Por Fabiano Costa, CEO da AMG Brasil
É inegável que 2025 foi determinante para consolidar o Brasil como um dos atores da transição energética global. Nós, da AMG Brasil, temos orgulho de contribuir para esse movimento, por meio da verticalização do nosso lítio e dos incrementos nas operações de tântalo, nióbio e alumínio. Fazemos isso respeitando um princípio central: a nossa eficiência operacional não se dissocia do compromisso ambiental e do desenvolvimento dos territórios em que atuamos.
Um dos exemplos mais significativos é a ampliação da Planta de Concentrado de Lítio, que está alcançando a marca de 130 mtpa, um salto de cerca de 45% na produção. Além do aumento da capacidade, a expansão trouxe ganhos ambientais concretos: um sistema interno de tubulação de bombeamento para o transporte da matéria-prima que alimenta a planta substituiu o uso de caminhões e deve resultar em uma redução estimada em 25 t métricas de CO₂/ano.
Também no segmento de lítio, seguimos com os estudos para a instalação de uma nova planta que produzirá cerca de 17 mtpa de hidróxido de lítio (base seca nominal). O produto de grau industrial e com maior valor agregado será exportado para uma refinaria do Grupo AMG na Alemanha, onde será convertido em hidróxido de lítio de grau de bateria. Com a nova unidade teremos uma rota de transporte marítimo mais enxuta. Ao invés do processamento do mineral via fluxo Brasil–China–Alemanha, teremos uma rota de produção Brasil–Alemanha. Isso propiciará uma redução estimada de cerca de 90 mt de CO₂/ano.
O novo projeto também fortalecerá o nosso compromisso com o aproveitamento integral dos minerais. Os resíduos do processamento de lítio serão transformados em sulfato de sódio e aluminossilicato, insumos destinados aos mercados de detergentes de limpeza e de materiais cimentícios. A lógica é clara: extrair valor máximo, gerar desperdício mínimo e ampliar benefícios para toda a cadeia, além reduzir as emissões de CO₂.
Outro avanço são os estudos da segunda etapa do Projeto de Desaguamento, que estão permitindo transformar os resíduos da Planta de Concentrado de Lítio em feldspato sódico. A iniciativa já promove uma redução de 46% no volume destinado à Barragem Volta Grande 3, ampliando a sua vida útil e fortalecendo a gestão segura de rejeitos.
No tântalo, concluímos a expansão da planta que elevará a nossa produção de 300 mil para 400 mil libras/ano, com a previsão de alcance da capacidade plena no primeiro trimestre de 2026.
Paralelamente, os últimos dois anos foram decisivos para a revitalização da nossa Planta Química de Óxidos de Tântalo e Nióbio, que agora está atingindo 600 tpa de nióbio para atender clientes globais de setores de alta tecnologia.
Com o alumínio, seguimos avançando na estabilização e qualificação da nossa linha de produtos, com destaque para o desenvolvimento do TIBAl Evolution. Esse refinador de grão, essencial para as indústrias automotiva, de bens de consumo, construção civil e aeroespacial, vem ampliando a nossa presença nos mercados europeu e asiático, reafirmando a capacidade competitividade tecnológica brasileira.
Esses projetos são alicerçados pelos nossos esforços para manutenção dos padrões internacionais de gestão. A nossa Unidade de Materiais Especiais, por exemplo, mantém as certificações ISO 14001, ISO 9001 e ISO 45001, confirmando a nossa busca permanente pela excelência ambiental, qualidade dos processos e pela segurança ocupacional. Para a Unidade de Minerais Críticos, a meta para 2026 é a certificação IRMA (Initiative for Responsible Mining Assurance), um dos referenciais globais mais robustos em mineração responsável.
Ao desenvolver essas iniciativas, reafirmamos a nossa convicção de que o protagonismo do Brasil na transição energética depende da união entre inovação e responsabilidade ambiental. Seguimos avançando com visão de futuro, rigor técnico e um compromisso genuíno com o desenvolvimento sustentável. Afinal, na AMG Brasil, responsabilidade ambiental é um valor diário e inegociável.
