{"id":6383,"date":"2015-04-09T18:06:11","date_gmt":"2015-04-09T18:06:11","guid":{"rendered":"http:\/\/inthemine.com.br\/site\/?p=6383"},"modified":"2015-04-09T18:28:59","modified_gmt":"2015-04-09T18:28:59","slug":"o-diamante-latino-americano-vira-da-bahia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/o-diamante-latino-americano-vira-da-bahia\/","title":{"rendered":"O DIAMANTE KIMBERL\u00cdTICO LATINO-AMERICANO VIR\u00c1 DA BAHIA"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_6393\" aria-describedby=\"caption-attachment-6393\" style=\"width: 331px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/lipariabre.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-6393 \" alt=\"lipariabre\" src=\"http:\/\/inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/lipariabre.jpg\" width=\"331\" height=\"206\" srcset=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/lipariabre.jpg 614w, https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/lipariabre-300x186.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 331px) 100vw, 331px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-6393\" class=\"wp-caption-text\">Vista a\u00e9rea da \u00e1rea de desenvolvimento<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"line-height: 1.5em;\">N\u00e3o \u00e0 toa, \u00e1reas do semi-\u00e1rido da Bahia j\u00e1 aparentavam ter diamante desde a d\u00e9cada de 1930, mas a evolu\u00e7\u00e3o foi lenta. Alguns garimpeiros se arriscavam no local, mas o processo n\u00e3o \u00e9 manual, feito para aventureiros. At\u00e9 os anos 90, pouca coisa aconteceu na regi\u00e3o baiana. Foi quando a gigantesca De Beers, com sede em Luxemburgo e atuais projetos de diamante espalhados pelo mundo, como no Canad\u00e1, na \u00c1frica do Sul e Nam\u00edbia, veio para o Brasil \u00e0 procura de novas jazidas.<\/span><span style=\"line-height: 1.5em;\">A De Beers descobriu 22 corpos kimberl\u00edticos na Bahia, mas n\u00e3o deu continuidade \u00e0s pesquisas.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_6389\" aria-describedby=\"caption-attachment-6389\" style=\"width: 372px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/lipari4.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-6389 \" alt=\"lipari4\" src=\"http:\/\/inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/lipari4.jpg\" width=\"372\" height=\"279\" srcset=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/lipari4.jpg 620w, https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/lipari4-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 372px) 100vw, 372px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-6389\" class=\"wp-caption-text\">Explora\u00e7\u00e3o por amostragem na Planta Piloto<\/figcaption><\/figure>\n<p><b>Semi-Industrial<\/b><\/p>\n<p>O dep\u00f3sito de kimberlito B3, onde foi aberto um pipe vertical e lateralmente, localizado na parte sul da planta, foi o alvo priorit\u00e1rio de pesquisas da companhia. Ele apresentou a maior ocorr\u00eancia do min\u00e9rio e a viabilidade econ\u00f4mica para o projeto. A maior parte da sondagem, que envolveu 91 furos em pouco mais de 14,5 mil m e teste do dep\u00f3sito a uma profundidade de 350 m, foi feita pela Vaaldiam. Dessa forma, a Lipari, em 2010 e 2012, p\u00f4de realizar toda a parte de amostragem de grande volume.<\/p>\n<p><span style=\"line-height: 1.5em;\">A Lipari j\u00e1 recebeu a Licen\u00e7a Pr\u00e9via (LP) do Instituto de Meio Ambiente e Recursos H\u00eddricos (INEMA), que aprovou o Estudo e Relat\u00f3rio de Impacto Ambiental (EIA\/RIMA) feito pela companhia. \u201cFoi uma conquista significativa, que mostrou o nosso compromisso com as quest\u00f5es legais, ambientais, sociais e, especialmente, com as comunidades da \u00e1rea de influ\u00eancia, que manifestaram expressivo apoio e receptividade ao projeto\u201d, afirmou na \u00e9poca o presidente e diretor executivo, Kenneth Johnson.