É claro que, no caso de nosso entrevistado, ao conhecer sua trajetória profissional, poderíamos simplesmente falar de meritocracia. Mas não só. É preciso falar também, e talvez primeiramente, de humildade, o mais inestimável dos valores, todos eles edificantes, que herdou de dona Izaltina, sua mãe. Segundo ele, ter e praticar a humildade nos faz enxergar nossas deficiências, o que nos permite aprender e crescer, pessoal e profissionalmente. Foi o que ele fez e é o que continua fazendo.
Primeiro técnico em mineração paraense a ser contratado pela Vale para a operação de Carajás, o administrador, com pós-graduação em Gestão Empresarial e de Qualidade e MBA em Recursos Humanos, soma mais de 40 anos de atuação – e “muito aprendizado” – no setor mineral. Exerceu cargos de supervisão, gerência e direção em um leque de áreas – na mina, em logística, RH, relações com comunidades, ESG e relações internacionais, entre outras. Além da Vale, esteve na MRN (Mineração Rio do Norte) e na Norsk Hydro, produtoras de bauxita, indo para Mineração Taboca em 2014, tornando-se, em janeiro de 2026, seu vice-presidente executivo.
Em seus quase 12 anos de vivência na Taboca, Alves passou por parte da gestão da peruana Minsur e, agora, pela da CNMC – China Nonferrous Mining Corporation, que assumiu a empresa em abril de 2025. Mas discorre com muita propriedade tanto sobre o passado, quanto sobre o presente e, principalmente sobre o futuro da produtora de estanho, nióbio e tântalo que, garante, entre 5 e 8 anos será uma das cinco maiores mineradoras do Brasil.
Nesta entrevista exclusiva à In the Mine, Alves fala da exaustão da cassiterita em aluviões, que levou ao desenvolvimento do projeto Rocha Sã, de lavra em rocha granítica, mudando todos os paradigmas de custo, produtividade e recuperação de minério até então vigentes. Fala também da importância da Minsur em estabilizar as condições operacionais da planta de beneficiamento e da chegada da CNMC, cujo investimento maciço de US$ 100 milhões nos próximos três anos deve agregar tecnologias de ponta às operações de mina, processamento e fundição. O vice-presidente fala, ainda, de programas socioambientais, diversidade e inclusão, da proposta de uma nova política nacional para minerais críticos estratégicos, da aventada criação de uma estatal para o setor e dos desafios para agregar valor à sua cadeia produtiva.
A jovens profissionais de mineração recomenda o que afirma ser uma fórmula inequívoca de sucesso: gostar do que faz, interiorizar o conceito de sustentabilidade e gostar de pessoas. Pode parecer fácil. Só que não.
ITM: Por favor, faça um breve histórico da Mineração Taboca até sua aquisição pelo grupo peruano Minsur em 2008.
Alves: A Mineração Taboca foi fundada em 1969, quando foram descobertas as ocorrências de cassiterita na região de Pitinga, em Presidente Figueiredo, município localizado a cerca de 350 km de Manaus, capital do Amazonas. Naquela época, a mineradora pertencia ao grupo Paranapanema, então uma grande empresa brasileira. O minério era extraído pelo método aluvionar, com uso de dragas em rios da região, para posterior transformação em estanho. O boom de estanho no mercado mundial, resultado dessa produção, chegou a derrubar a bolsa de Londres (LME) naquele momento. Foi uma operação que posicionou o Brasil como maior produtor mundial de estanho, transformando a Taboca em um grande player global durante muitos anos, até 2008, quando ocorreu sua venda para o grupo peruano Minsur. Hoje, a empresa permanece sendo a única mineradora de grande porte do estado do Amazonas.
ITM: Como era realizado o beneficiamento do minério extraído de aluviões?
Alves: O processo era similar ao realizado atualmente, apenas de forma um pouco rudimentar. Não havia britagem, já que o produto era aluvionar, mas tínhamos moagem, peneiramento e flotação, resultando em uma cassiterita mais limpa para envio à nossa fundição em Pirapora, no interior de São Paulo.
ITM: Durante a gestão da Minsur, a partir de 2008, houve uma estagnação dos investimentos na mineradora?
