{"id":4913,"date":"2014-06-30T16:43:44","date_gmt":"2014-06-30T16:43:44","guid":{"rendered":"http:\/\/inthemine.com.br\/site\/?p=4913"},"modified":"2020-05-08T12:58:40","modified_gmt":"2020-05-08T15:58:40","slug":"gestao-de-projetos-de-mineracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/gestao-de-projetos-de-mineracao\/","title":{"rendered":"GEST\u00c3O DE PROJETOS DE MINERA\u00c7\u00c3O"},"content":{"rendered":"<p>*Por <strong>Jorge Raggi<\/strong>, engenheiro-ge\u00f3logo e consultor<\/p>\n<p><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Os Projetos de Produ\u00e7\u00e3o Mineral podem ser melhor entendidos se trabalhados com m\u00e9todo de avan\u00e7o, como o FEL \u2013 Front End Loading, com port\u00f5es definindo est\u00e1gios bem identificados na \u00e1rea industrial. A Pesquisa Mineral \u00e9 ainda pouco conhecida para receber investimentos comuns a outros setores. Visando destac\u00e1-la estamos propondo separar a Pesquisa Mineral do Projeto de Produ\u00e7\u00e3o. Este existe a partir do dep\u00f3sito mineral descoberto. S\u00e3o dois FEL\u2019s que se completam, mas podem ser individualizados.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/front-end-loading-artigo-imagem.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-4918 alignleft\" src=\"http:\/\/inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/front-end-loading-artigo-imagem-300x137.jpg\" alt=\"front end loading artigo imagem\" width=\"300\" height=\"137\" srcset=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/front-end-loading-artigo-imagem-300x137.jpg 300w, https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/front-end-loading-artigo-imagem.jpg 850w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Podemos comparar na ind\u00fastria a Pesquisa Tecnol\u00f3gica e a F\u00e1brica de Produtos. S\u00e3o tamb\u00e9m dois FEL\u2019s. Primeiro \u00e9 preciso descobrir a tecnologia, depois montar a linha de produ\u00e7\u00e3o. A Mina, equivale \u00e0 f\u00e1brica, com os produtos minerais na forma de barras de ouro, cobre, zinco, chumbo, alum\u00ednio, e tudo que vemos na nossa civiliza\u00e7\u00e3o. Mas para montar a Mina \u00e9 preciso primeiro descobrir, estudar os riscos, qualificar e quantificar o min\u00e9rio no dep\u00f3sito existente \u201cin situ\u201d. \u00c1gua; \u00f3leo, g\u00e1s, carv\u00e3o; e minerais; n\u00e3o v\u00e3o faltar na natureza, mas ficar\u00e1 cada vez mais onerosa a produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A pesquisa mineral \u00e9 o in\u00edcio de um grande fluxo de produ\u00e7\u00e3o. A descoberta de um dep\u00f3sito mineral viabiliza a implanta\u00e7\u00e3o de uma produ\u00e7\u00e3o gerando produtos para a ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o, de insumos que sustentam nossa civiliza\u00e7\u00e3o. A partir de 2.001 com a implementa\u00e7\u00e3o das normas internacionais passou a ser regulamentada a apresenta\u00e7\u00e3o de projetos de minera\u00e7\u00e3o para os investidores e o p\u00fablico, com diretrizes de forma, de precis\u00e3o dos dados, os tipos de m\u00e9todos aceitos para os estudos, as qualifica\u00e7\u00f5es e certid\u00f5es necess\u00e1rias para pessoas e empresas respons\u00e1veis.<\/p>\n<p>O CSA \u2013 Canadian Securities Administrators, como exemplo, re\u00fane entidades ligadas a regulamenta\u00e7\u00f5es sobre fundos de investimentos, bolsas de valores, t\u00edtulos p\u00fablicos. Possui um \u00f3rg\u00e3o respons\u00e1vel pela guarda de documentos de empresas com a\u00e7\u00f5es na Bolsa de Valores do Canad\u00e1: \u201cThe System for Eletronic Document Analysis and Retrieval\u201d \u2013 SEDAR (Sistema Eletr\u00f4nico de Recupera\u00e7\u00e3o e An\u00e1lise de Documentos), que pode ser acessado no site <a href=\"http:\/\/www.sedar.