<\/span><\/p>\n<p>\u201cEu n\u00e3o diria que tivemos uma planta piloto, mas sim uma planta \u2018semi-industrial\u2019. Sua capacidade era um pouco superior. Foi a planta utilizada para fazer as amostras de grande volume, para avalia\u00e7\u00e3o dos diamantes gerados e estudos de viabilidade. Em 2010, fizemos campanha de trincheiras com grande volume e, em 2012, outra campanha, mas, dessa vez, com 100 m de profundidade e 2,5 m de di\u00e2metro\u201d, comenta Fernando Aguiar, vice-presidente e diretor de opera\u00e7\u00f5es da Lipari Minera\u00e7\u00e3o. O trabalho foi feito gradualmente, com base nas Guias de Utiliza\u00e7\u00e3o emitidas pelo Departamento Nacional de Produ\u00e7\u00e3o Mineral (DNPM). No momento, o projeto se encontra em fase de manuten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><b>Opera\u00e7\u00e3o<\/b><\/p>\n<p>A primeira mina de diamantes da Am\u00e9rica Latina desenvolvida em rocha kimberl\u00edtica, a c\u00e9u aberto, com uma profundidade de 250 m, di\u00e2metro de 340 m e que ter\u00e1 sua lavra em cava por meio de bancadas em espiral, j\u00e1 tem data para sair do papel. \u201cEsperamos que a Licen\u00e7a de Instala\u00e7\u00e3o (LI) seja concedida at\u00e9 o fim deste m\u00eas de setembro\u201d, relata Aguiar. Se realmente entregue, as obras come\u00e7am em outubro e a mineradora deve ter 20% das obras executadas j\u00e1 at\u00e9 o fim de 2014. Inicialmente, a Lipari esperava iniciar a produ\u00e7\u00e3o comercial no primeiro trimestre de 2015, mas ser\u00e1 postergada por quase um ano. O atraso se deve ao processo de licenciamento, no qual a empresa deu entrada h\u00e1 tr\u00eas anos. Dentro dos procedimentos ambientais, a LP \u00e9 estimada em 12 meses e a LI, em seis meses. Em tese, as licen\u00e7as deveriam ser concedidas em um ano e meio.<a href=\"http:\/\/inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/lipari6.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft  wp-image-6390\" alt=\"lipari6\" src=\"http:\/\/inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/lipari6.jpg\" width=\"260\" height=\"195\" srcset=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/lipari6.jpg 620w, https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/lipari6-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 260px) 100vw, 260px\" \/><\/a><\/p>\n<p><span style=\"line-height: 1.5em;\">A planta de porte m\u00e9dio vai trabalhar, em capacidade plena, com 60 mil toneladas (mt) de min\u00e9rio de diamante por m\u00eas. Em rela\u00e7\u00e3o ao teor, a m\u00e9dia \u00e9 em torno de 50 quilates (ct) por 100 toneladas (t), internacionalmente conhecido como 50 cpht (sigla em ingl\u00eas). Isso significa que, numa m\u00e9dia da reserva lavrada, existem aproximadamente 50 ct a cada 100 t de min\u00e9rio. Entretanto, a produ\u00e7\u00e3o estar\u00e1 muito ligada \u00e0 capacidade de separa\u00e7\u00e3o em meio denso, moderna tecnologia utilizada em minas sul-africanas que isola o material leve do pesado, podendo aumentar a velocidade de 100 t\/h para 150 t\/h, devido \u00e0 carga circulante no sistema. \u201c\u00c9 o que chamamos de cora\u00e7\u00e3o da planta, pois \u00e9 um sistema que recupera o diamante\u201d, relata Aguiar.<\/span><\/p>\n<p>Resumidamente, o funcionamento ser\u00e1 da seguinte forma: o est\u00e9ril escavado vai para a pilha de est\u00e9ril, enquanto o min\u00e9rio escavado vai para o estoque e para o p\u00e1tio de Run of Mine (ROM). Na \u00fanica usina da planta de beneficiamento, com britagens prim\u00e1ria, secund\u00e1ria e rebritagem (uma esp\u00e9cie de terci\u00e1ria), o diamante ser\u00e1 separado do kimberlito (rejeito). O rejeito tamb\u00e9m ser\u00e1 conduzido \u00e0 pilha de est\u00e9ril. Todo o kimberlito ser\u00e1 processado na planta e o min\u00e9rio, reduzido \u00e0 faixa de 1 a 25 mm. Esse material ser\u00e1 misturado \u00e0 \u00e1gua, formando uma polpa, que passar\u00e1 pelo m\u00f3dulo de separa\u00e7\u00e3o por meio denso. Um ciclone de separa\u00e7\u00e3o vai separar o material leve do pesado. Por ter uma alta densidade, o diamante estar\u00e1 incorporado ao material pesado.