A MadCap anunciou o lançamento do LTWSK Mining Fund, com meta de captação de US$ 200 milhões para investir em minerais estratégicos no Brasil. A proposta é alocar recursos em projetos de exploração, desenvolvimento e ativos em fase de implantação (CAPEX), capturando valorização antes da maturidade operacional plena.
O fundo terá foco em insumos como níquel, cobre, grafita, terras raras e tungstênio — fundamentais para mobilidade elétrica, armazenamento de energia, defesa e semicondutores. Projeções globais indicam que a demanda por minerais críticos pode mais que dobrar até 2040.
O movimento ocorre em meio à reconfiguração das cadeias globais de suprimento. Atualmente, a China concentra mais de 60% da mineração de terras raras e cerca de 90% da capacidade de refino, o que tem impulsionado a busca por diversificação geográfica.
“O Brasil ocupa posição estratégica nesse cenário”, afirma Mozart Litwinski, ex-CEO da Ferrous e ex-executivo da Vale. Segundo ele, o país reúne reservas relevantes, infraestrutura energética e tradição no setor. Litwinski lidera o Comitê de Administração do fundo, ao lado de Elmer Salomão e Guilherme Jácome.
A MadCap é uma gestora independente focada em ativos reais e empresas com potencial de ganho operacional. Criada há menos de um ano, a companhia projeta alcançar R$ 1 bilhão sob gestão até dezembro, com atuação também em agronegócio e bens de consumo.
Para Elmer Salomão, a mineração exige rigor técnico desde a origem: “Avaliar qualidade do depósito, viabilidade de processamento, licenciamento ambiental e estrutura de custos é determinante para reduzir incertezas”.
Segundo Leonardo Sá, o modelo do fundo aposta na diversificação por mineral e estágio de maturidade para equilibrar retorno e risco. “A estrutura foi desenhada para lidar com variáveis técnicas, regulatórias e de mercado desde o início”, afirma.
