Dados que ajudam a identificar novas áreas com potencial mineral e orientam investimentos no setor ganharam destaque durante o 12º Simpósio Brasileiro de Exploração Mineral (Simexmin), em Ouro Preto (MG). No evento, o Serviço Geológico do Brasil (SGB) lançou novos produtos e apresenta plataformas e estudos que ampliam o conhecimento geológico do país e apoiam o desenvolvimento da cadeia mineral brasileira.
Entre os lançamentos estão a versão em português da publicação Panorama do potencial do Brasil para minerais críticos e estratégicos: 2026; o dashboard Panorama dos Elementos Terras Raras no Brasil; o informe de recursos minerais Avaliação do potencial de lítio no Brasil: área da Subprovíncia Pegmatítica de Solonópole; e o informe técnico Ocorrências de Fosfato em São Gonçalo do Amarante (CE).
O SGB também apresentou os resultados do Projeto Aerogeofísico Sudeste do Tocantins e do Projeto de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) Geodinâmica da Província Mineral de Carajás, desenvolvido em parceria com a Agência para o Desenvolvimento e Inovação do Setor Mineral Brasileiro (Adimb).
“A entrega desses novos produtos reforça o compromisso do SGB com a ampliação do conhecimento geocientífico do território nacional. Ao longo de décadas, a instituição consolidou uma base robusta de dados e informações técnicas que subsidiam políticas públicas, apoiam o planejamento estratégico e contribuem para o desenvolvimento sustentável do país”, ressalta o diretor-presidente do SGB, Vilmar Simões.
Novas entregas
O Panorama do potencial do Brasil para minerais críticos e estratégicos: 2026 reúne dados atualizados sobre reservas, produção mineral e áreas com potencial para minerais estratégicos, além de consolidar entregas recentes da instituição, como o novo Mapa Geológico do Brasil, a ampliação dos levantamentos geoquímicos e geofísicos e o avanço dos Planos Decenais de Mapeamento Geológico Básico e de Pesquisa de Recursos Minerais. Confira aqui.
O Brasil concentra algumas das maiores reservas mundiais de nióbio e possui potencial relevante para grafita, níquel, terras raras e lítio, minerais considerados essenciais para cadeias produtivas ligadas à transição energética, mobilidade elétrica e tecnologias avançadas.
No novo dashboard Panorama dos Elementos Terras Raras no Brasil, o SGB apresentou informações e dados sobre ocorrências e potencial desses minerais no território nacional. Essas informações ganham importância diante do avanço das discussões sobre o uso de terras raras em tecnologias estratégicas, como motores elétricos, baterias, turbinas eólicas e equipamentos eletrônicos. A ferramenta contribui para ampliar o conhecimento sobre áreas com potencial e apoiar o desenvolvimento da cadeia produtiva.
Novos informes
O SGB também apresentou o informe de recursos minerais Avaliação do potencial de lítio no Brasil: área da Subprovíncia Pegmatítica de Solonópole, que reforça o potencial do Ceará para novas descobertas minerais e amplia o conhecimento geológico sobre uma das áreas mais promissoras para lítio no país. Acesse aqui.
No evento, também foi divulgado o informe técnico sobre ocorrências de fosfato em São Gonçalo do Amarante (CE). O estudo identificou litologias com concentrações relevantes de fosfato e diferentes estilos de mineralização, ampliando o conhecimento sobre o potencial mineral da região e indicando novas perspectivas para pesquisas voltadas a esse recurso estratégico. Acesse aqui.
O diretor de Geologia e Recursos Minerais, Valdir Silveira, reforçou a importância da disponibilização dos dados para a sociedade: “Em um cenário de transformação tecnológica e uso crescente de inteligência artificial, dados confiáveis e estruturados tornam-se ainda mais valiosos e evidenciam o papel estratégico do SGB na produção de conhecimento técnico-científico. Os dados de qualidade gerados também representam soberania”, afirmou.
As publicações fazem parte da ação Pesquisa Mineral, do Programa Mineração Segura e Sustentável, que tem, entre os seus objetivos, criar um ambiente orientado para a atração de investimentos em pesquisa, produção e transformação mineral. As metas do programa incluem o avanço da cobertura de mapeamento geológico, de levantamentos geoquímicos e geofísicos, além da avaliação dos recursos minerais do Brasil.
