Sementes colhidas no coração da Amazônia por mãos que conhecem os ciclos da floresta. É assim, com o trabalho de coletores comunitários, que começa o processo de reflorestamento da Mineração Rio do Norte (MRN). Em Oriximiná (PA), 43 famílias das comunidades Boa Nova e Saracá percorrem trilhas, igarapés e áreas de mata em busca de sementes nativas (foto) que abastecem o Viveiro Florestal. Hoje, 95% das sementes utilizadas pela MRN são fornecidas por essas comunidades, protagonistas de uma cadeia que une recuperação ambiental, conservação da biodiversidade e geração de renda local.
Em 2025, a MRN, que atua há 46 anos no oeste paraense, adquiriu 2,3 toneladas de sementes nativas, movimentando R$ 250 mil. O Projeto Rede de Coletores de Sementes oferece capacitação, suporte à organização de redes e acesso a novos mercados, com apoio do Redário e da Associação das Comunidades das Glebas Trombetas e Sapucuá (ACOMTAGS).
A ação integra o Programa de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), que combina ciência e saber tradicional para recuperar áreas mineradas com funções ecológicas próximas da floresta original. Assim, a MRN já superou 8.052 hectares reflorestados. Apenas em 2025, foram produzidas 527.745 mudas de 108 espécies amazônicas e plantadas 455.954 árvores de castanha-do-pará, cumaru, copaíba, jacarandá, angelim, itaúba e ipê-amarelo.
“Esse legado de conservação ultrapassa o ciclo da mineração e mostra que é possível compatibilizar desenvolvimento econômico com compromisso ambiental e inclusão social na Amazônia”, afirma o CEO da MRN, Guido Germani. O processo é monitorado por sistema criado em colaboração com pesquisadores, ICMBio e Ibama, a partir de parâmetros da Society for Ecological Restoration (SER).
Histórias que viraram websérie
Em quatro episódios, a websérie “Sementes do Futuro” acompanha coletores, lideranças comunitárias e parceiros na transformação de sementes em floresta, renda e legado. Confira no QR Code abaixo:
Foto: MRN/Divulgação


