{"id":968,"date":"2013-09-11T18:10:49","date_gmt":"2013-09-11T18:10:49","guid":{"rendered":"http:\/\/inthemine.com.br\/site\/?p=968"},"modified":"2013-09-11T18:12:23","modified_gmt":"2013-09-11T18:12:23","slug":"o-cacador-de-rochas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/o-cacador-de-rochas\/","title":{"rendered":"O &#8220;CA\u00c7ADOR DE ROCHAS&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Por <strong>T\u00e9bis Oliveira,<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/ITM7_PesronaFoto.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-1000 alignleft\" alt=\"ITM7_PesronaFoto\" src=\"http:\/\/inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/ITM7_PesronaFoto.jpg\" width=\"264\" height=\"309\" srcset=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/ITM7_PesronaFoto.jpg 330w, https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/ITM7_PesronaFoto-256x300.jpg 256w\" sizes=\"auto, (max-width: 264px) 100vw, 264px\" \/><\/a>Foi com essa personagem que o ge\u00f3logo Cl\u00e1udio Scliar participou de um projeto de inicia\u00e7\u00e3o \u00e0 geologia do Centro de Desenvolvimento Infantil da UFMG, onde \u00e9 professor titular. Ao ser apresentado aos alunos, no encerramento do programa, uma crian\u00e7a quis saber qual era a pedra mais preciosa do mundo. Ele respondeu: \u201c\u00c9 aquela de que mais gostamos, porque \u00e9 muito especial para n\u00f3s ou porque nos foi dada por algu\u00e9m muito especial\u201d. Era uma forma de dizer, explicou uma das professoras do centro, que todos podem ter a sua pr\u00f3pria pedra preciosa. A linha de racioc\u00ednio \u00e9 similar quando Scliar afirma que \u201cexiste um lugar ao sol para todos\u201d na minera\u00e7\u00e3o, de mega-empresas aos garimpos. Entusiasta da organiza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores do setor em cooperativas e do incentivo a arranjos produtivos locais, ele n\u00e3o s\u00f3 acredita nisso como defende que o governo tenha pol\u00edticas que atendam \u00e0s demandas dos diferentes segmentos da produ\u00e7\u00e3o mineral.<\/p>\n<p>Os dois exemplos ilustram bem quem \u00e9 o titular da Secretaria de Geologia, Minera\u00e7\u00e3o e Transforma\u00e7\u00e3o Mineral (SGM), \u00f3rg\u00e3o do Minist\u00e9rio das Minas e Energia (MME). De um lado, o idealismo herdado do pai e do av\u00f4, \u201cexemplos para me envolver nas lutas pela constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade melhor para todos\u201d. De outro, a milit\u00e2ncia em movimentos sociais e partid\u00e1rios que, mesmo na condi\u00e7\u00e3o de docente, jamais abandonou. Formado ge\u00f3logo em 1972 pela UFRJ, com especializa\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancia Pol\u00edtica e Pol\u00edtica Brasileira pela UFMG (1986), em Economia Mineral pelo Ibram (1988) e em Sa\u00fade do Trabalhador e Ecologia Humana pela Fiocruz (1997), Scliar tamb\u00e9m \u00e9 doutor em Geoci\u00eancias pela Unicamp (2000). Foi ge\u00f3logo da Docegeo (CVRD) e possui tr\u00eas t\u00edtulos sobre minera\u00e7\u00e3o publicados, outro em vias de o ser e um quinto, em fase de pesquisa.<\/p>\n<p>At\u00e9 em fun\u00e7\u00e3o de sua trajet\u00f3ria acad\u00eamica, Scliar assume posi\u00e7\u00f5es que, no consenso geral (e muitas vezes leigo) j\u00e1 foram e recorrentemente voltam a ser objeto de pol\u00eamica. Casos da supress\u00e3o do uso do amianto e da autoriza\u00e7\u00e3o do exerc\u00edcio da atividade\u00a0miner\u00e1ria para empresas estrangeiras em regi\u00f5es de fronteira. Para Scliar, o Brasil possui hoje uma das mais avan\u00e7adas pol\u00edticas de sa\u00fade, ambiental e de trabalho para o uso controlado de amianto e as press\u00f5es para banir seu emprego n\u00e3o refletiriam sen\u00e3o uma \u201cdisputa comercial\u201d. J\u00e1 o projeto de lei em curso para permitir que tamb\u00e9m mineradoras internacionais possam operar nas \u00e1reas de fronteira \u00e9, na sua defini\u00e7\u00e3o, \u201cuma proposta que objetiva incentivar a presen\u00e7a de atividades econ\u00f4micas legais nas fronteiras que, muitas vezes, se tornam terra de ningu\u00e9m\u201d.