Entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2025, foram emitidos pela ANM (Agência Nacional de Mineração) 8.294 alvarás de pesquisa mineral. Comparado ao mesmo período de 2024, quando foram emitidos 10.948 títulos dessa natureza, houve uma redução de 24,2%. Na série histórica de 10 anos apresentada no Gráfico 01, o resultado de 2025 é o menor desde 2021 (10.098 títulos) e do período de 2015 a 2018. Supera apenas o registrado nos anos de 2019 e 2020, este último marcado pelo início da pandemia de Covid-19 no Brasil (7.210 e 5.285 alvarás, respectivamente). A maior marca dessa década é a de 2015, quando 17.525 alvarás de pesquisa foram concedidos a pessoas físicas e jurídicas.
Por seu lado, a quantidade de requerimentos para autorização de pesquisas minerais veio em ritmo decrescente desde 2015 (14.455 pedidos), baixando a 6.662 em 2020. Em 2021 tem um ótimo incremento, totalizando 12.868 requerimentos, retomando uma queda da ordem de 17,4% em 2022 (10.622 requerimentos) e voltando a crescer 8,1% em 2023 (11.478 requerimentos), com ligeiro aumento (0,24%) em 2024 (11.505) e nova redução em 2025, da ordem de 13,8% (9.912 requerimentos).
A soma dos requerimentos de pesquisa protocolados se aproximou bastante do número de alvarás emitidos em 2022, com uma diferença de apenas 890 títulos. Foi maior em 2021 (diferença de 2.770 títulos) e em 2023 (diferença de 1.558 títulos), possivelmente como reflexo da paralisação de funcionários da ANM, que reivindicavam equiparação ao salário de outras agências e aumento de recursos financeiros, estruturais e humanos. Com exceção da equiparação dos salários, os demais gargalos permanecem insanáveis hoje, doze anos depois e contando. Em 2024, essa diferença volta a decair para 662 títulos, mas aumenta para 1.694 requerimentos em 2025. Em 2013, quando o país teve um boom de junior companies atuando em pesquisa mineral, houve 19.110 requerimentos abertos, mas foram emitidos apenas 13.562 alvarás, uma diferença de 5.458 entre pedidos protocolados e autorizados. Em 31/12/2025 havia 39.873 alvarás de pesquisa vigentes no país, contra 66.642 registrados na mesma data de 2024.
Os dados aqui apresentados foram consolidados a partir de informações obtidas em pesquisa no Sistema Eletrônico de Informações (SEI) da ANM.
Substâncias Minerais
O ranking de substâncias minerais com maior número de pesquisas autorizadas exclui os alvarás para Água Mineral, Água Potável de Mesa e Águas Termais, produtos que não fazem parte da pauta editorial da revista. Como demonstrado no Gráfico 02, as autorizações para pesquisas de Areia voltam a ocupar o topo desse ranking (1.950 alvarás), seguidas do Ouro (1.738), Argila (1.198), Calcário (957), Granito (831), Ferro (796), Quartzo (643), Cascalho (623), Cobre (565) e Quartzito (498). Na sequência, em 11ª posição estão os alvarás para Terras Raras, com 489 títulos, contra 1.361 emitidos em 2024, e os destinados às pesquisas de Fosfato (458). O Lítio que, em 2023, teve o maior número de pesquisas autorizadas (2.760), em 2024 cai para a quinta posição (1.110 autorizações), ficando em 14º lugar em 2025 (330 títulos). Ao todo foram autorizadas pesquisas para 117 substâncias minerais.
Na Região Nordeste, a Bahia tem o maior número de suas autorizações de pesquisa para Ferro, Quartzito, Quartzo, Granito, Areia, Salgema, Ouro e Terras Raras, em ordem decrescente de número de alvarás. Seguem-se Alagoas, com Areia, Terras Raras, Cobre e Argila; Ceará, com Cobre, Quartzito, Lítio, Granito, Quartzo e Fosfato; Maranhão, com Ferro, Calcário, Areia, Fosfato e Ouro; Paraíba, com Areia, Argila, Granito, Lítio e Ouro; Pernambuco, com Areia, Argila, Terras Raras, Ouro e Lítio; Piauí, com Ferro, Ouro e Fosfato; Rio Grande do Norte, com Granito, Areia, Lítio, Calcário, Cobre e Ilmenita; e Sergipe, com Areia, Sais de Potássio, Argila e Cascalho (veja Tabela 02).
