Por Luís Lima, presidente da AngloGold Ashanti na América Latina
O ano de 2025 consolidou-se como um ano crucial para a valorização do ouro, reforçando seu papel como ativo de refúgio. O ouro sempre ocupou um papel estratégico no desenvolvimento econômico do Brasil e continua sendo um importante ativo para investidores em todo o mundo. Em períodos de instabilidade e inflação, o metal precioso preserva sua relevância histórica como reserva de valor, capaz de atravessar ciclos econômicos, proteger patrimônio e impulsionar novas oportunidades.
No entanto, o futuro da mineração não se sustenta apenas na tradição. Ele está sendo construído com base em inovação, segurança, eficiência operacional e, sobretudo, responsabilidade socioambiental. A AngloGold Ashanti, uma das maiores produtoras de ouro do mundo, segue avançando nessa direção, combinando 191 anos de atuação no país com uma visão clara sobre os próximos capítulos do setor mineral.
Ao longo dessa trajetória, a empresa consolidou aprendizados que reforçam uma certeza: uma mineração moderna precisa gerar prosperidade, proteger o meio ambiente e melhorar a vida das pessoas. Em 2025, essa convicção ganhou um novo marco com a criação do Instituto AngloGold Ashanti, frente social da empresa. Reforçando o compromisso com o desenvolvimento sustentável e o bem-estar das comunidades onde opera, a companhia destinou mais de R$ 13 milhões a iniciativas voltadas à educação, cultura, meio ambiente, inclusão social e desenvolvimento econômico.
A mineração do futuro precisa ser, necessariamente, sinônimo de desenvolvimento sustentável, gerando um legado efetivamente positivo para as comunidades e para o território onde atuamos. Em Nova Lima (MG), estamos avançando em uma das iniciativas mais emblemáticas dessa visão: o Projeto Nova Vila. Nas antigas áreas mineradas estamos construindo uma proposta de transformação urbana que integra centros culturais, áreas verdes, moradias e infraestrutura qualificada, preservando o valor histórico e ambiental da região. Serão 260 mil m², com 25% dessa área destinada a corredores ecológicos e à proteção da Mata Atlântica, além da revitalização de mais de 19,6 mil m² de estruturas históricas que fazem parte da memória da mineração brasileira. Esse esforço se soma a um compromisso contínuo com a conservação da biodiversidade. Mantemos mais de 10,5 mil hectares de áreas protegidas, o equivalente a quase 10 mil campos de futebol dedicados exclusivamente à preservação ambiental.
Ao defender uma mineração sustentável, defendemos um modelo econômico capaz de gerar riqueza, criar oportunidades e proteger o futuro. O compromisso da AngloGold Ashanti com a redução das emissões de gases de efeito estufa registrou um resultado expressivo: redução de 63% em relação ao ano-base 2021. Esse avanço foi alcançado por meio da intensificação do uso de energias renováveis, da modernização tecnológica das plantas industriais, além de diversas frentes e projetos de eficiência energética.
As operações da AngloGold estão entre as mais avançadas do mundo no campo da tecnologia de mineração, pela excelência dos equipamentos e processos utilizados e pelo desenvolvimento de soluções de engenharia, com foco em segurança e em sustentabilidade. Em 2025, a companhia renovou a certificação do LBMA Responsible Gold Guidance, permanecendo como a única mineradora do Brasil reconhecida por seguir os mais altos padrões internacionais de rastreabilidade do ouro e respeito aos direitos humanos ao longo de toda a cadeia de valor.
A mineração do futuro não se mede apenas pelo ouro que produz, mas pelo valor que devolve à sociedade. Seguiremos comprometidos em inovar, reduzir impactos, proteger vidas, respeitar territórios e gerar oportunidades que ultrapassem a duração de nossas operações. O legado que buscamos construir é duradouro: uma mineração para desenvolver as pessoas e a sociedade. Esse é o compromisso da AngloGold Ashanti para esta e para as próximas gerações.

Excelente reflexão, Luís. O texto traduz com clareza como a mineração do futuro precisa ir além do desempenho econômico, integrando inovação, responsabilidade socioambiental e geração de valor real para os territórios e comunidades. Iniciativas como o Instituto AngloGold Ashanti, o Projeto Nova Vila e os avanços em descarbonização mostram que é possível conciliar eficiência operacional, preservação ambiental e desenvolvimento humano. Um legado que de fato atravessa gerações.