<\/p>\n<p>Outro conceito que o secret\u00e1rio aborda, nesta entrevista exclusiva \u00e0 revista In The Mine, \u00e9 o de sustentabilidade da minera\u00e7\u00e3o que, afirma, deve incluir os impactos positivos e negativos, n\u00e3o somente ambientais, mas econ\u00f4micos e sociais, causados numa determinada comunidade, regi\u00e3o ou mesmo no Pa\u00eds. Scliar fala ainda do garimpo de Serra Pelada e do esfor\u00e7o para a regularizar os t\u00edtulos miner\u00e1rios na regi\u00e3o, que credita \u201c\u00e0 vontade de corrigir erros hist\u00f3ricos que envolveram dezenas de milhares de garimpeiros\u201d. Por fim, atende ao pedido da reportagem para, neste in\u00edcio de segunda gest\u00e3o, enviar um recado \u00e0 minera\u00e7\u00e3o brasileira. A mensagem soa mais como um convite. Ou como uma convoca\u00e7\u00e3o: \u201cComunique-se, interaja, participe\u201d. \u201cA pedra mais preciosa do mundo \u00e9 aquela \u00a0de que mais gostamos, porque \u00e9 muito especial para n\u00f3s ou porque nos \u00a0foi dada por algu\u00e9m \u00a0muito especial\u201d<\/p>\n<p><strong>ITM:<\/strong> Antes de vir para a SGM, o senhor foi secret\u00e1rio-adjunto de Minas e Metalurgia. Seus planos eram incrementar a produ\u00e7\u00e3o local de alguns minerais, valorizar os quadros do DNPM e da CPRM, formalizar o garimpo e desenvolver pol\u00edticas ambientais, econ\u00f4micas e sociais em \u00e1reas mineradas e voltadas \u00e0 sa\u00fade e seguran\u00e7a dos mineradores. Esses planos foram concretizados?<br \/>\n<strong>Scliar:<\/strong> Conseguimos algumas vit\u00f3rias, que nos orgulham, mas ainda temos muitos desafios a superar, o que nos anima a continuar na briga para conseguir resolv\u00ea-los. Vamos aos fatos: para o incremento da produ\u00e7\u00e3o local de minerais foi decisiva a moderniza\u00e7\u00e3o do DNPM, que viabilizou a aprova\u00e7\u00e3o de 1.140 relat\u00f3rios finais de pesquisa por ano, entre 2003 e 2006, a assinatura de 482 portarias de lavra em 2006 e o apoio \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o de 21 arranjos produtivos de base mineral em todo o\u00a0Pa\u00eds. Quanto \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o do quadro funcional, conseguimos um feito hist\u00f3rico ao aprovar o PCCS (Plano de Carreiras, Cargos e Sal\u00e1rios) e fazer concurso p\u00fablico para mais 300 servidores do DNPM.\u00a0 Na CPRM ainda n\u00e3o conseguimos a aprova\u00e7\u00e3o do PCCS, o que continua sendo nossa principal preocupa\u00e7\u00e3o nessa \u00e1rea. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade e seguran\u00e7a ocupacional dos trabalhadores do setor mineral, o DNPM criou uma comiss\u00e3o espec\u00edfica e tem desenvolvido uma s\u00e9rie de a\u00e7\u00f5es nesse sentido.<\/p>\n<p><strong>ITM:<\/strong> Qual \u00e9 a pol\u00edtica nacional de minera\u00e7\u00e3o hoje?