Na Região Norte, predominam o Areia, Caulim, Ouro e Cascalho no Amapá; Ouro, Cassiterita, Bauxita, Nióbio e Tântalo no Amazonas; Ouro, Calcário, Cobre, Areia e Cascalho no Pará; Ouro, Areia, Cassiterita, Granito e Argila em Rondônia; Ouro, Nióbio, Cassiterita, Tântalo e Manganês em Roraima; e Calcário, Ouro, Ferro, Cobre, Areia e Níquel no Tocantins. O estado do Acre teve dois alvarás para pesquisa de cerâmica vermelha emitidos pela Gerência Regional de Rondônia da ANM.
Na Região Sudeste, o Espírito Santo recebeu mais alvarás para Areia, Argila e Granito. Em Minas Gerais, as substâncias mais contempladas foram Areia, Ouro, Quartzo, Granito, Ferro, Terras Raras, Argila e Diamante. No Rio de Janeiro destacam-se Areia, Argila, Gnaisse e Saibro e, em São Paulo, Areia, Argila, Cascalho, Granito e Basalto.
No Centro-Oeste, Goiás, teve mais autorizações para pesquisas de Ouro, Areia, Calcário, Diamante, Cascalho e Terras Raras. Em Mato Grosso, o maior número de alvarás foi para Ouro, Calcário, Cobre, Areia e Cascalho. No Mato Grosso do Sul, destacam-se o Basalto, Cobre, Calcário e Ferro.
No Sul, o Paraná recebeu mais alvarás para Argila, Areia, Basalto e Cascalho. No Rio Grande do Sul, predominam Basalto, Areia, Argila e Fosfato e, em Santa Catarina, Argila, Areia, Saibro, Cascalho e Basalto.
A Bahia volta a ser o estado com maior diversidade de substâncias minerais tituladas para pesquisa (71), Sucedem-se Minas Gerais (67), Ceará (47), Goiás e Rio Grande do Sul (46 cada), Paraná (44), Rio Grande do Norte (42), Pernambuco (40) e Pará (38). Na sequência vêm Mato Grosso (37), Tocantins (36), Paraíba (35), Piauí (34), Maranhão (36), São Paulo (32), Rondônia (31), Espírito Santo (29), Santa Catarina (23), Amazonas e Sergipe (22 cada), Amapá (20), Alagoas (19) e Mato Grosso do Sul (18). Com a menor diversidade de substâncias estão Rio de Janeiro (17) e Rondônia (15).
Gráfico 3 Alvarás por UF

Títulos e Titulados
Quando se trata do maior número de alvarás emitidos por estado (Gráfico 03), Minas Gerais está no topo da relação (1.316 títulos), seguido da Bahia (1.220), Goiás (748), Rio Grande do Sul (443), Mato Grosso (424), Ceará (419) e São Paulo (413), Pernambuco (350), Paraná (339) e Piauí (309). Na faixa entre 300 e 200 títulos estão o Pará (300), Santa Catarina (259), Tocantins (240), Maranhão (237), Paraíba (228) e Espírito Santo (200). Abaixo dos 200 alvarás temos Alagoas (162), Mato Grosso do Sul (137), Rio de Janeiro (111), Rondônia (96), Sergipe (77), Amazonas (51) e Amapá (31). O estado com menor número de alvarás concedidos é Roraima (26).
Os alvarás publicados em 2025 autorizam a realização de 14.567 pesquisas minerais, já que um título pode incluir a pesquisa da mesma substância em diversas áreas no mesmo estado ou de substâncias diferentes na mesma área ou em áreas diferentes do estado.
Os alvarás foram conferidos a 3.681 requerentes, sendo 2.341 Pessoas Jurídicas, que obtiveram 74,1% dos títulos (6.141 alvarás), e 1.340 Pessoas Físicas, que receberam 25,9% das autorizações restantes, equivalentes a 2.153 alvarás (Gráfico 04). Entre as Pessoas Jurídicas, como em 2024, a empresa com mais outorgas é a Bahia Verde Minerals, com 142 títulos (Tabela 01), para a pesquisa de Salgema na Bahia, Rondônia e Sergipe.
