EVOLUÇÃO DAS EXPORTAÇÕES DE MINÉRIO DE FERRO NO BRASIL: 1961-2024 (I)

EVOLUÇÃO DAS EXPORTAÇÕES DE MINÉRIO DE FERRO NO BRASIL: 1961-2024 (I)

Por Mathias Heider e David Siqueira Fonseca, 1Especialistas em Recursos Minerais da Agência Nacional de Mineração (ANM)

 Introdução

No Brasil, com a operacionalização da então Companhia Vale do Rio Doce – CVRD (atual Vale), em 1942, foi dado o passo inicial para a consolidação do país no mercado mundial de minério de ferro. Ao longo dos anos seguintes, o desenvolvimento da infraestrutura logística (ferrovias, portos, minerodutos) e produtiva (novas minas/expansões) do segmento alavancaram a conquista de novos mercados.

A indústria de minério de ferro funciona, fundamentalmente, baseada no setor siderúrgico e varia em função de sua demanda, que influencia seu preço no mercado mundial. O ciclo de alta, notadamente observado a partir de 2004, mostrou a dominância da Vale, BHP e Rio Tinto. A exuberância das exportações das commodities minerais beneficiou notadamente a Austrália e o Brasil (contribuindo muito com a formação das reservas cambiais, dentre diversos outros benefícios). Em 2008 surgiria, na Austrália, um novo player, a FMG (Fortescue Metals Group) que se consolidaria como a quarta produtora mundial de minério de ferro.

Para atender a esse mercado, a Vale realizou investimentos estratégicos em 2000/2001, adquirindo diversas mineradoras no Brasil (MBR, Samitri/Samarco, Ferteco, Socoimex e, posteriormente, a MCR e a Ferrous), otimizando o mix de produtos em Minas Gerais. Também elevou a produção no Sistema Norte, em Carajás, aproveitando suas vantagens competitivas (escala/custo de produção, sinergias, reservas, logística otimizada e qualidade do minério de ferro). O minério de ferro de elevado teor de Carajás tem, no mercado mundial, bônus (prêmio) pela sua qualidade, refletindo o menor impacto ambiental e maior produtividade nos altos fornos no processo de fabricação do aço.

A Austrália, por sua vez, tem a vantagem da maior proximidade da China, com menor custo de frete, como pode ser visto na figura 01. Em 2005, as exportações de minério de ferro da Austrália ultrapassaram as do Brasil, refletindo as expansões e novos projetos na região de Pilbara.

fluxo minério de ferro brasil-china
Figura 01: Fluxo de transporte de minério da China (Brasil e Austrália)

Em 2024, a Austrália produziu cerca de 930 Mt de ferro (37,2% da produção global), com exportações no valor de AU$ 141 bilhões (US$ 95 bilhões). No mesmo ano, o Brasil exportou US$ 29,9 bilhões (338,7 Mt) e produziu 447 Mt. Em julho de 2025, as exportações do Brasil apresentaram volume recorde mensal com 41,1 Mt, gerando uma receita de US$ 2,62 bilhões, conforme dados da SECEX (Secretaria de Comércio Exterior).

O cenário futuro das exportações de ferro é desafiador. A dependência das importações chinesas, reciclagem do aço e o aumento mundial da oferta com novos projetos/expansões – produção na África, a exemplo da mina de Simandou, na Guiné, com capacidade anual estimada em 90 Mt – podem impactar na elevação da oferta do minério de ferro e/ou redução do consumo mundial, refletindo fortemente nas cotações.

Histórico

No começo, pelos idos de 1942/45, o minério de ferro era extraído nas minas do Brasil na base da picareta e do picão, carregado manualmente em carroças de burros, que saiam do alto do Pico do Cauê e seguiam por quase dois quilômetros até a Estação de Itabira, em Minas Gerais. O minério era, então, jogado manualmente, com o uso de pás, em cima de vagões ferroviários, que formavam comboios puxados pelas “marias-fumaças”, com destino ao porto em Vitória (ES), onde a operação manual era repetida para sua descarga. O navio inglês SS Baron Napier, que fez o primeiro embarque de minério de ferro da Vale para o exterior, em 27 de julho de 1942, tinha capacidade de carga de 5.500 toneladas. Nessa época, os maiores navios do mundo comportavam 30 mil toneladas de carga e no Cais de Atalaia, em Vitória, (ES), inaugurado pela Vale em 1950, os navios da linha Liberty carregavam 10 mil toneladas.