<br \/>\n<strong>Scliar<\/strong>: Desde que assumimos, tivemos como objetivo incentivar a\u00e7\u00f5es para a descoberta e abertura de novas minas, entendendo o papel da minera\u00e7\u00e3o como importante para a gera\u00e7\u00e3o de renda, emprego e tributos, o fornecimento de mat\u00e9ria-prima para a ind\u00fastria nacional, o desenvolvimento regional sustent\u00e1vel e, com destaque, a contribui\u00e7\u00e3o no equil\u00edbrio da balan\u00e7a comercial do pa\u00eds. Nesse \u00faltimo aspecto \u00e9 importante ressaltar que o saldo comercial do setor mineral bateu novo recorde em 2006, com a exporta\u00e7\u00e3o de US$ 29 bilh\u00f5es e a importa\u00e7\u00e3o de US$12 bilh\u00f5es, respondendo por 37% do saldo da balan\u00e7a comercial no ano.<\/p>\n<p><strong>ITM:<\/strong> Quais a\u00e7\u00f5es foram ou est\u00e3o sendo implementadas para efetivar essa pol\u00edtica?<br \/>\n<strong>Scliar:<\/strong> Para cumprir os objetivos estabelecidos na pol\u00edtica nacional foram definidos tr\u00eas grandes eixos: reorganizar a Secretaria como formuladora e implementadora das pol\u00edticas nacionais de geologia e minera\u00e7\u00e3o; modernizar o DNPM para cumprir o seu papel de gestor das pol\u00edticas minerais, o que \u00e9 fundamental para a seguran\u00e7a, rapidez e transpar\u00eancia dos t\u00edtulos miner\u00e1rios; capacitar a CPRM na retomada dos levantamentos geol\u00f3gicos, aerogeof\u00edsicos e hidrogeol\u00f3gicos, gerando e disseminando informa\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas para a descoberta de novos dep\u00f3sitos minerais e o ordenamento territorial do pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>ITM:<\/strong> Concretamente, quais resultados foram alcan\u00e7ados? A moderniza\u00e7\u00e3o do\u00a0DNPM viabilizou a aprova\u00e7\u00e3o de 1.140 relat\u00f3rios de pesquisa por ano, a assinatura de \u00a0482 portarias de lavra \u00a0em 2006 e o apoio \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o de 21 arranjos produtivos de base.<br \/>\n<strong>Scliar:<\/strong> S\u00e3o muitos os exemplos dos resultados que conseguimos nesses quatro anos, num trabalho que uniu a SGM, o DNPM e a CPRM e que sempre teve o apoio da ministra Dilma Roussef, at\u00e9 julho de 2005, e do ministro Silas Rondeau, a partir de ent\u00e3o. Gostaria de destacar a reestrutura\u00e7\u00e3o da Secretaria, com a cria\u00e7\u00e3o de quatro departamentos e a participa\u00e7\u00e3o ativa nas discuss\u00f5es do PPA (Plano Plurianual) 2004-2007, al\u00e9m da informatiza\u00e7\u00e3o nos procedimentos burocr\u00e1ticos do DNPM que, juntamente com os 300 novos servidores, \u00e9 a chave para a recupera\u00e7\u00e3o dessa importante entidade do setor mineral brasileiro. A CPRM, por sua vez, somente nos \u00faltimos quatro anos, elaborou 92 novas folhas, nas escalas 1:100.000 e 1:250.000, e cobriu 1.739.949 km de perfis lineares de levantamento aerogeof\u00edsico, equivalendo a mais de 70% do total desses levantamentos feitos no Brasil desde 1953.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-994 alignleft\" alt=\"ITM7_PesronaPERFIL\" src=\"http:\/\/inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/ITM7_PesronaPERFIL.jpg\" width=\"338\" height=\"804\" srcset=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/ITM7_PesronaPERFIL.jpg 470w, https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/ITM7_PesronaPERFIL-126x300.jpg 126w, https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/ITM7_PesronaPERFIL-430x1024.jpg 430w\" sizes=\"auto, (max-width: 338px) 100vw, 338px\" \/><\/p>\n<p><strong>ITM:<\/strong> Quais seriam ent\u00e3o os principais indicadores dessa sustentabilidade?<br \/>\n<strong>Scliar:<\/strong> No meu entendimento, n\u00e3o existem indicadores universais, mas para cada regi\u00e3o devem ser considerados os potenciais do solo e subsolo, a hist\u00f3ria, a cultura e as barreiras econ\u00f4micas para o crescimento de maneira. A agenda 21 do setor mineral, que estamos desenvolvendo em alguns munic\u00edpios mineradores em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel do MMA (Minist\u00e9rio do Meio Ambiente), \u00e9 um caminho para isso.