Alves: Eu diria que houve um momento de transição da extração aluvionar, em que o minério está “solto” na natureza e, uma vez coletado, segue diretamente para processamento. Esse minério aluvionar se exaure em 2006, quando partimos para o projeto Rocha Sã, lavra em rocha granítica, a partir de seu desmonte com explosivos e carregamento por escavadeiras em caminhões até o circuito de britagem, passando às etapas que já existiam na planta. Esse novo processo tem um custo muito mais elevado que o anterior pelo aumento do número de equipamentos, do consumo de energia elétrica e da equipe operacional. Além disso, o minério aluvionar possuía um teor muito elevado, ao contrário do extraído da Rocha Sã, que é muito menor, o que também reduziu a recuperação de cassiterita. Ou seja, a situação mudou radicalmente.
ITM: E isso ocorreu por ocasião da venda para a Minsur?
Alves: Exatamente. Assim, quando a Minsur assume a operação, ela precisa estabilizar todo o processo produtivo. Alcançada essa estabilidade, foi possível passar a implementar as melhorias necessárias na planta. No final de 2014, quando cheguei aqui, houve uma reestruturação da diretoria da mineradora. A partir de então, foi iniciado o desenvolvimento de um trabalho que visava colocar Pitinga, novamente, em um patamar competitivo. É uma época de investimentos significativos, que resultaram no aumento da produção, por exemplo. Foi nesse momento, também, que passamos a produzir as ligas de ferronióbio e de ferro-tântalo, criando um portfólio de produtos para além do estanho. Foi quando, inclusive, conquistamos as certificações ISO 9000 (Qualidade), ISO 14000 (Sustentabilidade) e ISO 45000 (Saúde e Segurança Ocupacional). Dessa forma, a Minsur teve um papel extremamente relevante na vida da Taboca, o que perdurou até 2025, quando houve a venda para a CNMC (China Nonferrous Mining Corporation).
ITM: Faltou comunicação então para divulgar essas realizações?
Alves: Creio que sim. Até porque a Minsur pertence ao Grupo Breca, um grande conglomerado familiar peruano, extremamente low profile, que recomendava fortemente muito pouca exposição à mídia. Para nós, enquanto gestores executivos, essa orientação corporativa não era razoável por nos fazer perder atratividade para contratar funcionários qualificados para a empresa. Mas não tínhamos poder para mudar essa orientação.
ITM: Em 2024, ocorre a aquisição da empresa pela CNMC. Por que só agora, passado mais de um ano, é anunciado um plano de negócios?
Alves: Antes de falar dessa aquisição, é importante entender o contexto que tínhamos na Taboca. Com o aumento dos custos e a redução dos teores, a partir da lavra em rocha granítica, ficou muito claro para a Minsur que apenas a produção de estanho não viabilizaria um crescimento importante do negócio. Era preciso acrescentar produtos com maior valor agregado. Ocorre que o nióbio e o tântalo, sendo minerais especiais, requerem tecnologia para seu processamento, o que exige conhecimento. A Minsur conhece muito de estanho, mas não tanto de nióbio e tântalo. Tampouco possui tecnologia ou capacidade de investimento para beneficiá-los. Então, a melhor coisa que poderia ter nos acontecido foi a chegada dos chineses. Digo isso com muita tranquilidade, porque, além da capacidade de investimento, a CNMC possui tecnologia de ponta e conhece muito, tanto de nióbio quanto de tântalo.
ITM: Entendi. Mas o que houve entre 2024 e o anúncio do plano de negócios?
Alves: Bem, primeiramente, em 2024 foi assinado apenas um termo de compromisso de compra e venda. O negócio foi efetivamente fechado somente em 02 de abril de 2025, quando a CNMC assume a Taboca. Então, apresentamos nosso portfólio a um corpo técnico trazido por ela. A próxima etapa foi a realização de um trabalho conjunto das duas equipes, a nossa e a deles, para redefinir o planejamento da empresa, com base no que tínhamos e no que eles buscavam, o que culminou no anúncio recente de um investimento de US$ 100 milhões, entre 2026 e 2028. Foram 10 meses, um tempo muito curto, eu lhe asseguro, para a decisão de bancar um volume tão grande de recursos.
ITM: Qual parcela desse investimento será aplicada em Pitinga?
