CONSTRUINDO A HISTÓRIA DOS MINERAIS CRÍTICOS NO BRASIL

CONSTRUINDO A HISTÓRIA DOS MINERAIS CRÍTICOS NO BRASIL

Por Thiago Amaral, country manager da St George Mining

O ano de 2025 marcou a consolidação do Brasil no mapa global dos metais críticos. O fortalecimento do conhecimento geológico e o avanço de novos projetos posicionaram o país entre os atores estratégicos de uma cadeia internacional que busca diversificar o fornecimento de insumos para a transição energética. É nesse contexto que o Projeto Araxá, da St George Mining, em Minas Gerais, ganha importância crescente.

Desde que iniciou suas operações no Brasil, a St George atua de maneira integrada, unindo o potencial geológico da região de Araxá ao desenvolvimento de uma cadeia tecnológica capaz de gerar valor agregado e promover o desenvolvimento local. Nesse sentido, a empresa firmou parcerias relevantes, como o investimento para a implantação de um centro tecnológico no campus Araxá do CEFET-MG, e estruturou acordos de cooperação com instituições como o CIT SENAI. No projeto Magbras, fomos a primeira empresa a entregar óxidos de terras raras produzidos com matéria-prima brasileira para o desenvolvimento da cadeia nacional completa de ímãs permanentes.

A valorização do conhecimento local é outro pilar do projeto. Todos os líderes do Projeto Araxá são profissionais experientes, com trajetória consolidada nas operações da região. Mais do que isso, fazemos parte da própria cultura local, somos orgulhosos araxaenses. Integramos profissionais com décadas de experiência com jovens talentos, com novas competências técnicas, promovendo um ambiente corporativo intergeracional. A empresa também privilegia a contratação regional e o fortalecimento de uma rede de fornecedores locais, estimulando desenvolvimento econômico e geração de oportunidades. Na área social, a St George tem ampliado seus mecanismos de relacionamento e diálogo por meio de iniciativas como o programa ASA (Ação Socioambiental Araxá), que apoia projetos locais nas áreas de educação, sustentabilidade e cultura.

Já nas finanças, em 2025 conquistamos um importante marco com a entrada estratégica da Hancock Prospecting, um dos maiores grupos econômicos da Austrália. Além disso, firmamos um memorando vinculante com a REAlloys, fornecedora de materiais magnéticos para o governo dos Estados Unidos. Pelo acordo, a companhia norte-americana poderá garantir um contrato de offtake de até 40% da produção de terras raras da futura mina. Essas alianças comprovam a viabilidade do projeto e sua capacidade de atrair parceiros relevantes.  O nosso foco agora é consolidar o empreendimento como referência mundial em extração e processamento de nióbio e terras raras.

Os resultados obtidos até aqui confirmam esse potencial. As amostras indicam teores elevados e contínuos de Nb₂O₅ e TREO, com características favoráveis à exploração comercial e à futura industrialização. A extensão foi demonstrada tanto por identificação a um quilômetro a oeste do depósito certificado como também a leste. Para dimensionar a relevância da reserva, basta observar que estamos no mesmo patamar das duas operações comerciais de terras raras em escala significativa existentes fora da China: a Mountain Pass Mine, nos Estados Unidos (operada pela MP Materials), e a Mount Weld Mine, na Austrália (operada pela Lynas Rare Earths).

Os desafios do setor de mineração no Brasil, claro, ainda seguem em evidência. No entanto, 2025 demonstrou que o país está preparado para protagonizar uma nova geração da mineração global, baseada em responsabilidade corporativa, eficiência na gestão e inovação na produção.

Para 2026, a St George seguirá avançando com o compromisso de transformar o Projeto Araxá em um marco dos minerais críticos, capaz de demonstrar que é possível combinar competitividade econômica, desenvolvimento territorial e as melhores práticas de gestão ambiental.

Foto: St George Mining/Divulgação

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