Segundo os autos de processo, entre 2018 e 2021, a Emerita mencionou continuamente o projeto Falcon, em seus documentos públicos, como uma oportunidade de investimento. Em maio de 2021, anunciou a desistência da aquisição. Na verdade, dizem os auditores, a Emerita não havia feito qualquer esforço para viabilizar o negócio desde 2019.
Em vez disso, entre maio de 2021 e maio de 2022, seus diretores David Patrick Gower, Michael Lawrence Guy, Sergio Damian Lopez e Gregory Francis Duras, juntamente com Hélio Diniz, mentor da empresa vendedora do projeto, participaram de uma operação que resultou em sua transferência para outra empresa de capital aberto, a Lithium Ionic, da qual se tornaram acionistas e diretores ou executivos. Gower, Guy, Lopez e Duras também teriam contribuído com as declarações públicas enganosas feitas pela Emerita nos anos anteriores e, durante a investigação do caso, forneceram informações inverídicas sobre a suposta liberação do projeto Falcon pela Emerita em março de 2020.
A empresa teria, ainda, divulgado declarações enganosas sobre o projeto polimetálico Iberia Belt West, que desenvolve na Espanha. Gower e Guy afirmam que a OSC faz alegações não comprovadas e que pretendem apresentar recurso contra o processo.
Foto: Localização do projeto Falcon, entre outros do Vale do Lítio (MG)- Fonte: Latin Resources (atual PLS)
