Cerca de 150 lideranças políticas e empresariais participaram do 1º Fórum Faixa de Fronteira, realizado em Caçapava do Sul (RS), para debater o Projeto de Lei 1455/22, que propõe alterações nas regras de investimento em áreas fronteiriças. O encontro foi promovido pela Frente pelo Desenvolvimento da Região da Campanha e teve como foco o impacto das mudanças no crescimento econômico regional.
De autoria do ex-senador Lasier Martins, o projeto prevê a redução da faixa com restrições ao capital estrangeiro de 150 para 15 quilômetros. A proposta tramita no Senado Federal e tem como relator o senador Luís Carlos Heinze, que defende a medida como essencial para impulsionar investimentos em diversas regiões do país, especialmente no Rio Grande do Sul.
Segundo Heinze, a legislação atual afeta diretamente cerca de 60% do território gaúcho e impõe limitações a 11 estados brasileiros. A expectativa é que a flexibilização das regras atraia recursos privados, especialmente para setores como mineração e indústria, considerados estratégicos para o desenvolvimento local.
A região da Campanha concentra importantes jazidas minerais, com potencial para exploração de fosfato, ouro, cobre, calcário, carvão e terras raras. Para representantes do setor produtivo, a revisão da legislação pode destravar projetos e ampliar a geração de empregos e renda. O tema foi reforçado por Paulo Serpa, que destacou o potencial econômico ainda pouco explorado na região.
Durante o evento, o presidente da Federasul, Rodrigo Sousa Costa, ressaltou a necessidade de articulação regional para reverter o cenário de estagnação econômica da Metade Sul do estado. Ele defendeu a construção de uma agenda conjunta de desenvolvimento e criticou gargalos históricos de infraestrutura.
Ao final do fórum, o presidente da Frente pelo Desenvolvimento da Região da Campanha, Eraldo Vasconcellos, apresentou uma carta aberta ao Senado Federal, formalizando o apoio das lideranças locais à aprovação do projeto. A mobilização evidencia o interesse crescente em atualizar o marco regulatório e ampliar a competitividade de regiões estratégicas do país.