: Cais de Atalaia e Paul, da Vale, em Vitória (ES), no final da década de 1950Fonte: Vale
Foto 01: Cais de Atalaia e Paul, da Vale, em Vitória (ES), no final da década de 1950.  Fonte: Vale

Tudo evoluiu incrivelmente. O minério passou a ser detonado, os equipamentos de produção se tornaram maiores e as “marias-fumaças” foram sendo substituídas. Os navios foram elevando sua capacidade de carga e reduzindo o custo de frete, o que foi viabilizando a venda de minério de ferro da Vale em novos mercados. Em 1940/41 era inaugurado o cais comercial do Porto de Vitória. Em 1942, a Vale iniciava suas exportações com 35.407 toneladas, representando 11,2% do total brasileiro (316.033 t). Em 1950, a Vale já exportava 721.765 toneladas, de um total de 890.125 t no Brasil. Em 1946 era também criada a CSN (Cia.Siderúrgica Nacional), que tinha a Mina Casa de Pedra, em Congonhas (MG).

Após imensas dificuldades e novos aportes financeiros, a situação da Vale começou a melhorar em 1948, quando o preço do minério de ferro saltou de US$ 5,22/t, em 1947, para US$ 6,67/t e as vendas no mercado interno e exportações voltaram a crescer, principalmente para os Estados Unidos (EUA). Na década de 1950 surgiam, nos EUA, os processos de concentração e aglomeração (sinterização/pelotização), possibilitando o aproveitamento do minério taconito.

Em 1956, o mercado internacional começa a exigir maior multiplicidade de tipos de minérios. No Brasil, com a eleição de Juscelino Kubitschek para a Presidência da República, foi lançado o Plano de Metas que previa a maior participação do capital estrangeiro no país, a aceleração da industrialização e a migração de investimentos para o interior. Entre os itens destacados estava a maior exportação do minério de ferro brasileiro e a expansão da produção de aço.

Logística

Apesar da queda dos preços de US$ 12,93/t, entre 1951 e 1954 (devido à Guerra da Coreia), para US$ 7,99/t, entre 1960 e 1972, a logística passou a ser essencial na redução dos custos, bem como os contratos de longo prazo, com o Japão, por exemplo, que fez sua primeira compra em 1955. Os contratos com a Samitri e a Ferteco garantiam um tipo de venda casada com o minério da Vale para siderúrgicas na Alemanha e Bélgica, quando foram ampliados os ramais ferroviários para escoar a produção dessas empresas. O porto de Tubarão (ES) passou por constantes expansões, de modo a atender, entre outros, navios de grande porte que reduziram ainda mais os custos de frete.

A Vale diversificou seus mercados, passando a vender mais para a Europa (e o leste Europeu). Em 1960, a empresa exportou 4,3 Mt de minério de ferro, sendo 28,91% para os EUA (em 1951, foram 1,3 Mt, 81,3% para os EUA), um ano depois de se tornar acionista de quatro empresas siderúrgicas: Usiminas, CSN, Cosipa e Cofavi.

Além disso, a mineradora criou, em 1960, a Docenave (Vale do Rio Doce Navegação), que fazia o transporte internacional de minério de ferro na ida e, na volta, trazia petróleo ou carvão metalúrgico para as siderúrgicas nacionais, reduzindo consideravelmente seus custos. Em 2001, a Vale encerrou as atividades da Docenave e, em 2008, reavaliou a decisão, passando a adquirir os navios classe Valemax, com 400 mil toneladas de capacidade de carga. Em 2014, a empresa tinha uma frota de 34 Valemax, 19 próprios e os demais fretados. O Valemax representou ganhos de escala, redução de custos, maior eficiência nos portos e redução de emissões de CO2. Em 2024 foram iniciados testes para o uso de velas rotativas, compostas de cinco rotores cilíndricos, com cerca de 35 m de altura e 5 m de diâmetro cada, gerando redução de consumo de combustível.

