A Magnesita, maior produtora de refratários da América do Sul e terceira no mundo, divulgou os resultados obtidos no quarto trimestre de 2009 e o consolidado do ano. Com arrecadação 11,2% maior que no terceiro trimestre, a empresa somou R$ 537,7 milhões. A lucratividade bruta atingiu R$ 183,6 milhões e o lucro líquido foi de R$ 20,06 milhões. No segundo semestre, a Magnesita obteve lucro líquido de R$ 44,5 milhões. No ano, a empresa saiu de um prejuízo anual de R$ 62,7 milhões em 2008 para um resultado negativo de R$ 29,6 milhões em 2009.
Tal desempenho revela o aquecimento do mercado siderúrgico e a trajetória contínua de crescimento da empresa, depois do ciclo de resultados negativos ocasionados pela crise financeira. Em 2009, o recuo de 18,6% na receita líquida em relação ao ano anterior (de R$ 833 mi para R$ 678 mi) foi inferior à redução de 21,4% verificada na produção do aço bruto. O endividamento recuou 31,3%, reduzindo de R$ 2,05 bilhões para R$ 1,4 bilhão.
“Foi um ano de avanços em muitas frentes. Além das medidas que adotamos para combater os efeitos da crise, do processo de incorporação das unidades da LWB e da reestruturação nas operações da América do Sul que já estava em curso, outras ações foram determinantes para, gradativamente, melhorarmos o desempenho da Companhia. A renegociação dos covenants financeiros, por exemplo, resultou na amortização antecipada de US$ 175 milhões do endividamento por meio do aumento do capital e, principalmente, nos deixou em situação mais confortável para dar continuidade ao plano de crescimento. O maior equilíbrio financeiro, aliado à melhora operacional da Empresa, também permitiu que a Moody´s elevasse nosso rating de B2, com perspectiva negativa; para B1, com perspectiva estável. Todos esses fatos corroboraram para aumentar a confiança na Administração da Companhia e, consequentemente, diminuir a percepção de risco pelo mercado de um modo geral.”, afirma o diretor-presidente da Magnesita, Ronaldo Iabrudi.
Um dos destaques da empresa em 2009 foi o avanço na exportação de soluções do exclusivo modelo de negócio: CPP (cost per performance) Trata-se de um modelo de negócio em que a remuneração está relacionada diretamente à performance do cliente e não à prática usual do mercado, que paga pelo volume (em toneladas) de refratários vendidos. Recentemente, a empresa fechou quatro novos contratos nesta modalidade: Charlote (Gerdau - EUA), Asa (Gerdau - Chile), Pindamonhangaba (Gerdau – Brasil) e Steetley na Inglaterra (produtor de cal e dolomita). Este último tem importância estratégica não só por ser o primeiro desta modalidade no continente Europeu, como também por ser a primeira vez que a Magnesita firma um contrato de CPP com um cliente fora da área siderúrgica. Em 2009, foram 12 novos contratos firmados, entre os quais oito para atender plantas no exterior. “Há uma avenida de crescimento para a companhia nessa área”.