Em comunicado divulgado no início de agosto, a TriStar Gold reitera que não desenvolve nem desenvolverá atividades em terras indígenas. A empresa defende que o projeto de ouro Castelo dos Sonhos, que desenvolve no Pará, respeita a legislação e os direitos das comunidades tradicionais e manifesta disposição para buscar uma solução negociada que assegure segurança jurídica e preserve os direitos de todas as partes.
A manifestação contesta argumentação do Ministério Público Federal (MPF) e da Funai (Fundação Nacional Indígena) em Ação Civil Pública ajuizada pelo MPF no Tribunal Federal do Pará, em 30/07/2025, para suspender a Licença Prévia (LP) do projeto.
O MPF e a Funai sustentam que o licenciamento ambiental não avaliou adequadamente os possíveis impactos sobre os povos Kayapó das Terras Indígenas Baú e Menkragnoti, defendendo a realização de Estudo do Componente Indígena (ECI) e de Consulta Livre, Prévia e Informada (CLPI). A TriStar afirma que os territórios indígenas estão a mais de 20 km da área diretamente afetada pelo empreendimento.
