Neste Especial Içamento & Transporte (I&T) trazemos cases de operações de transporte, movimentação e içamento de cargas de grandes volumes e dimensões em minas e usinas de beneficiamento e siderúrgicas no Brasil. São projetos para a instalação de novos equipamentos de processo e de manutenção dos já existentes, neste caso, visando a substituição de componentes ou peças danificadas ou a chamada remoção técnica, que implica na retirada integral do equipamento obsoleto, em final de vida útil e de baixa produtividade, por outro que possa garantir a continuidade da operação, sem falhas e interrupções frequentes.
Nos dois setores – mineração e siderurgia -, a realização de içamentos de cargas do porte de uma britagem, um moinho, uma correia transportadora, uma retomadora de minério ou um rotor de alto-forno, para ficar apenas entre alguns dos exemplos das próximas reportagens, é classificada entre os principais riscos operacionais por mineradoras. A Vale, por exemplo, em seu Relatório Integrado 2024, publicado em 14/04/2025, posiciona esse tipo de operação no 5º lugar (RAC 05) de seu ranking de riscos de segurança.
Não bastassem o peso e dimensões das cargas, o ambiente para sua movimentação é desafiador. Espaços limitados ou confinados; interferências diversas como as representadas por tubulações e linhas de energia aéreas; vias de acesso desniveladas, com declive e curvaturas acentuadas e sem resistência para o patolamento de grandes guindastes ou a passagem de linhas de eixo; condições climáticas adversas, em particular, a ocorrência de ventos e chuvas; cronogramas exíguos; e, não raro, a continuidade da produção da mina nas áreas adjacentes e no entorno do projeto de transporte e içamento.
Para esta edição selecionamos cases de grande complexidade, não à toa planejados e executados por empresas com know-how e experiência positivamente certificados ao longo de vários anos. São elas: a Bolbi Movimentação de Cargas, a Construcap CCPS Engenharia e Comércio, a IPS Engenharia, a Locar Guindastes e Transportes Intermodais, a Makro Engenharia, a Montcalm Montagens Industriais e a Techint Engenharia e Construção.
Seu trabalho é de engenharia pura, mas pouco divulgado, por ser de bastidor. Sem ele, no entanto, as minas não manteriam sua produtividade, não aumentariam sua capacidade, não diversificariam seu portfólio de minérios, não modernizariam suas instalações básicas. Sem ele, a mineração não seria, enfim, sustentável, no conceito pelo qual a conhecemos hoje.
Foto em destaque: Silo sendo posicionado para montagem final (Construcap Divulgação)
SILOS DE CARVÃO GROSSO E FINO EM SIDERÚRGICA
INSTALAÇÃO DE COMPONENTES DE BRITAGEM PRIMÁRIA
REVITALIZAÇÃO DE USINA SIDERÚRGICA EM PECÉM
INTERVENÇÃO PLANEJADA EM ESPESSADOR DE CONCENTRADO
REMOÇÃO TÉCNICA PARA TROCA DE QUEIMADORES
