ATLAS CRITICAL MINERALS INICIA NEGOCIAÇÕES NA NASDAQ

ATLAS CRITICAL MINERALS INICIA NEGOCIAÇÕES NA NASDAQ

A Atlas Critical Minerals Corporation, empresa focada na exploração e no desenvolvimento de projetos de terras raras, grafite de grau nuclear e urânio, iniciou hoje, 13 de janeiro de 2026, a negociação de suas ações ordinárias no Nasdaq Capital Market, sob o símbolo ATCX.

Marc Fogassa, CEO e presidente do Conselho de Administração da companhia, afirma que a listagem na Nasdaq representa um marco transformador para a empresa, ao ampliar sua visibilidade global e o acesso a investidores institucionais. “Nosso portfólio diversificado em múltiplos minerais críticos é praticamente único entre as empresas de capital aberto e reflete a dedicação de nossas equipes técnica e de desenvolvimento de negócios. Estamos honrados com o interesse demonstrado pelos investidores em nossa recente oferta, que nos permitiu reforçar o financiamento, e esperamos avançar em diversas frentes nos próximos meses”, destacou o executivo.

A Atlas Critical Minerals controla mais de 218 mil hectares em direitos minerários, configurando um dos maiores portfólios de minerais críticos entre companhias listadas em bolsa. A base de ativos inclui projetos de terras raras, grafite de grau nuclear, urânio e uma operação de minério de ferro em expansão, já geradora de receita. As propriedades minerais estão localizadas no Brasil, país que detém a segunda maior reserva mundial de terras raras, atrás apenas da China.

Principais destaques do portfólio

Estratégia dupla em terras raras
O Projeto de Terras Raras Alto do Paranaíba apresenta mineralização de alto teor hospedada em conglomerados, com amostras de superfície de até 28.870 ppm de TREO (Óxido Total de Terras Raras). As interceptações de perfuração incluem 12 metros com teor médio de 5.961 ppm de TREO e relação MREO/TREO de 28%.
Já o Projeto de Terras Raras Iporá abriga depósitos em argila iônica, com taxas de recuperação de MREO superiores a 60% para elementos críticos utilizados em ímãs permanentes.

Grafite de grau nuclear confirmado
O Projeto de Grafite Malacacheta atingiu 99,9995% de pureza de carbono em testes independentes realizados em laboratório nos Estados Unidos, qualificando-se para o mercado de grafite nuclear ultra-premium. Esse segmento, segundo relatos de mercado, alcança preços entre US$ 25 mil e US$ 35 mil por tonelada, representando um prêmio de 10 a 15 vezes em relação ao grafite padrão para baterias, normalmente comercializado entre US$ 2.000 e US$ 2.400 por tonelada.

Portfólio estratégico de urânio
A empresa detém 143.725 hectares distribuídos em 39 direitos minerários, alguns localizados em áreas adjacentes ou próximas a regiões com restrições impostas pelo governo brasileiro em função do elevado potencial de urânio. O Brasil figura entre os dez maiores países do mundo em reservas de urânio, oferecendo expressivo potencial exploratório em uma jurisdição ainda pouco desenvolvida. A Atlas avalia ativamente essas áreas em antecipação a possíveis mudanças regulatórias no país.

Operações geradoras de receita
O Projeto de Minério de Ferro Rio Piracicaba iniciou operações geradoras de receita no final de novembro de 2025. O minério é transportado seis dias por semana para uma planta de processamento terceirizada, onde é convertido em matéria-prima para sinterização. O modelo operacional de baixo investimento de capital deve gerar fluxo de caixa no curto prazo, contribuindo para os custos corporativos e para as atividades de exploração do portfólio de minerais críticos.


Terras raras: estratégia de projeto duplo

O portfólio de terras raras da companhia totaliza 53.939 hectares, distribuídos em 33 direitos minerários nos estados de Minas Gerais e Goiás.