Alves: Pitinga, obviamente, receberá o maior valor. São US$ 25 milhões em pesquisa e exploração. Parte será destinada a uma pesquisa detalhada da atual cava da mina e das áreas em seu entorno, com mais furos de sondagem, visando uma melhor composição dos teores para obtermos o máximo de aproveitamento do corpo mineral. Outra parcela irá para a pesquisa de nossos rejeitos, de forma a reaproveitar o que for possível, dentro do conceito de economia circular, que integra a mineração responsável. E uma terceira parcela irá para a exploração mineral de um novo alvo, chamado Água Boa, também de rocha granítica, que será nossa expansão para uma operação futura, além do alvo Madeira, atualmente em lavra.
ITM: E os recursos restantes?
Alves: Teremos US$ 20 milhões para modernização de todas as etapas da planta de beneficiamento, onde alguns equipamentos serão substituídos e outros serão automatizados para possibilitar o aumento de 10% da nossa produção atual e de 10% de nossa taxa de recuperação de minério. Também faremos algumas mudanças estruturais nas instalações para que elas possam suportar a atualização dos equipamentos. Outros US$ 8 milhões serão investidos na área de metalurgia de Pitinga, que produz o estanho e uma liga metálica de ferro, tântalo e nióbio, para aumento da capacidade de produção de 6 mtpa para 10 mtpa. Já a fundição em São Paulo receberá US$ 35 milhões, para modernização, automação e aumento da capacidade produtiva de 6 mtpa para 8 mtpa. Os US$ 12 milhões restantes estão destinados a ESG (áreas de governança, social e ambiental), para melhorias da infraestrutura ligada ao bem-estar dos nossos funcionários, maior monitoramento da flona e ampliação dos projetos sociais.
ITM: Será um super upgrade, não?
Alves: Sem qualquer demagogia e com muita convicção, posso afirmar que este é um dos melhores momentos da história da Mineração Taboca. Entre 5 e 8 anos, certamente estaremos entre as cinco maiores empresas de mineração do Brasil. Inclusive, daqui a uns dois anos, falaremos de novos investimentos.
ITM: Voltando ao projeto Rocha Sã, que foi um marco na história da Taboca, quais foram os benefícios e quais são os desafios desse tipo de lavra?
Alves: O maior benefício, independente do custo, foi ambiental. A lavra aluvionar é itinerante, seguindo pelos rios da região, enquanto a lavra na rocha sã é pontual, focada no local onde está o veio mineral. Em segundo lugar, temos o fato de Pitinga ser uma mina polimetálica, com grande diversidade de minérios, enquanto no aluvião só tínhamos a cassiterita. O terceiro benefício é que, a partir da pesquisa mineral na rocha sã, conseguimos realizar um planejamento de curto, médio e longo prazo, fundamental a toda mina que possui de 30 a 50 anos de vida útil. O desafio, sem dúvida, é operar com a máxima responsabilidade possível em uma região ambientalmente sensível e situados entre uma comunidade indígena e uma reserva biológica. É um desafio hora a hora, dia a dia, de segunda a segunda.
ITM: Há expectativa de ocorrência de terras raras e outros minerais críticos no alvo Água Boa?
Alves: Nosso foco, agora, é investir em tecnologia para melhorar o teor do nióbio e do tântalo que produzimos. No caso da pesquisa mineral, o objetivo é buscar dois novos elementos químicos – zircônio e rádio. Não temos ainda uma rota de processo para esse beneficiamento, mas queremos saber se eles existem em nosso depósito, em qual quantidade e com que qualidade. Quanto às terras raras, sabemos de sua presença, com boa qualidade e em grande quantidade, em nossos rejeitos, mas não é nosso interesse neste momento. Nosso plano está centrado em nosso negócio atual. Não precisamos e não queremos abraçar o mundo com as mãos.
ITM: Como os produtos da Taboca estão posicionados no mercado?
Alves: Para o estanho temos cotações bem elevadas. A expectativa era de preços na faixa de US$ 30 a 35 mil/t e estão entre US$ 40 e 45 mil, devendo se manter nesse patamar em 2026 e, provavelmente, nos próximos dois anos, segundo especialistas. Já as ligas de nióbio e tântalo que, ao contrário do estanho não tem preços ditados pela LME, a cotação também é bastante razoável, entre US$ 28 e 30 mil/t, quando prevíamos cerca de US$ 20 mil/t. É um cenário bastante positivo para a Taboca. Tudo o que produzimos, nós vendemos, até por termos uma vantagem competitiva inigualável em nosso nióbio e tântalo, que é sua rastreabilidade. O que não ocorre, por exemplo, com o tântalo da República Democrática do Congo (RDC), nosso grande concorrente. A própria China está deixando de comprar esse tântalo devido aos problemas sociais e ambientais de sua produção. A perda de mercado está fazendo com que a RDC comece a discutir a industrialização do setor.
