GALVANI DEIXOU DE EMITIR 58,5 MIL T DE CO₂ COM USO DE BIOMASSA

GALVANI DEIXOU DE EMITIR 58,5 MIL T DE CO₂ COM USO DE BIOMASSA

A transição para uma indústria de menor intensidade de carbono passa, necessariamente, pela transformação das matrizes energéticas. Na indústria de fertilizantes, essa transição já se materializa na prática: a Galvani deixou de emitir 58,5 mil toneladas de CO₂ equivalente (tCO₂e) em 2024 ao priorizar o uso de biomassa em substituição a combustíveis fósseis em suas operações.

O resultado reflete uma estratégia consolidada de descarbonização baseada em três frentes: substituição energética, uso de fontes renováveis certificadas e gestão estruturada das emissões.

A biomassa utilizada pela companhia – composta por madeira de reflorestamento – é aplicada em processos industriais que demandam geração de calor e vapor, como secagem de minério e produção de fertilizantes. Essa substituição direta de fontes fósseis, como carvão mineral e óleo combustível, é um dos principais vetores de redução da pegada de carbono da operação.

Sylvia Tabarin
Sylvia Tabarin

Segundo Sylvia Tabarin, diretora de Relações Institucionais e Sustentabilidade da Galvani, a iniciativa também reforça práticas de economia circular. “A utilização de biomassa reduz a pegada de carbono e promove um modelo energético mais sustentável, alinhado à transição para uma economia de baixo carbono”, afirma.

Gestão climática estruturada e mensuração de impacto

O avanço na estratégia sobre temas climáticos da Galvani ganhou robustez em 2024 com a publicação do seu primeiro inventário corporativo de emissões de gases de efeito estufa, elaborado com base na metodologia do GHG Protocol e divulgado no Registro Público de Emissões.

O levantamento contempla as emissões dos Escopos 1 e 2 – que incluem tanto as emissões diretas das operações quanto aquelas associadas ao consumo de energia – e permitiu quantificar, com maior precisão, os resultados das iniciativas implementadas ao longo dos anos.

Ao evitar a emissão de 58,5 mil toneladas de CO₂, o resultado equivale, por exemplo, às emissões anuais de cerca de 26 mil veículos de passeio movidos a gasolina, ou ao potencial de captura de carbono de aproximadamente 420 mil árvores.

“Com a estruturação do inventário, consolidamos a gestão orientada por dados, fortalecendo nossa capacidade de monitorar, aprimorar e escalar resultados”, destaca Sylvia.

Energia renovável certificada e transparência

Como parte da estratégia de transição energética, a Galvani também utiliza energia elétrica proveniente de fontes renováveis certificadas por meio do sistema internacional I-REC.

Os certificados asseguram a rastreabilidade da eletricidade consumida, garantindo que a energia utilizada nas operações tem origem em fontes como hidrelétricas, solares, eólicas e biomassa. A prática reforça a transparência no reporte ambiental e contribui diretamente para a redução das emissões indiretas da companhia.

A estratégia ASG está integrada ao plano de expansão da empresa. Em 2024, a Galvani investiu R$ 296 milhões na ampliação de suas operações, mantendo como diretriz a integração entre aumento de capacidade produtiva e eficiência energética.

Na foto (Divulgação) em destaque Complexo Industrial de Luís Eduardo Magalhães, na Bahia

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