<\/p>\n<p><span style=\"line-height: 1.5em;\">Ele ser\u00e1 classificado em quatro faixas de tamanho e seguir\u00e1 para outro processo, de identifica\u00e7\u00e3o do diamante, realizado por uma m\u00e1quina espec\u00edfica. Ela faz a redu\u00e7\u00e3o por Raio-X de baixa intensidade. O diamante, quando recebe essa emiss\u00e3o, tem a caracter\u00edstica de fluoresc\u00eancia. O material coletado ir\u00e1 com um secador infravermelho e cair\u00e1 numa mesa fechada, onde ser\u00e1 feita a coleta manual. Ou seja, o beneficiamento vai at\u00e9 a \u00faltima etapa, de coleta manual do diamante.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"line-height: 1.5em;\">Nos sete anos de vida \u00fatil da mina, do Projeto B3, a Lipari vai remover 33 milh\u00f5es de est\u00e9ril e processar 4,9 Mt de min\u00e9rio. A m\u00e9dia, em termos de rela\u00e7\u00e3o est\u00e9ril\/min\u00e9rio \u00e9 de 6,8. Ou seja, para cada 1 t de min\u00e9rio, ser\u00e3o removidas 6,8 t de est\u00e9ril. Todos os 2,5 milh\u00f5es de quilates de diamante, do tipo gema, ser\u00e3o exportados para a Europa, via a\u00e9rea. \u201cO volume \u00e9 muito pequeno. Estamos falando de aproximadamente 6 kg por m\u00eas\u201d, diz F\u00e1bio Borges, diretor financeiro da Lipari.<\/span><\/p>\n<p><b>Investimentos<\/b><\/p>\n<p>At\u00e9 aqui, a empresa investiu mais de R$ 80 milh\u00f5es, com todo o capital aportado pelos acionistas. \u201cOs investimentos \u00a0v\u00e3o depender diretamente do desenvolvimento da constru\u00e7\u00e3o e isso vai envolver a concess\u00e3o das licen\u00e7as. Todo o cronograma est\u00e1 condicionado ao ritmo do tempo de obten\u00e7\u00e3o das licen\u00e7as. Temos projetado um investimento de mais R$ 80 milh\u00f5es, que deve ser distribu\u00eddo ao longo desses pr\u00f3ximos anos\u201d, afirma Borges. O montante previsto para a implanta\u00e7\u00e3o do projeto \u00e9 de aproximadamente R$ 100 milh\u00f5es.<\/p>\n<p><span style=\"line-height: 1.5em;\">Para as obras de instala\u00e7\u00e3o a empresa prev\u00ea que sejam contratadas 600 pessoas. Indiretamente, ser\u00e3o gerados 2400 empregos. A estimativa \u00e9 de que, para a opera\u00e7\u00e3o, sejam criados 230 novos postos de trabalho diretos e mais 936 indiretos. \u201cQueremos treinar e capacitar o pessoal na regi\u00e3o junto ao SENAI. Nosso processo exige certo conhecimento. A tradi\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o de diamante s\u00f3 existe em pa\u00edses como Canad\u00e1, \u00c1frica do Sul, R\u00fassia e Austr\u00e1lia. Mas dentro de qualquer processo de tratamento de min\u00e9rio, \u00e9 normal ter operadores de p\u00e1-carregadeira, motoristas de caminh\u00e3o ou auxiliares no tratamento de min\u00e9rio\u201d, destaca o vice-presidente da mineradora.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<table width=\"100%\" border=\"1\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td colspan=\"3\" width=\"100%\">\n<p align=\"center\"><b>TABELA DE EQUIPAMENTOS PARA OPERA\u00c7\u00c3O NA MINA*<\/b><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"16%\">\n<p align=\"center\"><b>Quantidade<\/b><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"34%\">\n<p align=\"center\"><b>Tipo de Equipamento<\/b><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"49%\">\n<p align=\"center\"><b>Detalhes<\/b><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"16%\">\n<p align=\"center\">02<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"34%\">\n<p align=\"center\">Escavadeiras