<\/p>\n<p><strong>ITM:<\/strong>\u00a0E quanto ao PPA?<br \/>\n<strong>Scliar:<\/strong>\u00a0A base das pol\u00edticas de minera\u00e7\u00e3o e geologia foi justamente a aprova\u00e7\u00e3o de tr\u00eas programas no PPA 2004-2007, espec\u00edficos e com recursos pr\u00f3prios para cada um dos \u00f3rg\u00e3os de pol\u00edticas p\u00fablicas federais do setor mineral. Outro destaque foi a publica\u00e7\u00e3o da Lei 10.848\/04, que regulamentou a distribui\u00e7\u00e3o dos royalties do petr\u00f3leo, garantindo recursos n\u00e3o or\u00e7ament\u00e1rios para os levantamentos geol\u00f3gicos. Tamb\u00e9m importante foi a inclus\u00e3o de 22 projetos, no valor de R$ 24 milh\u00f5es, no Projeto Piloto de Investimento (PPI), at\u00e9 ent\u00e3o exclusivo para empreendimentos de infra-estrutura.<\/p>\n<p><strong>I<\/strong><strong>TM:<\/strong>\u00a0A minera\u00e7\u00e3o, como um todo, \u00e9 sustent\u00e1vel?<br \/>\n<strong>Scliar:<\/strong>\u00a0A extra\u00e7\u00e3o de bens minerais \u00e9 uma atividade fundamental da sociedade humana. Os min\u00e9rios met\u00e1licos e os n\u00e3o met\u00e1licos fazem parte do nosso dia-a-dia desde os prim\u00f3rdios da civiliza\u00e7\u00e3o. Ap\u00f3s a revolu\u00e7\u00e3o industrial, essa depend\u00eancia tornou-se ainda maior e o modo de viver humano, em todo o mundo, tem como base produtos, alimentos e servi\u00e7os fabricados e viabilizados com os bens minerais. Assim, n\u00e3o se pode analisar o conceito de sustentabilidade da minera\u00e7\u00e3o como se fosse restrito \u00e0s quest\u00f5es ambientais. \u00c9 necess\u00e1rio avaliar tamb\u00e9m os impactos positivos e negativos econ\u00f4micos e sociais provocados numa determinada comunidade, regi\u00e3o ou mesmo no Pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>ITM:<\/strong>\u00a0Quanto ao garimpo, a concess\u00e3o de t\u00edtulos para a COOMIGASP (Cooperativa Mista dos Garimpeiros de Serra Pelada) \u00e9 uma f\u00f3rmula adequada para formalizar a atividade no Brasil?<strong>Scliar:<\/strong> N\u00e3o. O esfor\u00e7o que estamos fazendo para regularizar os t\u00edtulos miner\u00e1rios na regi\u00e3o do antigo garimpo de Serra Pelada se refere somente \u00e0 vontade de corrigir erros hist\u00f3ricos que ocorreram naquela regi\u00e3o, envolvendo dezenas de milhares de garimpeiros que at\u00e9 hoje esperam alguma solu\u00e7\u00e3o por parte do governo. A regulariza\u00e7\u00e3o do titulo da COOMI-GASP na antiga cava de Serra Pelada n\u00e3o significar\u00e1 o retorno da atividade garimpeira, mas a pesquisa geol\u00f3gica para a obten\u00e7\u00e3o da concess\u00e3o de lavra.<\/p>\n<p><strong>ITM:<\/strong> Em termos de atua\u00e7\u00e3o nacional em rela\u00e7\u00e3o ao garimpo, qual tem sido a pol\u00edtica do governo?<br \/>\n<strong>Scliar:<\/strong> Temos desenvolvido uma s\u00e9rie de a\u00e7\u00f5es de apoio aos pequenos mineradores, independente da sua forma de organiza\u00e7\u00e3o. A pequena e muito pequena minera\u00e7\u00e3o de bens minerais de baixo valor unit\u00e1rio (areia, brita, cascalho e outros) e de alto valor unit\u00e1rio (gemas, ouro, diamante, cassiterita e outros) \u00e9 uma realidade que envolve centenas de milhares de pessoas em todo o Pa\u00eds. Por interm\u00e9dio de a\u00e7\u00f5es como o Portal da Minera\u00e7\u00e3o, \u201csite\u201d com informa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, os Telecentros