ITM: Os investimentos em Pitinga incluem a frota de equipamentos de lavra e transporte?
Alves: Nós estamos em um processo de substituição da frota de caminhões rodoviários de 40 t por modelos off road de 70 t. Num primeiro momento, não serão veículos autônomos nem elétricos. Mas, em curto prazo, poderemos fazer ajustes para sua automação ou operação remota. No início de junho estarei na China para conhecer um pouco mais sobre essas tecnologias. Também estamos discutindo uma futura eletrificação da frota.
ITM: Qual é o quadro de pessoal da Taboca hoje, em termos quantitativos? Ele será ampliado com os novos projetos?
Alves: Atualmente, temos 3 mil funcionários em Pitinga, 1,4 mil diretos e 1,6 mil terceirizados. Em São Paulo, contando o escritório em Alphaville e a fundição em Pirapora, temos outros 500 funcionários. Durante o projeto de modernização, estimamos a criação de 600 a 900 empregos, dependendo da etapa das obras. Já para a futura operação, prevemos a geração de 100 a 150 novas vagas.
ITM: Mudando de tema, quais são as iniciativas de destaque na área de ESG?
Alves: Eu destaco quatro projetos. Um deles, ligado ao Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), é o de apoio à preservação do peixe-boi. O projeto atua na pesquisa, resgate e reabilitação de animais órfãos ou feridos, com sua reintrodução ao habitat natural, além de promover ações de educação ambiental, junto a comunidades ribeirinhas e escolas, conscientizando sobre a importância da conservação da espécie. O segundo projeto é o viveiro de mudas nativas e frutíferas que instalamos em Presidente Figueiredo em 2006. Desde então, já doamos mais de um milhão de mudas a agricultores e moradores da região. Também fizemos um convênio com a prefeitura da cidade para a criação do Programa Menor Aprendiz. Contratamos jovens que atuam nos órgãos municipais, já que seria inviável, pela distância, mantê-los em Pitinga. Muitos deles acabam empregados na própria prefeitura. Por fim, estamos reestruturando nossa área de ESG e contratamos uma consultoria para realizar um diagnóstico da cidade e identificar suas principais fragilidades, servindo de base a programas e ações sociais focados nessas demandas.
ITM: Internamente, como é a política de diversidade e inclusão da empresa?
Alves: Em 2025, nos associamos à Women in Mining, principalmente para aprender com outras associadas mais experientes sobre a questão de inclusão feminina. Independente dessa iniciativa, sempre voltamos nossa atenção a esse tema e já alcançamos bons resultados. Por exemplo, temos mulheres em todas as nossas gerências e, dos oito membros de nosso corpo executivo, três são mulheres: a head de Recursos Humanos e Comunicação, a de Suprimento e Logística e a de ESG. Além disso, 64% das nossas áreas operacionais contam com mulheres trabalhando. Falo em mulheres especificamente porque é o indicador que tenho aqui. Mas precisamos, antes de mais nada, discutir abertamente com nossas lideranças, em especial o staff, e com nossas operações, o que é diversidade sem qualquer rótulo de gênero. O ideal é que a opção de cada uma e cada um, seja qual for, seja respeitada.
ITM: Excelente. Agora, eu gostaria de perguntar qual é sua avaliação sobre o PL 2780/2024, que cria a nova Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos.
Alves: De forma geral, eu entendo que esse projeto de lei é necessário e se alinha às tendências globais e ao que outros países já fizeram ou estão fazendo. É um passo essencial para transformar efetivamente nossa vantagem geológica em vantagem econômica. Mas é importante que ele estabeleça claramente as diretrizes dessa política para dar segurança jurídica às empresas. Creio que alguns detalhes devam ser mais bem avaliados, como o da facilitação do licenciamento ambiental. As facilidades precisam estar alinhadas à responsabilidade, para não se transformarem em prejuízos ambientais.
ITM: E quanto à proposta de criação da Terrabras, nova estatal para gestão do setor de minerais críticos e estratégicos?