Hidr\u00e1ulicas<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"49%\">\n<p align=\"center\">Capacidade de camba de 4,2 m\u00b3<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"16%\">\n<p align=\"center\">01<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"34%\">\n<p align=\"center\">P\u00e1 Carregadeira<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"49%\">\n<p align=\"center\">Capacidade de ca\u00e7amba de 4,3 m\u00b3<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"16%\">\n<p align=\"center\">01<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"34%\">\n<p align=\"center\">P\u00e1 Carregadeira<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"49%\">\n<p align=\"center\">Capacidade de ca\u00e7amba de 2,3 m\u00b3<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"16%\">\n<p align=\"center\">08<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"34%\">\n<p align=\"center\">Caminh\u00f5es Convencionais<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"49%\">\n<p align=\"center\">Off-road, com capacidade de 34 t<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"16%\">\n<p align=\"center\">02<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"34%\">\n<p align=\"center\">Perfuratrizes DTH<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"49%\">\n<p align=\"center\">Di\u00e2metro de 6 polegadas<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"16%\">\n<p align=\"center\">03<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"34%\">\n<p align=\"center\">Tratores de Esteiras<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"49%\">\n<p align=\"center\">Pot\u00eancia de 185 HP<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"16%\">\n<p align=\"center\">02<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"34%\">\n<p align=\"center\">Motoniveladoras<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"49%\">\n<p align=\"center\">Pot\u00eancia de 150 HP<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"16%\">\n<p align=\"center\">02<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"34%\">\n<p align=\"center\">Caminh\u00f5es-Pipa<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"49%\">\n<p align=\"center\">Para 20 m\u00b3<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><span style=\"line-height: 1.5em;\">Na parte da mina, poucas m\u00e1quinas foram adquiridas, pois o prazo de entrega \u00e9 r\u00e1pido. O desmonte do min\u00e9rio ser\u00e1 feito por explosivos. Como avan\u00e7o tecnol\u00f3gico e inova\u00e7\u00e3o para o projeto, a Lipari Minera\u00e7\u00e3o trouxe um equipamento da Alemanha. Trata-se de uma centr\u00edfuga do tipo Decanter, que far\u00e1 o desaguamento do rejeito fino. A regi\u00e3o tem uma car\u00eancia grande de \u00e1gua, mesmo com a mina pr\u00f3xima ao Rio Itapicuru. Por isso, a mineradora procurou reduzir ao m\u00e1ximo o consumo de \u00e1gua, n\u00e3o a utilizando na barragem. A caracter\u00edstica do min\u00e9rio n\u00e3o era compat\u00edvel com outros filtros e sistemas, que motivou a escolha da centr\u00edfuga. Um espessador pega toda a fra\u00e7\u00e3o fina, abaixo de 0,5 mm, e tira a \u00e1gua desse material, trazendo-a de volta ao circuito. O material adensado ainda tem em torno de 63% de \u00e1gua e seria bombeado para uma barragem de rejeitos. \u201cA\u00ed que entramos com a centr\u00edfuga. Eliminamos a barragem e diminu\u00edmos o consumo de \u00e1gua. O equipamento deixa o material fino com, no m\u00e1ximo, 20% de umidade e a \u00e1gua retorna ao processo. Prevemos cerca de 98% de recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1gua ao circuito. Portanto, utilizaremos apenas 2% de \u00e1gua nova no circuito\u201d, fecha. A op\u00e7\u00e3o pelo sistema de desaguamento e n\u00e3o pela barragem de rejeitos faz com que apenas 10 m\u00b3\/h de \u00e1gua sejam bombeados e aumenta a \u00e1gua recirculada em 20 m\u00b3\/h.