Minerais, que estamos instalando em coopera\u00e7\u00e3o com o MDIC (Minist\u00e9rio do Desenvolvimento da Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio), para a inclus\u00e3o digital dos pequenos mineradores, os arranjos produtivos locais de base mineral, que visam organizar a extra\u00e7\u00e3o e agregar valor na cadeia produtiva e o Programa de Formaliza\u00e7\u00e3o, temos criado condi\u00e7\u00f5es para que a regulariza\u00e7\u00e3o seja mantida mesmo quando programas governamentais n\u00e3o mais estiverem presentes nas regi\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>ITM:<\/strong> O senhor continua contr\u00e1rio \u00e0 supress\u00e3o do uso do amianto?<br \/>\n<strong>Scliar:<\/strong> Sim e defendo minha posi\u00e7\u00e3o a partir de tr\u00eas enfoques principais. Como ge\u00f3logo, considero importante diferenciar as pol\u00edticas p\u00fablicas de impacto \u00e0 sa\u00fade, referentes \u00e0s subst\u00e2ncias qu\u00edmicas naturais e \u00e0s sint\u00e9ticas. Por exemplo, para banir o benzeno ou os pl\u00e1sticos, bastaria fechar suas f\u00e1bricas. N\u00e3o \u00e9 o caso de minerais, como os amiant\u00edferos, que ocorrem na natureza. Em segundo lugar, aprendi em minha especializa\u00e7\u00e3o de sa\u00fade do trabalhador na\u00a0Fiocruz que n\u00e3o se pode criminalizar uma mat\u00e9ria-prima, qualquer que seja ela. Os problemas resultantes da m\u00e1 utiliza\u00e7\u00e3o do amianto s\u00e3o conhecidos h\u00e1 mais de 50 anos e, justamente para control\u00e1-los, foram desenvolvidos tecnologias, procedimentos e organiza\u00e7\u00e3o nos locais de trabalho, tanto por parte dos empres\u00e1rios como dos trabalhadores. Em terceiro lugar, para cada grama de amianto que deixa de ser usado, s\u00e3o consumidos produtos sint\u00e9ticos patenteados por seus fabricantes e cujos efeitos \u00e0 sa\u00fade ainda n\u00e3o s\u00e3o totalmente conhecidos. Por essas raz\u00f5es, considero o banimento do amianto uma disputa comercial que n\u00e3o contribui com a sa\u00fade dos trabalhadores e prejudica o Brasil, que ser\u00e1 impedido de aproveitar um recurso mineral que possui em grande quantidade.<\/p>\n<p><strong>ITM:<\/strong> H\u00e1 seguran\u00e7a, ent\u00e3o, em se manter o aproveitamento do amianto?<br \/>\n<strong>Scliar:<\/strong> Atualmente, posso afirmar que o Brasil possui uma das mais avan\u00e7adas pol\u00edticas de sa\u00fade, ambiental e de trabalho para o uso controlado do amianto.<\/p>\n<p><strong>ITM:<\/strong> Na edi\u00e7\u00e3o 6 da revista In The Mine tratamos da pesquisa mineral. Os tr\u00eas estados mais pesquisados \u2013 Minas Gerais, Goi\u00e1s e Bahia \u2013 s\u00e3o os que investiram em detalhamento geol\u00f3gico e levantamentos aerogeof\u00edsicos. O que est\u00e1 sendo feito pelo governo para contribuir ou incentivar outros estados a fazer o mesmo?<br \/>\n<strong>Scliar:<\/strong> Gostaria de destacar que os levantamentos aerogeof\u00edsicos nesses tr\u00eas estados foram realizados em parceria com o governo federal. Al\u00e9m deles, tamb\u00e9m o Tocantins realizou aerogeof\u00edsica em parceria com a CPRM. Uma das prioridades das nossas pol\u00edticas foi estabelecer parcerias com os estados, universidades e outros \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos federais e estaduais. Assim, contribu\u00edmos na realiza\u00e7\u00e3o dos diagn\u00f3sticos do setor mineral nos estados do Piau\u00ed, Rio Grande do Norte e Tocantins. A CPRM editou mapas geol\u00f3gicos do Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Par\u00e1, Rond\u00f4nia, Piau\u00ed, Rio Grande do Sul, S\u00e3o Paulo, Rio Grande do Norte e Goi\u00e1s. A proposta \u00e9 dar continuidade a essas\u00a0parcerias tanto na produ\u00e7\u00e3o dos diagn\u00f3sticos como nos mapas geol\u00f3gicos, de maneira a fortalecer e contribuir na organiza\u00e7\u00e3o da atividade mineral nos estados.