Obra de autoria de Siddharth Kara, finalista do Pulitzer de 2024, foi lançada no Brasil em março de 2026 e investiga o impacto da extração de cobalto na República Democrática do Congo (RDC), revelando a escravidão moderna por trás da tecnologia que move o mundo moderno. O escritor viajou ao país entre 2018 e 2021 e acompanhou a vida diária de garimpeiros no sul do Congo, cobrindo desde áreas controladas por milícias, até escritórios das grandes empresas de tecnologia, rastreando toda a cadeia produtiva do minério.
O livro também detalha casos de homens, mulheres grávidas, adolescentes e crianças que trabalham na mineração, assim como episódios de mortes ou mutilações causadas por desmoronamentos de túneis nas minas. Atualmente, a RDC é responsável por cerca de 70% do cobalto mundial e transformou-se no epicentro de um sistema marcado por exploração e constantes acidentes fatais.
Além disso, relações políticas e econômicas entre China e RDC são detalhadas na obra. A China é hoje responsável por 80% da capacidade de refino do cobalto, o que a coloca na linha de frente dessa indústria. Um longa-metragem inspirado em Cobalto de Sangue, já incluído na lista de best-sellers do New York Times e Publishers Weekly, está em pré-produção cinematográfica (rocco.com.br)
