A Aura estabeleceu um novo padrão de gestão hídrica no setor mineral brasileiro com o projeto da unidade Borborema, em Currais Novos (RN). Em uma região historicamente marcada pela escassez de água, a companhia implementou uma estratégia de reuso de água a partir do tratamento de esgoto urbano.
A viabilização do empreendimento ocorreu por meio de uma Parceria Público-Privada com a CAERN (companhia estadual de saneamento). A Aura investiu cerca de R$ 45 milhões em um sistema capaz de captar 1.680 m³ diários de esgoto bruto da rede municipal, volume equivalente a 65% do efluente coletado na cidade. O recurso é transportado por uma adutora de 27 quilômetros até a Estação de Tratamento de Esgotos – ETE (foto), onde passa por um avançado processo de purificação, que inclui etapas de osmose reversa. “Borborema não compete por água potável com a população. Nós estruturamos uma solução de engenharia que despolui o meio ambiente e transforma um passivo sanitário do município em um ativo estratégico e seguro para a nossa operação”, destaca Frederico Silva, diretor de Operações da Aura.
O modelo implantado reduz a dependência de fontes hídricas convencionais e fornece água de alta qualidade para o beneficiamento do ouro. Atualmente, cerca de 90% da água utilizada na operação é recirculada internamente, enquanto apenas 10% correspondem à “água nova”, proveniente do reuso, eliminando a necessidade de barragens convencionais. Como parte do compromisso da cultura Aura 360 de gerar valor compartilhado, toda a capacidade do sistema de saneamento ficará incorporada ao patrimônio público.
O projeto também impulsiona o desenvolvimento regional: 85,1% dos colaboradores da unidade são moradores do Seridó, enquanto 83% dos fornecedores são locais ou regionais. Dessa forma, a Aura prova na prática que engenharia, inovação e sustentabilidade caminham juntas para promover o desenvolvimento regional e blindar os recursos naturais nos territórios onde atua.

