As operações de lítio em rocha dura em grande escala enfrentam uma pressão crescente para equilibrar produtividade, estabilidade operacional e eficiência de recursos, à medida que os projetos continuam a se expandir e os corpos minerais se tornam mais complexos.
Na unidade Pilgangoora da PLS, na Austrália Ocidental, o projeto P1000 marca um passo importante nessa evolução. Ampliando a produção alcançada pelo projeto anterior – P680, a operação também integrou a classificação de minério em grande escala baseada em sensores ao seu fluxograma de processo, assegurando uma gestão aprimorada da variabilidade geológica do minério em toda a operação. “Esse projeto nos permitiu não só aumentar nossa taxa de produção para um milhão de toneladas por ano, mas também explorar todo o potencial do corpo de minério”, explica Chris Luke, chefe de operações da PLS.
O circuito de classificação utilizado pela empresa é o da Tomra Mining, especializada em projeto e fabricação de tecnologias de classificação para indústrias de mineração e processamento de minerais. Hoje, a instalação em funcionamento na PLS é a maior operação de classificação de minério de lítio do mundo, com capacidade superior a 1.000 tph. Segundo Luke, essa capacidade dá robustez e confiabilidade ao modelo operacional da unidade e confirmou a classificação por sensores como uma solução viável em escala industrial.
O gerenciamento da variabilidade geológica continua sendo um dos principais desafios operacionais no processamento de lítio em rocha dura, afetando diretamente o comportamento da alimentação, a estabilidade da planta e o desempenho da recuperação nas etapas posteriores. Em Pilgangoora, com o circuito da Tomra, essa variabilidade é gerenciada dentro do circuito de britagem, com a remoção do material estéril e contaminantes antes que o minério chegue às etapas posteriores do beneficiamento.

“Do ponto de vista metalúrgico, a integração da classificação de minério na planta de britagem e classificação mudou fundamentalmente a forma como a planta de britagem opera”, explica Pierre Bille, superintendente de Serviços Técnicos de Processamento da PLS. “Ao remover rejeitos e contaminantes antecipadamente, os ore sorters fornecem alimentações muito mais consistentes e previsíveis para a planta úmida subsequente.” A redução da quantidade de estéril que entra no processamento a jusante também ajuda a evitar o consumo desnecessário de energia, água e reagentes, apoiando tanto a eficiência operacional quanto objetivos mais amplos de sustentabilidade.
Além dos benefícios imediatos do processamento, o material que antes poderia exigir mistura, armazenamento ou tratamento seletivo agora pode ser incorporado ao fluxograma com maior confiança operacional – abrindo opções que proporcionam maior valor a longo prazo do que quaisquer ganhos de eficiência de curto prazo isolados.
A entrada da Tomra em Pilgangoora começou com extensos trabalhos de teste e estudos de caracterização de minério realizados em 2017, apoiando a integração de longo prazo da classificação na estratégia de processamento em evolução da operação. À medida que o circuito de classificação passou para a operação industrial contínua, o suporte técnico contínuo e a otimização em tempo real tornaram-se elementos importantes para manter o desempenho estável da planta.
“Todos os ore sorters da unidade estão conectados à rede remota da Tomra, permitindo que especialistas acessem o sistema a qualquer momento”, explica Xingshi Yang, engenheira de aplicação de campo da fabricante. Segundo ela, esse modelo de suporte integrado ajudou a reduzir os riscos da adoção do circuito e reforçou a confiança na classificação de minério como parte estável e totalmente integrada das operações de processamento de lítio em grande escala.

