DA ÁREA FINANCEIRA À PRESIDÊNCIA DE UMA GRANDE MINERADORA

DA ÁREA FINANCEIRA À PRESIDÊNCIA DE UMA GRANDE MINERADORA

Ele comanda o esforço concentrado de planejamento para alongar a vida útil da mina através de novos acessos à extensão do corpo mineral. O projeto, em fase de engenharia conceitual, garantirá uma produção entre 12,5 e 15 Mtpa de minério, quando concluído, em 2026. Um diferencial à configuração atual da operação, é a busca de novas alternativas, como a filtragem, para tratar os rejeitos do beneficiamento – cerca de 25% do ROM extraído. Outra mudança já definida é a instalação de uma linha de transmissão de energia elétrica, que substituirá a termelétrica movida a óleo diesel hoje utilizada.

Com grande parte da carreira consolidada no setor financeiro de empresas de navegação, construção e bebidas, ele atravessou o Atlântico em 2008 para trabalhar em uma mina de diamantes em Angola. Foi quando a mineração entrou em sua linha do tempo para não sair mais. Administrador de empresas com pós-graduação em Finanças, Marketing e Agronegócio, Guido Germani foi Controller na Mirabela Mineração, atual Atlantic Nickel, e CFO na MMX Mineração e Metálicos. Também foi CFO na Vale Fertilizantes durante cinco anos, saindo para assumir o cargo de CEO da Mineração Rio do Norte – MRN, em agosto de 2017.

A caminho da transformação digital

Uma das maiores produtoras de bauxita do mundo, a MRN se prepara para a transformação digital de suas operações, tendência irreversível já seguida, a passos acelerados ou comedidos, por outras mineradoras. Germani diz que a MRN “começou um pouco tarde” a trilhar esse caminho, mas está avançando: drones realizam inspeções em barragens e áreas reflorestadas; tratores de esteira de operação remota estão sendo testados; o emprego de recursos de realidade aumentada foi adotado; e a mineradora apadrinha projetos piloto de startups no Mining Hub em duas temáticas -Gestão de Água e Eficiência Energética.

Nesta entrevista exclusiva à In the Mine, Germani relembra o histórico da MRN, e detalha seus processos e projeto de expansão e fala das mais de 60 iniciativas voltadas a comunidades quilombolas, indígenas e ribeirinhas no oeste do Pará. Um trabalho intensificado com o aporte de R$ 8,4 milhões para enfrentar a crise sanitária e humanitária causada pela pandemia de Covid-19.

Faça aqui o download do pdf com a entrevista completa, publicada na edição 87 da revista In The Mine

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