<\/p>\n<p><strong><a href=\"http:\/\/inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/ITM7_PesronaGrande.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-992 alignleft\" alt=\"ITM7_PesronaGrande\" src=\"http:\/\/inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/ITM7_PesronaGrande-767x1024.jpg\" width=\"276\" height=\"368\" srcset=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/ITM7_PesronaGrande-767x1024.jpg 767w, https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/ITM7_PesronaGrande-224x300.jpg 224w, https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/ITM7_PesronaGrande.jpg 793w\" sizes=\"auto, (max-width: 276px) 100vw, 276px\" \/><\/a>ITM:<\/strong> O Brasil se ressente da falta de t\u00e9cnicos e profissionais para a \u00e1rea de minera\u00e7\u00e3o. Como, na sua opini\u00e3o, essa lacuna deve ser sanada?<br \/>\n<strong>Scliar:<\/strong> A contrata\u00e7\u00e3o de profissionais pelo governo atrav\u00e9s de concursos p\u00fablicos e o aumento da atividade miner\u00e1ria, que provoca a procura de profissionais, tem refletido na amplia\u00e7\u00e3o dos inscritos nos vestibulares das escolas de geologia e engenharia de minas. A maior entrada de calouros e a queda da evas\u00e3o dos veteranos permitir\u00e3o a forma\u00e7\u00e3o de maior quantidade de profissionais nos pr\u00f3ximos anos. De qualquer forma, o problema em curto prazo se agravar\u00e1 e \u00e9 necess\u00e1ria uma articula\u00e7\u00e3o com as universidades e escolas t\u00e9cnicas para encontrar alternativas.<\/p>\n<p><strong>ITM:<\/strong> O que fazer com o passivo de minera\u00e7\u00e3o existente no Brasil?<br \/>\n<strong>Scliar:<\/strong> Existem diferentes casos de passivos ambientais resultantes da minera\u00e7\u00e3o brasileira. Alguns, por representarem importantes momentos da nossa sociedade, podem ser preservados e aproveitados como patrim\u00f4nio da humanidade. Por exemplo, as minas para extra\u00e7\u00e3o de ouro no Quadril\u00e1tero Ferr\u00edfero e de diamante na Chapada Diamantina (MG), de scheelita, em Currais Novos (RN) e de carv\u00e3o mineral em Crici\u00fama (SC). Outros passivos, em especial os originados da minera\u00e7\u00e3o de agregados nos centros urbanos, t\u00eam sido utilizados pelas prefeituras, como \u00e9 o caso da \u00d3pera de Arame, em Curitiba (PR), ou como bacias de conten\u00e7\u00e3o da \u00e1gua de chuvas em Porto Alegre (RS) e S\u00e3o Paulo (SP). Os passivos de minas abandonadas tamb\u00e9m precisam ser recuperados e quando o respons\u00e1vel pelo direito miner\u00e1rio \u00e9 conhecido deve-se cobr\u00e1-lo para que assuma a responsabilidade da recupera\u00e7\u00e3o.\u00a0 Se o passivo \u00e9 \u00f3rf\u00e3o, cabe ao governo federal estabelecer as parceria\u00a0s poss\u00edveis com os estados, munic\u00edpios e o setor empresarial de maneira a viabilizar sua recupera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>ITM:<\/strong> O senhor defende mudan\u00e7as na legisla\u00e7\u00e3o de fronteira, admitindo tamb\u00e9m a presen\u00e7a de mineradoras sob controle acion\u00e1rio internacional. Porqu\u00ea?