Foi essa a definição que um executivo empregou em seu artigo para retratar como o Brasil deve emergir num futuro moldado pela transição energética. Não se trata de uma expressão leviana se consideradas as análises das próximas páginas por mineradoras que atuam no Brasil, com operações já consolidadas ou desenvolvendo projetos de futuras minas. Para todas, mais que conceitos, inovação e responsabilidade ambiental e social são palavras de ordem.
A inovação passa por diversas frentes: integração vertical das etapas da cadeia produtiva; atualização tecnológica de unidades produtivas; e soluções digitais, operação remota, automação e mineração 4.0, que não só permitem alcançar ganhos consistentes em eficiência, qualidade dos produtos finalizados e confiabilidade nos processos, como e, principalmente, aumentam a segurança operacional e a tomada ágil de decisões no caso da necessidade de intervir em situações de risco iminente. É graças à tecnologia, ainda, que operações paralisadas, parcial ou totalmente, por acidentes ambientais, podem ser retomadas e rumar para o atingimento de sua capacidade instalada, de forma gradativa e segura.
No campo da responsabilidade ambiental, as iniciativas já há algum tempo começaram e prosseguem com a adoção de matrizes de energia limpa, a princípio hidrelétricas e, mais recentemente e fortemente, de geração solar e eólica. Seguem com uma tendência em alta que é a dos chamados produtos “verdes” ou de baixo carbono. Ambas as medidas resultam em outro ganho importante – o da redução de emissões de gases poluentes, também ampliada com a substituição de combustíveis fósseis – como óleo diesel, carvão e calcário – por biomassas, gás natural ou outros insumos menos nocivos, incluindo subprodutos da mineração de rochas ornamentais, por exemplo, em equipamentos de processo.
Na mesma linha, ainda em testes ou adoção parcial, está a eletrificação dos equipamentos móveis de carregamento e transporte de minério, das frentes de lavra às instalações de britagem. Avançou também o processamento a seco de minérios, onde a prática é possível, e a filtragem dos rejeitos, com sua disposição em pilhas para secagem natural da umidade restante. Assim também prosseguem, com cada vez maior intensidade, a recuperação de minérios contidos nesses rejeitos, tônica da economia circular, que também se estende ao seu aproveitamento para a fabricação de produtos por vezes totalmente estranhos à mineração, como os utilizados por construtoras na pavimentação de vias e estradas, ou da reciclagem, em especial sucatas de alumínio e aço.
Em outra vertente, que sendo ainda ambiental, extravasa para a seara social, está a recuperação ambiental de áreas mineradas em pelo menos dois casos notáveis, que são objeto de artigos: com soluções baseadas na natureza e na ambição de perda líquida zero de biodiversidade e com uma profunda transformação urbana, preservando o valor não apenas o valor ambiental como o histórico e ambiental de uma região tradicionalmente mineradora. Estritamente com viés social mantém-se ainda os investimentos diretos ou através de parcerias com prefeituras locais, em infraestrutura, saúde, educação, cultura, esportes e lazer, assim como em projetos de geração de renda e emprego e, num âmbito mais interno às empresas, na promoção e consolidação de princípios de diversidade e equidade de gênero.
Parando com os spoilers, segue o balanço de 2025 e as perspectivas para 2026 em artigos da AMG, Anglo American, AngloGold Ashanti, Appian Capital, a ArcelorMittal, Brazilian Nickel, Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), Ero Copper, Hochschild Mining, Hydro, Indústrias Nucleares do Brasil (INB), Jaguar Mining, Lavras do Sul Mineração, Mosaic, Samarco e St George Mining.
AMG: PROTAGONISMO NACIONAL EM MATERIAIS ESTRATÉGICOS
Por: Fabiano Costa, CEO da AMG Brasil
O ANO DO MINAS-RIO: DEDICAÇÃO E COMPROMISSO COLETIVOS
Por: Ana Sanches, presidente da Anglo American no Brasil
OURO, LEGADO E TRANSFORMAÇÃO COM RESPONSABILIDADE
Por: Luís Lima, presidente da AngloGold Ashanti na América Latina
DESAFIOS E OPORTUNIDADES PARA A LIDERANÇA BRASILEIRA
Por: Milson Mundim, country manager da Appian Capital Brazil
A IMPORTÂNCIA ESTRATÉGICA DO MINÉRIO DE FERRO
Por: Sérgio Botelho, diretor executivo da ArcelorMittal Mineração Serra Azul
A PASSOS DE LIDERAR A PRODUÇÃO RESPONSÁVEL DE NÍQUEL
Por: André Simão, CFO da Brazilian Nickel
O MERCADO DE ALUMÍNIO E O PROTAGONISMO DO BRASIL
Por: Luciano Alves, CEO da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA)
CRESCER COM SEGURANÇA, SUSTENTABILIDADE E ESTRATÉGIA
Por: Makko DeFilippo, presidente e CEO da Ero Copper
OTIMISMO E GRANDES PLANOS PARA AS OPERAÇÕES BRASILEIRAS
Por: Ediney Drummond, country manager da Hochschild Mining Brasil
DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL COM RESPEITO À AMAZÔNIA
Por: Anderson Baranov, CEO da Norsk Hydro Brasil
COMO A INB PODE LIDERAR A NOVA ERA DA ENERGIA LIMPA
Por: Tomás Filho, presidente e diretor de Recursos Minerais da Indústrias Nucleares do Brasil (INB)
UMA MINERAÇÃO COM CRESCIMENTO E RESPONSABILIDADE
Por: Luis Albano Tondo, CEO da Jaguar Mining
CONSTRUINDO BASES PARA O FUTURO DA MINERAÇÃO GAÚCHA
Por: Paulo Serpa, country manager da Lavras do Sul Mineração
EFICIÊNCIA, INOVAÇÃO E TRANSIÇÃO ENERGÉTICA NA MOSAIC
Por: Elias Lima, vice-presidente de Operações para a América do Sul da Mosaic
JORNADA DE SEGURANÇA, INOVAÇÃO E VALOR COMPARTILHADO
Por: Sérgio Mileipe, diretor de Operações da Samarco
CONSTRUINDO A HISTÓRIA DOS MINERAIS CRÍTICOS NO BRASIL
Por: Thiago Amaral, country manager da St George Mining
