelétricas, como a UHE Igarapava, situada no Rio Grande, na divisa entre os estados de São Paulo e Minas Gerais, com participação acionária da empresa, e o Sistema Hidrelétrico Rio do Peixe, em Nova Lima (MG), cuja operação está temporariamente interrompida. Na Argentina, a matriz energética se divide em gás natural (64%), que responde pela geração interna de eletricidade, e diesel (36%).

Matheus Carvalho, especialista sênior em Energia e Descarbonização da AngloGold AshantiCrédito: AngloGold Ashanti/Divulgação
Matheus Carvalho, especialista sênior em Energia e Descarbonização da AngloGold Ashanti
AngloGold Ashanti/Divulgação

Segundo Matheus Chaves Faria Carvalho, especialista sênior em Energia e Descarbonização da mineradora, há um avanço contínuo para a transição energética das operações brasileiras, através do emprego de automação, substituição de equipamentos por modelos mais eficientes e mudança de práticas operacionais, além de projetos relacionados à eletrificação da frota móvel (veja matéria nesta edição). “Essas iniciativas contribuíram para uma redução de 63% das emissões de gases de efeito estufa (GEE) no Brasil, em comparação com o ano-base de 2021”, assegura Carvalho.

Com metas alinhadas à sua estratégia global de descarbonização, a AngloGold Ashanti prevê reduzir em 30% as emissões de carbono até 2030 e zerar as emissões líquidas de GEE dos escopos 1 e 2 até 2050. Para isso, prosseguem os investimentos na ampliação do uso de fontes renováveis, eletrificação de processos e equipamentos e em estudos para implantação de projetos de energia solar no Brasil e parques eólicos na Argentina.

Foto 2: Vista aérea UHE Igarapava situada no Rio Grande, entre São Paulo e Minas Gerais (UHE Igarapava/Divulgação)
Foto 2: Vista aérea UHE Igarapava situada no Rio Grande, entre São Paulo e Minas Gerais (UHE Igarapava/Divulgação)

Iniciativas e benefícios

No Brasil, além do Sistema Integrado de Gestão de Energia, que monitora o consumo de energia em tempo real em todas as operações e áreas, a AngloGold Ashanti conta com o Programa de Descarbonização e Eficiência Energética (PDEE), responsável pela governança das iniciativas voltadas à eficiência energética e à redução das emissões de GEE. As oportunidades de melhoria são buscadas principalmente em processos que demandam elevado consumo energético, como ventilação subterrânea, britagem, moagem e operação de equipamentos móveis

No caso do sistema de ventilação subterrânea, principal consumidor de energia da mina Cuiabá, em Sabará (MG), o projeto de otimização, que começou a ser idealizado em meados de 2022, envolveu um trabalho multidisciplinar das áreas de Automação e Comunicação do Subsolo e Ventilação de Mina e do Centro de Controle Operacional (CCO) e da Gerência de Energia da mineradora. Foi então implantado o sistema de ventilação sob demanda, integrado ao People Tracking, tecnologia que monitora, em tempo real, a localização de pessoas e equipamentos no subsolo. Com base nessas informações, o sistema ajusta automaticamente a rotação dos ventiladores conforme a necessidade de ventilação em cada frente de trabalho, evitando o funcionamento desnecessário dos equipamentos e reduzindo o consumo de energia da mina.

Outras intervenções realizadas, destaca Carvalho, foram a instalação de inversores de frequência e a revisão da estratégia operacional para otimizar o circuito de moagem da Planta de Queiroz, em Nova Lima (MG), que permitem monitorar e ajustar continuamente o desempenho energético da unidade. O complexo mínero-metalúrgico recebe o minério extraído nas minas Cuiabá e Lamego, em Sabará (MG), para beneficiamento e também fabrica ácido sulfúrico, a partir do tratamento do enxofre gerado na processo, comercializado para setores como celulose, fertilizantes e siderurgia. Na mina Lamego, por sua vez, foram realizados testes com aditivos para diesel com uma pá-carregadeira leve, visando aumentar a eficiência dos equipamentos de sua frota móvel.

Foto 4: Planta do Queiroz recebeu inversores de frequência e teve moagem otimizada (AngloGold Ashanti/Divulgação)
Foto 4: Planta do Queiroz recebeu inversores de frequência e teve moagem otimizada (AngloGold Ashanti/Divulgação)

As iniciativas reduzem desperdícios de insumos, aumentando a eficiência e contribuindo para a descarbonização das operações. “Com sua implementação comprovamos a obtenção de ganhos ambientais, operacionais e econômicos como a redução de até 25% no consumo de energia elétrica com o sistema de ventilação sob demanda; a redução de 63% das emissões de GEE no Brasil em relação ao ano-base de 2021; a redução do calor e do ruído nas minas, aumentando o conforto e a segurança dos trabalhadores; e a redução de custos operacionais e maior eficiência dos processos”, justifica Carvalho.

Foto em destaque: Sistema de ventilação sob demanda na mina Cuiabá reduziu consumo de energia em 25% (AngloGold Ashanti/Divulgação)

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.