Em 1966 era inaugurado o Porto de Tubarão, em Vitória (ES), a um custo da ordem de US$ 100 milhões na época, com capacidade de receber navios de 100 mil toneladas (os Ore-Oil), estabelecendo o conceito de ¨distância econômica¨ e viabilizando o mercado japonês. Cabe destacar a visão de Eliezer Batista, que aos 36 anos em 1961, já era presidente da Vale. Graças a ele, a empresa entrou numa fase de crescimento vertiginoso e passou de uma produção de 10 Mtpa, em 1966, para 18 Mtpa em 1970, atingindo a marca de 56 Mtpa em 1974, ano em que a então estatal assumiu a liderança mundial na exportação de minério de ferro.

Produção

Em 1967, uma equipe de geólogos pousou na região de Carajás (PA) a serviço da Meridional (US Steel), identificando imensos depósitos de minério de ferro. Em 1970 foi constituída a joint venture Amazônia Mineração (AMZA), composta pela Vale (51%) e pela Companhia Meridional de Mineração (49%). Em 1977, a Vale acabou fechando acordo pelos ativos da Meridional em Carajás por cerca de US$ 50 milhões. O Programa Grande Carajás (PGC) foi regulamentado pelos Decreto-lei nº 1.813, de 24 de novembro de 1980 e Decreto do Poder Executivo n° 85.387, de 24 de novembro de 1980, que criou o conselho interministerial do PGC para supervisionar o programa. A operação de lavra foi iniciada em 1985 na mina N4E (em ritmo inicial de 25 Mtpa), com várias expansões. A posterior inauguração pela Vale das minas Serra Leste (2014) e S11D (2016/17), consolidaram o sistema Norte com elevada qualidade e reduzido custo de produção.

No Brasil, o aproveitamento dos itabiritos seria viabilizado a partir do início da década de 1970, através do processo de flotação, em operação a partir de 1973 na Mina do Cauê, do Sistema Sul da Vale, em Minas Gerais. A primeira usina de pelotização da mineradora (2 Mtpa) havia sido inaugurada em 1969, no porto de Tubarão (ES). Em 2014 já havia oito usinas no complexo. Para maiores informações, vide em https://www.inthemine.com.br/site/evolucao-do-parque-de-pelotizacao-no-brasil/. Desde 2023, uma dessas usinas, com ajustes de processo, produz briquetes, coroando uma promissora inovação da Vale. Uma segunda unidade tem implementação prevista para 2025.

Em 1973 era iniciada a produção na Mina de Águas Claras, da MBR (Minerações Brasileiras Reunidas), hoje da Vale, possibilitando uma nova expressiva elevação da produção nacional. No mesmo ano, ainda, foi realizada a primeira venda de minério de ferro para a China, consolidando a Docenave no transporte transoceânico de minério de ferro.

Em 1977 eram inaugurados o projeto Germano (Samarco) e a usina de pelotização de Ubu (ES), além da expansão da mina de Fábrica (Ferteco), com separação magnética e usina de pelotização (3,5 Mtpa). A Samarco foi fundada pela Marcona, operadora de uma grande mina no Peru, que já tinha experiência na concentração e pelotização. A Vale também prosseguiu com a ampliação de sua produção, com a implantação dos projetos Timbopeba e Minas do Meio, em Minas Gerais, e operação da Urucum Mineração, no Mato Grosso (1977); do Complexo de Conceição (1979) e da Mina Capanema (1982), também em Minas Gerais, entre outros ativos minerários. Em 1977, ainda, foi iniciada a construção do Sistema Norte em Carajás (PA), interligando mina, ferrovia e porto.

Primeira pelotização da Vale em Vitória/ES (1969)- Fonte: IBGE
Foto 02: Primeira pelotização da Vale em Vitória/ES (1969)- Fonte: IBGE

Em 1997 houve a privatização da Vale, com vitória do Consórcio Brasil (CSN/Bradesco/Fundos de pensão), que arrematou 41,73% das ações com direito a voto da estatal por R$ 3,338 bilhões. O principal concorrente foi o Consórcio Valecom, liderado pelo Grupo Votorantim, com participação de grupos como a Anglo American e fundos de pensão. Em 2025, a Anglo realizou a fusão com a Teck Resources, passando a ser denominada AngloTeck, após as duas empresas serem alvos de aquisições (respectivamente pela BHP e Glencore), em negócio estimado em US$ 53 bilhões.

