Estudos científicos recentes, incluindo uma revisão publicada em 2026 pela RSC Advances, periódico da Royal Society of Chemistry, revelam que efluentes da mineração e metalurgia contêm concentrações significativas de ouro, prata, cobre, zinco, níquel e cobalto.
Em alguns casos, a presença desses elementos em águas residuais supera a de minérios naturais, transformando o descarte em fontes secundárias de matérias-primas de alto valor. Pesquisas da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) demonstram a viabilidade técnica desse reaproveitamento. Em efluentes de zinco, pesquisadores alcançaram 98,6% de recuperação.
Em mineração de ouro, a combinação de destilação por membrana e resinas de troca iônica reteve mais de 99,2% dos metais, gerando água para reuso. Na etapa de recuperação, uma das resinas estudadas apresentou adsorção de 98% para cobre, 57% para níquel e 23% para cobalto
