Iniciamos este Especial Barragens com um balanço da atuação da Superintendência de Barragens e Pilhas de Mineração (SBP), órgão da Agência Nacional de Mineração responsável pela fiscalização de estruturas de armazenamento e disposição de rejeitos minerais, em operação e em obras de descaracterização, e também por seu monitoramento, ativo e passivo, após eliminadas. Mesmo com gargalos como cortes orçamentários e quadro técnico deficitário em número de profissionais, a SBP segue desempenhando da melhor forma possível suas atribuições, acrescidas, desde 2022, da fiscalização de barragens de rejeitos nucleares e, desde 2024, de pilhas de rejeito e estéril.
Na sequência trazemos um panorama da gestão e de projetos em elaboração, andamento ou concluídos para a descaracterização de barragens construídas a montante ou por outros métodos e de bacias de contenção de rejeitos. Incluem-se nesse rol, estruturas da Anglo American, AngloGold Ashanti, ArcelorMittal, Artemyn, Mineração Rio do Norte (MRN) e Samarco. Em artigo técnico, os engenheiros especialistas nas áreas de Inovação e Geotecnia, respectivamente, Gil Ribeiro e Wanderson Silvério Silva, da Samarco, tratam do aproveitamento de rejeitos arenosos pela empresa em produtos para pavimentação viária e em obras de descaracterização e destacam o projeto inovador para viabilizar o empilhamento de uma parcela da lama gerada no processo produtivo da empresa, reduzindo sua disposição em cava, que ganha maior vida útil, e eliminando a necessidade de novas estruturas para o armazenamento do material.
No mesmo caderno especial detalhamos a expertise da Contrutora Vale Verde em engenharia pesada. A empresa especializou-se em obras para mineração, atuando em todas as etapas da vida útil de minas – da abertura, passando pela operação, até o fechamento – e no manejo de rejeitos, dragagem convencional e mecanizada, alteamento e descaraterização de barragens de rejeito. Adepta de inovações tecnológicas, a Vale Verde foi pioneira no Brasil na execução da descaraterização de uma barragem usando equipamentos remotamente operados em 2022.
EFICIÊNCIA, MESMO COM ESCOPO AMPLIADO E RECURSOS LIMITADOS
EM PLENA ATIVIDADE E MONITORAMENTO CONTÍNUO
MEDIDAS ESTRUTURADAS E MONITORAMENTO PÓS-OBRAS
SERRA AZUL É DESCARACTERIZADA COM OPERAÇÃO REMOTA
ARTEMYN DESCARACTERIZA COMPLEXO 5 DA BACIAS ATÉ DEZEMBRO
PLANEJAMENTO E RIGOR TÉCNICO NAS BARRAGENS DA JAGUAR
AVANÇO DE OBRAS NA BARRAGEM DO GERMANO É DE 92%
KNOW HOW E TECNOLOGIA EM ENGENHARIA PESADA
EMPILHAMENTO SUSTENTÁVEL DE LAMA NA PRODUÇÃO DE MINÉRIO
Foto em destaque: Visão geral da barragem Eixo 1, com obras finalizadas (Samarco Divulgação)