Expansão

Na década de 1990 houve o aviltamento das cotações do minério de ferro, levando as siderúrgicas europeias Thyssen e Arbed, que tinham operações no Brasil, a venderem suas operações para a Vale, marcando um vigoroso processo de fusões e aquisições a partir dos anos 2000. Na Austrália, a BHP e a Rio Tinto se consolidaram, formando, com a Vale, as “3 BIG” mundiais. Em 2008, a FMG (Australia) iniciava suas operações, se tornando a quarta maior empresa no mundo. Posteriormente, as empresas ArcellorMittal, Usiminas e Gerdau iriam adquirir operações de ferro no Brasil para reduzir seus custos e dependência no mercado interno. Com a crise do subprime em 2008/2009, houve redução na procura do minério de ferro, impactando em suas cotações, com ciclo de baixa até janeiro de 2016 (https://www.marketindex.com.au/iron-ore).

Em 2021, as exportações brasileiras de minério de ferro atingiram US$ 44,66 bilhões com as cotações da commodity batendo recordes de valores. A Vale investiu cerca de US$ 2 bilhões para desenvolver um complexo industrial no Porto de Sohar, em Omã, que inclui uma unidade de pelotização (operacionalizada em 2012) com capacidade de 9 Mtpa e um centro de distribuição, utilizando a localização estratégica para atender aos mercados de aço da região.  O fundo de investimentos Apollo Global Management entrou nessa operação em 2024 com recursos de US$ 600 milhões, passando a deter participação de 50% na joint venture. A Vale continuará a deter 100% da Vale Oman Pelletizing Company (VOPC). A Vale ainda desenvolveu Centros de Distribuição na Malásia (Terminal Marítimo Teluk Rubiah) em 2014 e nas Filipinas em 2012, melhorando sua competitividade no que se refere à distância do frete em relação a Austrália.

Entre 2013 e 2015, a Vale lançou os projetos Itabiritos Cauê, Conceição I e II e Vargem Grande (MG), para aproveitamento de itabiritos compactos. Diversas mineradoras de ferro, como a CSN, Usiminas, ArcelorMittal e Morro do Ipê, também avaliam o aproveitamento de itabiritos compactos. Em 2016, a Vale inaugurou o projeto S11D em Carajás, com o minério sendo lavrado no sistema de “Truckless”, empregando transportador de correia de longa distância (TCLD) da lavra até a usina (com beneficiamento a umidade natural).

O sistema portuário para minério de ferro no Brasil teve os portos de Açu e Sudeste, no Rio de Janeiro, inaugurados em 2014 e 2015, escoando a produção da Anglo American e de outras mineradoras de Minas Gerais. O projeto Minas-Rio iniciava suas operações em 2014.

As barragens de rejeitos de mineração da Vale se romperam e provocaram dois grandes acidentes ambientais. O primeiro foi na barragem de Mariana (MG), em novembro de 2015, operada pela Samarco, joint-venture entre a Vale e a BHP Billiton. O segundo ocorreu em janeiro de 2019, na mina de Corrego do Feijão, em Brumadinho (MG), operada pela própria Vale. Desde então, com o objetivo de eliminar suas barragens de rejeito, diversas mineradoras estão investindo na separação dos rejeitos e filtragem da fração fina, empilhada a seco, além de produzir agregados com a fração grossa. Foram pioneiras na adoção dessa tecnologia a Vallourec e a Minerita, seguidas pela Vale, Samarco, J Mendes, Usiminas, Anglo e CSN, entre outras.

A Samarco, paralisada desde dezembro de 2015, reiniciou suas atividades em dezembro de 2020. No período, a perda total de sua produção é estimada em cerca 145 Mt de pelotas. Em 2021, a empresa operou em um ritmo inicial de 26% da sua capacidade original (cerca de 8 Mtpa de pellet feed) para atender uma de suas quatro usinas em Ubu (Anchieta/ES). A estimativa é de que esse patamar atinja 17 Mt, com plena operação em 2030 (29 Mtpa).

Em 2025, a Vale anunciou o plano “Novo Carajás”, com investimentos da ordem de R$ 70 bilhões no período de 2025 a 2030. O plano está voltado principalmente ao aumento da produção de minério de ferro e expansão da produção de cobre. Em minério de ferro, a expectativa é que a capacidade de produção evolua para 200 Mtpa até 2030, adicionando 20 Mt de capacidade na mina Serra Sul (S11D), cujo minério de ferro de alta qualidade é considerado crucial para a produção do chamado “aço verde”, com menor pegada de carbono e uso de tecnologias a seco na usina para minério de ferro.