<\/span><\/p>\n<table width=\"100%\" border=\"1\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td colspan=\"4\" width=\"100%\">\n<p align=\"center\"><b>TABELA DE EQUIPAMENTOS PARA BENEFICIAMENTO<\/b><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"13%\">\n<p align=\"center\"><b>Quantid.<\/b><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"31%\">\n<p align=\"center\"><b>Tipo de Equipamento<\/b><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"12%\">\n<p align=\"center\"><b>Marca<\/b><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"41%\">\n<p align=\"center\"><b>Detalhes<\/b><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"13%\">\n<p align=\"center\">01<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"31%\">\n<p align=\"center\">Britador de Mand\u00edbulas<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"12%\">\n<p align=\"center\">Metso<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"41%\">\n<p align=\"center\">Modelo C100, para britagem prim\u00e1ria<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"13%\">\n<p align=\"center\">02<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"31%\">\n<p align=\"center\">Britadores C\u00f4nicos<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"12%\">\n<p align=\"center\">Metso<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"41%\">\n<p align=\"center\">Modelos HP 200, para britagem secund\u00e1ria e rebritagem<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"13%\">\n<p align=\"center\">09<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"31%\">\n<p align=\"center\">Transportadores de correia<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"12%\">\n<p align=\"center\">Metso<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"41%\">\n<p align=\"center\">Variados comprimentos, o maior com 85 m, e larguras, o maior com 750 mm<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"13%\">\n<p align=\"center\">01<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"31%\">\n<p align=\"center\">Espessador de rejeito<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"12%\">\n<p align=\"center\">Westech<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"41%\">\n<p align=\"center\">Di\u00e2metro de 11 m<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"13%\">\n<p align=\"center\">07<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"31%\">\n<p align=\"center\">Bombas de \u00e1gua<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"12%\">\n<p align=\"center\">KSB<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"41%\">\n<p align=\"center\">Diversas configura\u00e7\u00f5es<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"13%\">\n<p align=\"center\">16<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"31%\">\n<p align=\"center\">Bombas de polpa<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"12%\">\n<p align=\"center\">Weir<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"41%\">\n<p align=\"center\">Diversas configura\u00e7\u00f5es<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Futuro<\/b><\/p>\n<p>O Projeto B3 tem vida \u00fatil de sete anos. No entanto, a companhia pode estender a produ\u00e7\u00e3o de duas formas. Uma delas \u00e9 a possibilidade de lavra nas partes central e norte da planta \u2013 no sul, est\u00e1 o B3. Parte do min\u00e9rio nesses locais, por quest\u00f5es geot\u00e9cnicas, vai ser lavrado e estocado. Isso representa cerca de 1 Mt. \u201c\u00c9 uma estrat\u00e9gia, pois quando desenvolvemos estudos superficiais dessa \u00e1rea, o teor n\u00e3o se mostrou vi\u00e1vel economicamente\u201d, diz Aguiar. \u201cPor\u00e9m, fizemos apenas estudos na superf\u00edcie dessas \u00e1reas, precisamos testar o teor de uma profundidade de at\u00e9 250 m\u201d, completa. Dessa forma, o projeto poderia ser estendido no m\u00ednimo por mais um ano e meio e, no m\u00e1ximo, por mais tr\u00eas anos.