Alves: Nesse caso, a Taboca adota o mesmo posicionamento do IBRAM – Instituto Brasileiro de Mineração, ao qual é associada. Vemos essa proposta com muita preocupação. Não quer dizer que discordamos a princípio, mas que não vemos a operação das minas como o maior problema do Brasil. O país carece de segurança jurídica, de tecnologia, de um parque industrial moderno, de logística adequada, de mão de obra especializada. É com isso que o governo deveria se preocupar. Até porque, não sairemos, em curto e médio prazo, da produção de um concentrado mineral para o nível em que a China se encontra. E, infelizmente, talvez nunca cheguemos a esse nível.
ITM: Para concluir, quais são os principais desafios do país para desenvolver uma cadeia produtiva de minerais críticos com maior valor agregado?
Alves: Além dos que já falei, acredito que seja fundamentalmente educação. O país precisa atuar simultaneamente em duas frentes: fortalecendo o ensino básico e incrementando o ensino superior, com cursos de mestrado e doutorado e centros de pesquisa. E vou citar novamente a estabilidade e segurança jurídica. Veja o caso da CNMC, que é uma empresa de tecnologia de ponta. Ela precisa de segurança jurídica para transferir essa tecnologia para o Brasil e, assim, agilizar nosso processo de aprendizado. O governo deveria incentivar esse intercâmbio. Sei que é bem difícil, mas o ideal seria o país seguir por esses dois caminhos.
Perfil
Nasceu em: Tomé-Açu, no Pará, em 16/02/1964, uma cidade que foi colonizada por japoneses e, para mim, é a capital do mundo
Mora em: Manaus (AM)
Formação acadêmica: Técnico em mineração. Administrador. Pós-graduado em Gestão Empresarial e em Gestão de Qualidade. MBA C-Level em Recursos Humanos
Trajetória profissional: Comecei em 1983 como estagiário e, em 1984, fui o primeiro técnico em mineração do Pará contratado pela Vale. Já era supervisor de Equipamentos Mecanizados, quando fui para a MRN (Mineração Rio do Norte), em Porto Trombetas (PA), onde fiquei por 17 anos (1987-2004). Retornei à Vale, primeiro em Carajás e depois em Paragominas (2004-2011). Mudei para a Norsk Hydro, que adquiriu a unidade de Paragominas e, em 2014, entrei para a Mineração Taboca. Exerci as diretorias de RH e Infraestrutura, RH, Sustentabilidade e Jurídico, ESG e Relações Internacionais, sendo nomeado vice-presidente executivo em janeiro de 2026. E lá se vão 40 e poucos anos de vida e de incontáveis momentos de muito aprendizado
Família: Casado pela segunda vez. Do primeiro casamento tenho uma filha psicóloga. Do segundo, ganhei um filho que cursa Engenharia Mecânica e tenho uma filha cursando Medicina
Um time de futebol: Sou são paulino. No Pará, remista
Um hobby: Andar de moto, com minha esposa na garupa. Já fizemos grandes viagens pelo Brasil, América Latina e Europa. É um momento de reflexão e conexão comigo mesmo. E de muita liberdade. Também faço academia, o que me dá sustentação no dia a dia
Um mestre ou ídolo: Minha mãe Izaltina Alves, uma pessoa muito simples que me transmitiu todos os valores que tenho, o maior deles, a humildade
Maior decepção: Errei muito na vida. Mas esses erros não viraram decepções e sim oportunidades de aprendizado
Maior realização: Minha trajetória profissional, minha família e o reconhecimento de pessoas por algo que, segundo elas, fiz de bom há anos e que nem lembrava mais
Um projeto: Pessoal e profissional é transformar a Taboca e, com ela, o estado do Amazonas
Um “conselho” a jovens profissionais da mineração: Meu conselho vai para profissionais de qualquer carreira. São três, na verdade: Goste do que faz, porque só assim será bom no que faz. Seja “verde”, interiorizando a sustentabilidade em você. Por fim, goste de pessoas


Parabéns Zé Alves, brilhante entrevista com muita coerência e assertividade.
Empresas são pessoas, e pessoas grandes fazem as grandes empresas.
Caráter competência e acima de tudo uma grande figura humana.
Te desejo muita saúde, sucesso e vida longa.
Um grande abraço