Na sequência está a 3D Minerals, incluindo suas subsidiárias, 3D Bahia Sul e 3D Serra da Borborema, com 121 alvarás na Bahia, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Rio Grande do Norte, Roraima e Tocantins. A 3D Minerals é a empresa que arrematou sozinha 116 áreas de minerais críticos em diversas regiões do país, no leilão realizado pela ANM em 05 de agosto de 2024, com um total de lances no valor de R$ 54,8 milhões, tendo o estado de Mato Grosso como principal alvo de interesse. Em 3ª e 4ª posições estão a GR8 Energetic and Magnetic Minerals, com alvarás para a pesquisa de Ilmenita e Terras Raras, e a Einstein Ventures Consultoria e Participações, com alvarás para a pesquisa de fosfato, principalmente no Rio Grande do Sul.
Nesse rol de mais tituladas, a empresa com maior diversidade de substâncias tituladas – 13 ao todo em 9 estados – é a 3D Minerals, como já ocorreu em 2024. Com 33 alvarás, a Strato Gestão de Ativos está autorizada a pesquisar 9 substâncias minerais em 10 estados.
São destaques, ainda, a Brasil Fortescui Mineração (72 alvarás); Talisman do Brasil Mineração (58); Infra Minerals (48);, Blue Sky Mineração (47); Guidoni Brasil (40), e a Votorantim Cimentos, incluindo a Votorantim Cimentos N/Ne, e 3A Mining (38 cada); NK 282 Empreendimentos e Participações (37); Mineração Monte Formoso (34); DJ Participações (34); Mineração Apollo (31); e Kinross Brasil Mineração (30).
Tabela 01
| EMPRESAS COM MAIOR NÚMERO DE ALVARÁS DE PESQUISA (2025) | ||||
| Empresa/ Nº de Alvarás | Substância/Qtde (*) | Área Total
(ha) |
Estado (*) | |
| Bahia Verde Minerals (142) | Salgema (142) | 240.455,72 | BA (139); RO (1); SE (2) | |
| 3D Minerals (121), incluindo 3D Bahia Sul (1) e 3D Serra da Borborema (2) | Bauxita (3); Cassiterita (4); Cobre (36); Ferro (31); Fosfato (4); Lítio (18); Manganês (1); Nióbio (2); Níquel (3); Ouro (9); Terras Raras (5); Tungstênio (4); Zinco (1) | 376.673,16 | BA (29); GO (11); MG (12) MT (32); PA (16); PB (18); RN (1); RR (1); TO (1) | |
| GR8 Energetic and Magnetic Minerals (97) | Ilmenita (1); Terras Raras (96) | 163.633,85 | AL (45); PE (51); RN (1) | |
| Einstein Ventures Consultoria e Participações (86) | Fosfato (86) | 151.309,51 | MG (2); RS (84) | |
| Sudoeste Mineração (77) | Ferro (77) | 122.151,28 | BA (71); MG (6) | |
| Brasil Fortescue Mineração (72) | Cobre (72) | 114.088,39 | CE (49); GO (9); PE (14); | |
| Talisman do Brasil Mineração (58) | Lítio (56); Ouro (2); | 103.003,14 | BA (38); MG (1); PE (17)/ RO (2) | |
| Infra Minerals (48) | Cobre (7); Ferro (9); Fosfato (4); Ouro (28); | 65.725,10 | BA (29); CE (12); MT (1); PA (3); PI (3) | |
| Blue Sky Mineração (47) | Conglomerado (7); Granito (3); Ferro (1); Mármore (2); Quartzito (34) | 5.026,12 | BA (46); PE (1) | |
| Guidoni Brasil (40) | Areia (1); Argila (1); Bauxita (1); Ferro (1); Fosfato (28); Granito (1); Mármore (2); Quartzito (5) | 5.203,24 | BA (21); CE (3); ES (15); MS (1) | |
| Votorantim Cimentos, incluindo Votorantim Cimentos N/NE (38) | Areia (1); Argila (9); Calcário (23); Caulim (1); Cobre (2); Dolomito (1); Mármore (1) | 37.068,75 | BA (1); GO (1); MS (2); PA (1); RN (2); RO (1); RS (29); SP (1) | |
