Por:Makko DeFilippo, presidente e CEO da Ero Copper
Se uma palavra pudesse definir 2025 – para a Ero Copper e, de muitas maneiras, para a indústria de mineração – seria transformação. Este foi um ano de mudanças, tanto operacional quanto estrategicamente. Para a Ero, ele representou a conclusão de diversos marcos que vinham sendo construídos há anos: o atingimento da produção comercial na nossa nova Operação Tucumã, no Pará, o avanço do projeto do Shaft na Mina Pilar, na Bahia, a mecanização da lavra subterrânea em Xavantina, no Mato Grosso, e o anúncio de uma iniciativa de concentrado de ouro que adiciona uma nova dimensão ao nosso negócio. Juntos, esses avanços refletem não apenas a execução do nosso plano de crescimento, mas também um compromisso renovado com saúde, segurança e excelência operacional – a base de tudo o que fazemos.
Ao assumir o cargo de CEO no início do ano, herdei uma base sólida e um mandato claro: dar continuidade ao legado de crescimento disciplinado da Ero, enquanto preparo a empresa para sua próxima fase de transformação. Nosso sucesso em Tucumã e o progresso contínuo no Projeto Furnas, em parceria com a Vale Base Metals, ilustram a escala de oportunidade existente no Brasil. Esses projetos reforçam nossa convicção de que o Brasil permanece uma das fronteiras mais atraentes do mundo para crescimento de cobre de alta qualidade e criação sustentada de valor.
Em nível global, 2025 também foi um ano de transformações. A competição por minerais críticos se intensificou à medida que a comunidade internacional percebeu que a segurança energética sustenta tanto a segurança nacional quanto a liderança em tecnologias emergentes. O cobre está no centro dessa dinâmica – vital para a eletrificação, a energia renovável e, cada vez mais, para a infraestrutura que impulsiona a revolução global da IA. As apostas são altas, assim como a atenção mundial agora direcionada ao nosso setor para fornecer os minerais essenciais para o futuro.
Esperamos que o cenário de demanda permaneça relativamente forte nesse contexto; no entanto, a oferta tem dificuldades para acompanhar o ritmo devido a interrupções operacionais em várias minas de grande porte, combinadas com a ausência de crescimento significativo na produção no curto prazo. A recente consolidação da indústria, apesar de chamar atenção, não adicionou nova produção de cobre – apenas concentrou a propriedade de operações já existentes.
O resultado é um mercado de cobre com uma oferta que tem dificuldade de semanter estável, somada a uma demanda vigorosa, que analistas acreditam que passará de superávit para déficit até 2026, sustentando um ambiente robusto de preços, que continuam próximos de máximas históricas. Isso ressalta a importância de empresas como a Ero manterem desempenho operacional e executarem seus planos de crescimento, sempre com segurança e agregando valor duradouro às comunidades e regiões onde atuam.
O ouro, por sua vez, desempenhou um papel diferente, mas igualmente importante em 2025. Serviu como reserva de valor em meio à incerteza econômica global, alcançando níveis recordes impulsionados por compras de bancos centrais e demanda de investidores. Embora não seja um mineral crítico ligado à transição energética, seu desempenho reforça a força e a diversidade do portfólio da Ero e a relevância contínua dos metais preciosos em períodos de mudança e incerteza.
Olhando para 2026, a indústria se encontra em um ponto de inflexão definido por oportunidade e responsabilidade. A transição global para energia mais limpa e tecnologia mais inteligente dependerá de um acesso seguro e sustentável a minerais como o cobre. Na Ero, nosso objetivo permanece claro: crescer com segurança, sustentabilidade e estratégia no Brasil – criando valor duradouro para nossos colaboradores, nossos parceiros e nossos acionistas.
Transformação pode ter sido o tema de 2025. Em 2026, nosso foco é disciplina: entregar o que construímos e fortalecer as bases para o futuro.
