COMO A INB PODE LIDERAR A NOVA ERA DA ENERGIA LIMPA

COMO A INB PODE LIDERAR A NOVA ERA DA ENERGIA LIMPA

Por Tomás Filho, presidente e diretor de Recursos Minerais da Indústrias Nucleares do Brasil (INB)

A crescente demanda energética global e a transição para fontes limpas, fortalece a energia nuclear não apenas como uma alternativa viável, mas como uma solução estratégica e indispensável. Para o Brasil, e em particular para a Indústrias Nucleares do Brasil (INB), este momento representa uma confluência única de oportunidades para reafirmar sua soberania tecnológica e se posicionar como um player global de relevância. A INB detém o monopólio constitucional do urânio no país e domina diversas etapas do ciclo do combustível nuclear. Entre mais de 190 nações da ONU, apenas dez possuem tal capacidade tecnológica. Atualmente, a INB é a força motriz por trás do combustível que abastece as usinas de Angra 1 e Angra 2.

O Mapa Estratégico 2025-2029 da INB, em sua visão de “estar inserida no contexto internacional como fornecedora de energia limpa, segura e sustentável”, e sua missão de “fornecer produtos e serviços associados ao ciclo do combustível nuclear, destinados à geração de energia limpa, segura e sustentável, com excelência na gestão empresarial, garantindo sustentabilidade e impulsionando a transição energética”, já aponta para a exploração do potencial de urânio existente no Brasil. Projetos como o da Mina de Santa Quitéria (CE) e a prospecção de novos depósitos e avaliação de recursos e reservas minerais são cruciais.

Conforme o World Nuclear Fuel Report: Global Scenarios for Demand and Supply Availability 2025-2040 (WNFR), “recursos recuperáveis identificados são suficientes para atender até mesmo aos requisitos de urânio do Cenário Superior do Relatório de Combustível Nuclear ao longo do horizonte temporal deste relatório.” Isso significa que o Brasil possui reservas que podem não apenas suprir suas próprias necessidades, mas também atender a uma demanda internacional crescente.

A capacidade da INB de dominar o ciclo do combustível nuclear é um diferencial competitivo. A implantação da Usina de Conversão e da Usina Comercial de Enriquecimento de Urânio, listadas como projetos prioritários no Mapa Estratégico da INB, são iniciativas que podem catapultar o Brasil para uma posição ainda mais proeminente. Com a mudança de acionistas na Eletronuclear, que sinaliza um novo fôlego para o Programa Nuclear Brasileiro, e a esperança renovada na construção de Angra 3, a demanda interna por combustível nuclear se expandirá significativamente.

O WNFR 2025-2040 é categórico: a demanda global por U3O8 e a frota de reatores nucleares estão em expansão, o que deve quase dobrar a capacidade de geração nuclear, de 372 GWe em 2024 para 746 GWe em 2040. Essa expansão é impulsionada por políticas governamentais favoráveis à energia de baixo carbono e por preocupações crescentes com a segurança e independência energética, especialmente após eventos geopolíticos recentes.

Ao mesmo tempo, o relatório aponta para uma “recuperação dos níveis de produção de urânio, com a produção global de mais de 60.000 tU em 2024 – um aumento de 22% em comparação com 2022.” No entanto, adverte que “à medida que as minas existentes enfrentam um esgotamento de recursos na próxima década, a necessidade de um novo suprimento primário de urânio se torna ainda mais urgente”. Somando-se a essa realidade o longo tempo necessário para uma nova mina entrar em operação, cria uma lacuna de oferta que o Brasil pode preencher.

Em conclusão, o momento atual é de ouro para a INB. Ao investir na prospecção de novas minas, na implantação de usinas e na nacionalização de componentes, a empresa reduz a dependência tecnológica externa e de clientes majoritários e também se capacita para ser um fornecedor-chave no mercado internacional. O futuro da energia nuclear é promissor e a INB está pronta para liderar o caminho, transformando o potencial brasileiro em uma realidade de energia limpa, segura e sustentável para o mundo.

Foto: INB/Divulgação

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