O Projeto Alto do Paranaíba, em Minas Gerais, compreende 21 direitos minerários, cobrindo 27.737 hectares, com formações conglomeráticas ricas em terras raras e titânio como potencial subproduto comercial. A amostragem de superfície revelou teores de até 29.870 ppm de TREO. Das 809 amostras analisadas, 608 apresentaram teores superiores a 1.000 ppm de TREO, e 121, acima de 3.000 ppm. A perfuração inicial, com 11 furos totalizando 144 metros, confirmou mineralização rasa, incluindo o furo DHTI-001, com 12 metros a 5.961 ppm de TREO, e o furo DHTI-002, com 6 metros a 7.729 ppm de TREO. Um Relatório Técnico conforme o Item 1300 do Regulamento SK (SK 1300), elaborado pela SGS, foi protocolado na SEC em 14 de agosto de 2025.

O Projeto Iporá, em Goiás, compreende 12 direitos minerários, abrangendo 18.615 hectares, voltados a depósitos de argila iônica. As interceptações incluem o furo DHIP-0006, a 8 metros, com 2.071 ppm de TREO e 775 ppm de MREO, além de um pico de 3.822 ppm de TREO e 1.803 ppm de MREO em um intervalo de 1 metro. Os testes metalúrgicos alcançaram recuperação de MREO superior a 60%, HREO de 55% e ítrio de 63%. O Relatório Técnico SK 1300 correspondente foi arquivado na SEC em 3 de outubro de 2025.


Grafite: qualidade de grau nuclear confirmada

O Projeto de Grafite Malacacheta abrange 1.258 hectares em Minas Gerais. Um Relatório Técnico inicial em conformidade com o SK 1300 foi protocolado na SEC em 14 de agosto de 2025. Amostras de concentrado enviadas à American Energy Technologies Company (AETC), laboratório especializado em grafite nos EUA, alcançaram 99,9995% de pureza de carbono em peso por meio de purificação térmica, atendendo às rigorosas especificações de grau nuclear sem o uso de gases halogênios. A área superficial BET pós-purificação, de 0,89 m²/g, posicionou o material em nível comparável a depósitos líderes, incluindo grafite em flocos premium da província de Qingdao, na China. O Relatório Técnico foi atualizado com esses resultados e protocolado na SEC em 12 de novembro de 2025.


Urânio: posicionamento estratégico para o crescimento

Os direitos minerários com potencial para urânio abrangem 143.725 hectares em 39 concessões nos estados da Bahia, Ceará, Goiás, Piauí, Pará e Tocantins. Com a crescente demanda energética de data centers que sustentam a revolução da inteligência artificial e outras aplicações avançadas de computação, espera-se que a energia nuclear desempenhe papel cada vez mais relevante. O interesse crescente por pequenos reatores modulares (SMRs) para alimentar data centers em áreas remotas reforça a demanda estrutural de longo prazo por urânio. Atualmente, os Estados Unidos importam a maior parte de seu urânio da Rússia, Cazaquistão e Canadá, enquanto a energia nuclear responde por cerca de 20% da eletricidade gerada no país. A Atlas está bem posicionada para se beneficiar de uma eventual reforma legislativa no Brasil e dos esforços do Ocidente para diversificar as cadeias de suprimento do mineral.


Minério de ferro: geração antecipada de receita

O Projeto de Minério de Ferro Rio Piracicaba, localizado no Quadrilátero Ferrífero, iniciou operações geradoras de receita no final de novembro de 2025. O Relatório Técnico SK 1300 indica recursos de 7.852.912 toneladas, com teor médio de 32% de Fe. Testes metalúrgicos demonstraram a capacidade de concentração por separação magnética, resultando em um produto para sinterização com 64,8% de Fe. Em parceria estratégica com uma operadora independente, o minério é extraído e transportado para uma planta de processamento próxima. A Atlas recebe receitas com base em uma porcentagem do preço do Platts IODEX 62% Fe, protegidas por um preço mínimo previamente estabelecido.

Foto: Mina Rio Piracicaba, de minério de ferro, em operação desde novembro de 2025
Fonte: Atlas Critical Minerals / Divulgação

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