Encantada. É o que se pode dizer da venda da Bahia Mineração (Bamin). A empresa vive um impasse desde que seu controlador, o grupo Eurasian Resources, deixou pública e notória a falta de recursos financeiros para bancar o ambicioso projeto Pedra de Ferro que, além da mina, em Caetité, na Bahia, inclui o transporte ferroviário do minério até um terminal no Porto Sul, em Ilhéus.
Atendendo ao interesse do governo federal em viabilizar o empreendimento, a Vale se uniu à Cedro Mineração e ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) em um consórcio para comprar a Bamin. A vontade de fazer negócio arrefeceu e, agora, parece novamente desperta.
Com uma condição: encontrar um investidor para o terminal portuário, deixando ao consórcio a operação da mina e a conclusão do trecho 1 da FIOL (Ferrovia de Integração Oeste-Leste), entre Caetité e Ilhéus, concessionada à Bamin e por ela interrompida. Dizem que árabes ou chineses podem desencantar o negócio. Que os orixás ajudem.