| 3A Mining (38) | Bauxita (1); Cobre (24); Manganês (2); Níquel (2); Ouro (9); | 282.582,28 | GO (8); MG (1); MT (29); | |
| NK 282 Empreendimentos e Participações (37) | Fosfato (37) | 49.171,81 | MG (37) | |
| Mineração Monte Formoso (34) | Ferro (34) | 286.161,61 | MA (34) | |
| DJ Participações (34) | Cassiterita (1); Diamante (1); Ouro (32) | 150.713,61 | GO (21); MA (1); MG (2); MT (3); PA (2); PR (3); TO (2) | |
| Strato Gestão de Ativos (33) | Areia (1); Cobre (3); Ferro (1); Lítio (1); Manganês (1); Nióbio (1); Ouro (19); Saibro (1); Terras Raras (5); | 57.847,50 | AL (1); BA (4); CE (1); GO (1); MG (2); PB (14); PI (1); PE (6); SC (1); SP (1) | |
| Mineração Apollo (31) | Cobre (2); Ilmenita (8); Terras Raras (21) | 125.005,17 | BA (4); MG (13); PA (2); PI (5); TO (7) | |
| Kinross Brasil Mineração (30) | Ouro (30) | 49.821,69 | GO (29); MG (1) | |
(*) Em ordem alfabética
Fonte: ANM
Gráfico 2 – Principais substâncias 2025
TABELA 02
| PRINCIPAIS SUBSTÂNCIAS MINERAIS POR ESTADO | ||||
| Estado (*) | Nº de Substâncias
c/Pesquisas Autorizadas |
Nº de Pesquisas Autorizadas | Principais Substâncias (**)
|
|
| Bahia | 71 | 2.011 | Ferro; Quartzito; Quartzo; Granito; Areia; Salgema; Ouro; Terras Raras | |
| Minas Gerais | 67 | 2.535 | Areia; Ouro; Quartzo; Granito; Ferro; Terras Raras; Argila; Diamante | |
| Ceará | 47 | 603 | Cobre; Quartzito; Lítio; Granito; Quartzo; Fosfato | |
| Goiás | 46 | 1.206 | Ouro; Areia; Calcário; Diamante; Cascalho; Terras Raras | |
| Rio Grande do Sul | 46 | 777 | Basalto; Areia; Argila; Fosfato | |
| Paraná | 44 | 603 | Argila; Areia; Basalto; Cascalho | |
| Rio Grande do Norte | 42 | 330 | Granito; Areia; Lítio; Calcário; Cobre; Ilmenita | |
| Pernambuco | 40 | 581 | Areia; Argila; Terras Raras; Ouro; Lítio | |
| Pará | 38 | 532 | Ouro; Calcário; Cobre; Areia; Cascalho | |
| Mato Grosso | 37 | 775 | Ouro; Calcário; Cobre; Areia; Cascalho | |
| Tocantins | 36 | 513 | Calcário; Ouro; Ferro; Cobre; Areia; Níquel | |
| Paraíba | 35 | 477 | Areia; Argila; Granito; Lítio; Ouro | |
| Piauí | 34 | 444 | Ferro; Ouro; Fosfato | |
| Maranhão | 33 | 332 | Ferro; Calcário; Areia; Fosfato; Ouro | |
| São Paulo | 32 | 779 | Areia; Argila; Cascalho; Granito; Basalto | |
| Rondônia | 31 | 183 | Ouro; Areia; Cassiterita; Granito; Argila | |
| Espírito Santo | 29 | 442 | Areia; Argila; Granito | |
| Santa Catarina | 34 | 409 | Argila; Areia; Saibro; Cascalho; Basalto | |
| Amazonas | 22 | 130 | Ouro; Cassiterita; Bauxita; Nióbio; Tântalo | |
| Sergipe | 22 | 151 | Areia; Sais de Potássio; Argila; Cascalho | |
| Amapá | 20 | 62 | Areia; Caulim; Ouro; Cascalho | |
| Alagoas | 19 | 147 | Areia; Terras Raras; Cobre; Argila | |
| Mato Grosso do Sul | 18 | 195 | Basalto; Cobre; Calcário; Ferro | |
| Rio de Janeiro | 17 | 158 | Areia; Argila; Gnaisse; Saibro | |
| Roraima | 15 | 92 | Ouro; Nióbio; Cassiterita; Tântalo; Manganês | |
(*) Em ordem decrescente do número de substâncias com pesquisas autorizadas
(**) Em ordem decrescente do número de pesquisas autorizadas
Fonte: ANM



