O modelo robusto de gestão de riscos da Appian Capital Brazil e de seu ativo operacional, a Atlantic Nickel — produtora de níquel sulfetado —, consolidou-se como o pilar fundamental para garantir a segurança das pessoas e a continuidade de suas operações minerais. Essa estrutura estratégica foca na proteção da vida, na segurança patrimonial e na integridade de estruturas críticas. Dentro desse planejamento institucional, a Barragem Santa Rita desponta como a principal referência de governança corporativa, excelência técnica e monitoramento contínuo da companhia.
Para sustentar essa governança, o grupo investe continuamente em engenharia avançada, automação industrial e conectividade de ponta em suas próprias instalações. Essa digitalização corporativa permite mapear e acompanhar o comportamento das estruturas em tempo real, estabelecendo uma sólida cultura de dados para a prevenção de acidentes. Através desse monitoramento contínuo e interno, torna-se possível prever anomalias e afastar os profissionais das frentes de maior exposição, mitigando de forma ativa os riscos inerentes ao negócio.
Gestão preditiva
A gestão de estruturas críticas na Atlantic Nickel encontra suporte em um conjunto tecnológico integrado que permite acompanhar estruturas geotécnicas e antecipar desvios antes que evoluam para situações de maior criticidade. A barragem Santa Rita opera com instrumentação de alta precisão conectada aos sistemas de controle. Atualmente, a estrutura conta com 15 marcos superficiais e 22 tiltímetros para checar deformações, além de sensores de pressão, percolação, vibração e níveis de água.
A coleta de dados envolve estações robóticas, prismas geotécnicos instalados na estrutura, monitoramento por satélite via tecnologia InSAR e vistorias por drones com sensores avançados. Há também recursos de realidade virtual para o treinamento das equipes. Essas informações convergem para o Centro de Monitoramento Geotécnico (CMG) da mineradora, dedicado exclusivamente ao acompanhamento permanente da barragem. O centro opera 24 horas por dia e concentra a análise das informações, utilizando softwares especializados vinculados aos níveis de controle e suas redundâncias. Em situações de emergência, o CMG possui capacidade de acionamento remoto das sirenes do sistema.

Segundo Tony Lima, diretor de Operações da empresa, “a segurança das pessoas, de nossas estruturas e das comunidades do entorno é inegociável. Além do monitoramento dedicado da barragem Santa Rita, temos auditorias independentes semestrais, que se somam aos simulados que realizamos com as comunidades e a Defesa Civil e nossas inspeções. Esse modelo nos permite antecipar riscos e agir antes que eles se tornem ameaças.”
A transformação digital também remodela a rotina na mina. Recursos como sistemas de despacho, gestão de frota, monitoramento em tempo real dos equipamentos e comunicação integrada por rádio auxiliam no controle das atividades à distância. As decisões operacionais passam a ser centralizadas em salas de controle remotas, aumentando a visibilidade e diminuindo a exposição dos trabalhadores em ambientes críticos.

Sistemas protegidos
A digitalização dos processos traz o desafio de proteger os ativos digitais contra falhas internas ou ataques cibernéticos. Para assegurar que os sistemas permaneçam disponíveis mesmo diante de falhas técnicas ou eventos inesperados, a companhia mantém uma estrutura de contingência composta por protocolos de resposta e procedimentos para restauração de serviços críticos.
Essa abordagem combina prevenção, monitoramento e recuperação através de rotinas de backup, planos de recuperação de desastres (DRP) e análises de impacto ao negócio (BIA), permitindo priorizar sistemas e reduzir o tempo de recuperação em caso de indisponibilidade. No campo da cibersegurança, a estratégia adota controles de acesso, gestão de credenciais, monitoramento de vulnerabilidades, proteção por firewalls e revisão periódica das políticas de segurança da informação para reduzir a exposição a ameaças e fortalecer a infraestrutura tecnológica.
A conexão entre a integridade dos sistemas virtuais e a segurança física na mineração é direta e prioritária. “Na mineração moderna, a segurança também é digital. Os sistemas que monitoram nossas estruturas e apoiam decisões operacionais em tempo real precisam estar disponíveis e protegidos o tempo todo. Por isso, tratamos a cibersegurança como parte da gestão de riscos do negócio, com múltiplas camadas de proteção, monitoramento contínuo dos ativos digitais e planos estruturados de recuperação, para que uma falha técnica ou um ataque não se transforme em risco para as pessoas ou para a operação”, justifica Luiz Persechinni, CFO da empresa.

Paralelamente, o grupo investe na segurança física perimetral para mitigar riscos de eventos externos, como acessos não autorizados e roubo de insumos. Essa estrutura integra vigilância patrimonial, rondas com viaturas, circuitos fechados de televisão (CFTV) e drones. Todo o sistema é monitorado por uma central que funciona 24 horas por dia, garantindo respostas rápidas para manter a integridade das operações.
Rigor regulatório
Atualmente, a barragem Santa Rita opera em condições de normalidade e atende aos parâmetros legais estabelecidos. Desde que as operações da Atlantic Nickel foram retomadas, em 2019, as vistorias realizadas pela ANM não registraram situações que comprometessem a segurança da estrutura, chancelando a qualidade e a seriedade dos controles implantados no ativo.
A manutenção desses índices é realizada por uma equipe dedicada, composta de especialistas em segurança de barragens, e conta com a atuação de um Engenheiro de Registros externo à empresa, responsável por acompanhar a operação, o monitoramento e as obras associadas à estrutura. Esse modelo é complementado por auditorias externas independentes realizadas semestralmente, que incluem avaliações técnicas e declarações formais de estabilidade. No âmbito internacional, a companhia adota as diretrizes do Global Industry Standard on Tailings Management (GISTM), referência global para gestão segura de barragens de rejeitos.
O atendimento às obrigações legais orienta o planejamento para o fechamento de mina e futuras ações de descaracterização de estruturas. O elo de confiança com a sociedade é consolidado através do Plano de Ação de Emergência para Barragens de Mineração (PAEBM), que estabelece fluxos de comunicação, responsabilidades e os critérios de acionamento. A preparação envolve as comunidades localizadas na Zona de Autossalvamento e a Defesa Civil. Semestralmente são promovidos simulados do tipo tabletop para testar cenários hipotéticos e fluxos de comunicação. Anualmente são realizados simulados práticos para avaliar tempos de resposta e coordenação entre as equipes, garantindo que a prontidão esteja integrada à rotina.