As mineradoras também têm investido nos conceitos da Mineração 4.0, IA (Inteligência Artificial), PD&I (Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação), LSO (Licença Social para Operar) e na estratégia ESG (ambiental, social e de governança), que são exigências de mercado e das partes interessadas (stakeholders), e na manutenção de sua competitividade. A mineração de ferro reflete toda a complexidade existente no setor, além da gestão de riscos.

No Brasil, a partir dos anos 2000, foram desenvolvidos diversos projetos de minério de ferro, visando atender a demanda mundial do produto (Tabela 01).

 

Ano Principais Projetos – Minério de Ferro

UF/Empresa

2002 ·      Pelotização Madeira/MA (Vale)

·      Carajás expansão 70 Mtpa/PA (Vale)

2004 ·      Capão Xavier/MG (Vale)
2005 ·      Fábrica Nova/MG (Vale)
2006 ·      Brucutu/MG (Vale)

·      Várzea do Lopes/MG (Gerdau)

·      MMX Amapá/AP (MMX-Anglo)

2007 ·      Fazendão – Expansão/MG (Vale)
2008 ·      Samarco III/ES (Samarco)

·      Vargem Grande/MG (Vale)

2009 ·      Itabiritos – Vargem Grande/Pico/MG (Vale)
2010 ·      SAFM/MG (SAFM)
2011 ·      Viga/MG (Ferrous)
2012 ·      Carajás Expansão 40 Mt/PA (Vale)
2013 ·      Conceição Itabiritos I/MG (Vale)

·      Tubarão VIII – Pelotização/ES (Vale)

·      BAMIN/BA (ENRC)

2014 ·      IV Pelotização/ES (Samarco)

·      Serra Leste/PA (Vale)

·      Minas-Rio/MG (Anglo American)

·      Itabiritos – Vargem Grande/MG (Vale)

·      VIII Pelotização/ES (Vale)

2015 ·      Cauê Itabiritos II/MG (Vale)

·      Conceição Itabiritos/MG (Vale)

·      Mina dos Coelhos/MG (JMN)

·      Serra Leste/PA (Vale)

2016 ·      S11D/PA (Vale)
2018 ·      Baratinha/MG (Bemisa)
2021 ·      Separação agregados dos rejeitos/MG (Vale)

·      Tombador Iron/BA

2022 ·      Barragem Gelado de finos/PA (Vale)

·      Cedro Mariana/MG (Cedro)

·      LIGGA/PA

·      Ferro Brasil/PA

2023 ·      Mina Tico Tico/MG (Cedro)

·      Cadence – Reativação da Mina/AP

·      1ª Planta briquetes/ES (Vale)

2025 ·      Capanema/MG (Vale)

Em 2023, o Brasil apresentava 44 minas de grande porte (acima de 1 Mtpa ROM) de minério de ferro, 37 minas de médio porte (entre 100 mil e 1 Mtpa ROM) e 25 de micro/pequeno porte (abaixo de 100 mil tpa ROM). As principais empresas do setor são a Vale, CSN, Samarco, Anglo American, Usiminas, Gerdau, Itaminas, ArcellorMittal e Vallourec.

Fazem parte, ainda, do parque produtivo brasileiro a Bemisa, Minerita, Extrativa Mineral, Ferro+, Herculano, Mineral do Brasil, JMN, Morro do Ipê, Comisa, GSM, MR, SAFM, Corumbarense, Vétria, Ligga, MPP, Minérios Nacional, Ferro+, Cedro, Esperança e Serra da Moeda. Na categoria de médio porte, se enquadram a MML, CNS, Green Metals, Serra Leste, MTransminas, MIB, Marsil, Vortice, Onix, Zona da Mata, Nogueira Duarte, Pedreira UM-Valemix, Prosper , LMA, Tombador Iron e Vetorial.

*Continua na edição 118 (Novembro/Dezembro) da revista InTheMine

Imagem em destaque: Mina Brucutu, da Vale (Foto: Gildo Mendes)

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