<\/p>\n<p>Isso sem falar da segunda alternativa. A Lipari Minera\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m j\u00e1 fez estudos preliminares para o potencial de uma mina subterr\u00e2nea, com uma sondagem acusando presen\u00e7a do min\u00e9rio a uma profundidade de 350 m. \u201cPrecisamos de mais estudos para ver se vai mais fundo e a qual espessura. Nos dois ou tr\u00eas primeiros anos de opera\u00e7\u00e3o do B3 j\u00e1 devemos ter uma defini\u00e7\u00e3o, com maiores detalhes sobre a mina a c\u00e9u aberto e sobre a qualidade do diamante\u201d, conta Aguiar. A companhia vai definir os furos e a profundidade, para posteriores estudos geot\u00e9cnicos. A \u00faltima etapa ser\u00e1 o estudo de viabilidade. Outro ponto a ser definido j\u00e1 no segundo ou terceiro ano de produ\u00e7\u00e3o do B3 se deve ao fato de que, no quinto ou sexto ano de lavra, a Lipari j\u00e1 precisaria iniciar o desenvolvimento da mina subterr\u00e2nea. Assim, quando chegasse ao s\u00e9timo e \u00faltimo ano de produ\u00e7\u00e3o do B3, haveria a continuidade da opera\u00e7\u00e3o, sem interrup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><span style=\"line-height: 1.5em;\">Para se ter uma ideia da import\u00e2ncia do projeto, a Mina Bra\u00fana vai elevar em cinco vezes a produ\u00e7\u00e3o brasileira de diamantes. Em todo o mundo, h\u00e1 apenas 22 minas semelhantes a que ser\u00e1 implantada em Nordestina. \u00c9 a introdu\u00e7\u00e3o de um novo conhecimento e de novas t\u00e9cnicas no Pa\u00eds.<\/span><\/p>\n<p><b style=\"line-height: 1.5em;\">Licen\u00e7as em pauta<\/b><\/p>\n<p>A concess\u00e3o das licen\u00e7as para a constru\u00e7\u00e3o de uma mina e futura produ\u00e7\u00e3o envolve discuss\u00f5es entre mineradoras, \u00f3rg\u00e3os ambientais e institui\u00e7\u00f5es ligadas ao Governo. \u201cO grande aspecto positivo \u00e9 que os processos nos colocam muito pr\u00f3ximo \u00e0 comunidade. Fazemos trabalhos juntos dela e podemos conhecer bem todas as situa\u00e7\u00f5es da \u00e1rea, por exemplo, a quest\u00e3o de \u00e1gua em Nordestina (BA). Temos mais detalhes do projeto e uma compreens\u00e3o mais ampla\u201d, diz Fernando Aguiar, vice-presidente e diretor de opera\u00e7\u00f5es da Lipari Minera\u00e7\u00e3o. Em termos negativos, as empresas costumam apontar o atraso e a burocracia. \u201cA equipe do \u00f3rg\u00e3o ambiental na Bahia \u00e9 pequena ainda. O agendamento e as conversas levam bastante tempo. Com as implanta\u00e7\u00f5es de grandes projetos no Estado, pela nossa empresa, Mirabela, Largo Resources e Bahia Minera\u00e7\u00e3o (Bamin), a equipe deve ser redimensionada para um atendimento mais r\u00e1pido\u201d.<\/p>\n<p><b style=\"line-height: 1.5em;\">Benef\u00edcios para a comunidade<\/b><\/p>\n<p>Nordestina (BA) \u00e9 um munic\u00edpio com 13 mil pessoas e a maior parte da popula\u00e7\u00e3o vive no campo. Para ajudar a formar uma comunidade com maior qualifica\u00e7\u00e3o, a Lipari tem parceria com escolas da regi\u00e3o e faz a doa\u00e7\u00e3o de livros para crian\u00e7as, no projeto \u201cBa\u00fa da Leitura\u201d. \u201cCriamos campeonatos esportivos infantis. Estamos tamb\u00e9m desenvolvendo, junto de uma consultoria, uma an\u00e1lise do hospital da cidade, pois queremos ajudar no atendimento melhor das pessoas. Queremos prover melhorias r\u00e1pidas e que todos se beneficiem do projeto como um todo\u201d, afirma F\u00e1bio Borges, diretor financeiro da Lipari. <strong>(Por Ricardo Gon\u00e7alves)<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Projeto conduzido pela Lipari Minera\u00e7\u00e3o, em Nordestina (BA), vai elevar em cinco vezes a produ\u00e7\u00e3o brasileira de diamantes. 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