<br \/>\n<strong>Scliar:<\/strong> O Brasil possui 15.719 km de fronteiras com 150 km de largura, em 11 estados, o que representa em torno de 27% do territ\u00f3rio nacional. A lei 6.634\/79 pro\u00edbe que empresas com maioria de capital n\u00e3o nacional pesquisem ou extraiam min\u00e9rios nessa faixa. A proposta de Projeto de Lei do MME altera essa disposi\u00e7\u00e3o permitindo o investimento\u00a0de empresas estrangeiras nessa regi\u00e3o, desde que cumpram alguns condicionantes como, por exemplo, a agrega\u00e7\u00e3o de valor nos min\u00e9rios extra\u00eddos. \u00c9 uma proposta que objetiva incentivar a presen\u00e7a de atividades econ\u00f4micas legais nas fronteiras que, muitas vezes, se tornam terra de ningu\u00e9m.<\/p>\n<p><strong>ITM:<\/strong> Num setor marcado pela presen\u00e7a de grandes grupos nacionais e internacionais, h\u00e1 um lugar ao sol para as\u00a0empresas menores?<br \/>\n<strong>Scliar:<\/strong> A minera\u00e7\u00e3o \u00e9 exercida desde pequenas at\u00e9 gigantes unidades produtivas.\u00a0Por isso, n\u00e3o s\u00f3 existe lugar ao sol para todos, como os entes p\u00fablicos precisam ter pol\u00edticas para atender as demandas desses diferentes segmentos da produ\u00e7\u00e3o mineral. Quem n\u00e3o consideraria importante a extra\u00e7\u00e3o de calc\u00e1rio, base da ind\u00fastria cimenteira, cal e corretivos de solo?\u00a0 Quem n\u00e3o consideraria importante a extra\u00e7\u00e3o de ferro, respons\u00e1vel pelo super\u00e1vit da nossa balan\u00e7a comercial e mat\u00e9ria-prima de nossas sider\u00fargicas? Quem n\u00e3o consideraria importante a extra\u00e7\u00e3o de areia e cascalho, base de toda a constru\u00e7\u00e3o de resid\u00eancias, estradas e obras civis em geral?<\/p>\n<p><strong>ITM:<\/strong> E como lidar com essa diversidade?<br \/>\n<strong>Scliar:<\/strong> Talvez uma das grandes novidades do governo Luiz In\u00e1cio Lula da Silva foi abrir as portas do MME para todos os segmentos da minera\u00e7\u00e3o. Diariamente tratamos assuntos de interesse das muito grandes, grandes, m\u00e9dias, pequenas, muito pequenas, cooperativas e garimpos dedicados \u00e0 extra\u00e7\u00e3o mineral. Nesse conjunto de responsabilidade a regulariza\u00e7\u00e3o da extra\u00e7\u00e3o informal sem d\u00favida \u00e9 um dos maiores desafios aos quais nos dedicamos em a\u00e7\u00f5es conjuntas com o DNPM.<\/p>\n<p><strong>ITM:<\/strong> Que recado o senhor nesse in\u00edcio de gest\u00e3o, ao setor de minera\u00e7\u00e3o nacional?<br \/>\n<strong>Scliar:<\/strong> Comunique-se, interaja, participe. Um dos maiores problemas da minera\u00e7\u00e3o \u00e9 que a popula\u00e7\u00e3o, os gestores p\u00fablicos, os parlamentares, os estudantes, os professores e, as vezes, at\u00e9 mesmo os trabalhadores das minas e suas fam\u00edlias, n\u00e3o sabem da import\u00e2ncia do min\u00e9rio extra\u00eddo nem do papel econ\u00f4mico para o munic\u00edpio, o estado e a Uni\u00e3o daquela mina.\u00a0 Al\u00e9m de ampliar a comunica\u00e7\u00e3o com a sociedade, os respons\u00e1veis pelo setor mineral precisam construir indicadores de sustentabilidade que permitam o acompanhamento diuturno das suas a\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s comunidades onde est\u00e3o instalados.<\/p>\n<p>(Janeiro\/fevereiro 2007)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O titular da Secretaria de Geologia, Minera\u00e7\u00e3o e Transforma\u00e7\u00e3o Mineral (SGM), \u00f3rg\u00e3o do Minist\u00e9rio das Minas e Energia (MME), Cl\u00e1udio Scliar fala com exclusividade sobre suas experi\u00eancias, seus t\u00edtulos e suas pesquisas<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":993,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-968","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-personalidade"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - 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