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">www.sedar.com<\/a>. Existem v\u00e1rios projetos de minera\u00e7\u00e3o dispon\u00edveis, desde alvos poucos trabalhados, mas com potencial, a grandes projetos de implanta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O m\u00e9todo FEL da Pesquisa Mineral com as normas que sustentam transpar\u00eancia, materialidade e compet\u00eancia na gest\u00e3o pode dar condi\u00e7\u00f5es aos investidores para sentir mais seguran\u00e7a. No desenvolvimento do FEL consideramos os modelos Avers\u00e3o a Riscos e Alavancagem de Riscos. No primeiro a pesquisa mineral avan\u00e7a e ap\u00f3s a identifica\u00e7\u00e3o de um dep\u00f3sito mineral inicia o projeto da produ\u00e7\u00e3o. No segundo, grande parte dos trabalhos s\u00e3o realizados em paralelo aumentando os riscos do investimento, mas buscando agilidade da produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para melhor visualiza\u00e7\u00e3o da pesquisa mineral podemos comparar com derivativos do mercado financeiro, em rela\u00e7\u00e3o ao lastro referencial. A pesquisa mineral na sua fase inicial de alvos a trabalhar tem risco muito alto, e \u00e0 medida que avan\u00e7a aproxima-se do lastro que \u00e9 um dep\u00f3sito mineral. Enquanto o derivativo pode distanciar do lastro \u00e0 medida que vai derivando em outros.<\/p>\n<p>A probabilidade da descoberta de dep\u00f3sitos minerais possui estat\u00edsticas que podem balizar os riscos de investimentos. O Departamento Nacional da Produ\u00e7\u00e3o Mineral, no per\u00edodo de 26 anos, 1988 \u2013 2.013, para 516 mil requerimentos de pesquisa (100%), \u00a049 % tiveram autoriza\u00e7\u00f5es para pesquisa, e resultaram em 4 % de aprova\u00e7\u00e3o das pesquisas realizadas e s\u00f3 1% obtiveram concess\u00f5es para lavra. S\u00e3o apresentados em separados os dados de 2.010, 2.011, 2.012 e 2.013 para compara\u00e7\u00e3o. A De Beers confirma estes dados com seu hist\u00f3rico de produ\u00e7\u00e3o de diamantes no mundo. Este \u00e9 o risco geol\u00f3gico para encontrar um dep\u00f3sito. Acrescentamos a estat\u00edstica da Rio Tinto para encontrar uma grande descoberta em condi\u00e7\u00f5es de impactar a produ\u00e7\u00e3o global.<\/p>\n<p>Ao risco geol\u00f3gico deve ser acrescentado os riscos tecnol\u00f3gicos, econ\u00f4micos, ambientais e pol\u00edticos. A administra\u00e7\u00e3o destes riscos permite a valora\u00e7\u00e3o da pesquisa mineral em suas diversas fases e dos dep\u00f3sitos minerais. \u00c9 uma possibilidade real com as normas internacionais e um m\u00e9todo como o FEL, criando mais confian\u00e7a e controle ao investidor, aos \u00f3rg\u00e3os governamentais.<br \/>\n<span style=\"line-height: 1.5em;\"><br \/>\nO m\u00e9todo FEL \u2013 Front End Loading tem os passos necess\u00e1rios para implanta\u00e7\u00e3o de projeto. As etapas evoluem \u00e0 medida que os dados s\u00e3o mais conhecidos, mais precisos, de forma a garantir o planejamento de qualidade, or\u00e7amento e prazo, reduzindo de um modo concreto e monitorado as incertezas e consequentemente os riscos. FEL , \u201cfunnel\u201d, funil, \u00e9 utilizado em empreendimentos que requerem grandes fluxos de capital, com o objetivo de minimizar os riscos de investimentos em projetos. \u00c9 poss\u00edvel uma defini\u00e7\u00e3o detalhada do escopo dos projetos alinhando-os aos objetivos da empresa. Dessa forma desenvolvem-se informa\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas com as quais os investidores podem enfrentar riscos e tomar decis\u00f5es para alocar recursos maximizando o potencial de resultados. O FEL \u00e9 principalmente uma eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel de conhecimento e precis\u00e3o na an\u00e1lise dos riscos t\u00e9cnicos e econ\u00f4micos de um projeto e pode ser aplicado em empreendimentos de qualquer ordem de valores de investimento.<br \/>\n<span style=\"line-height: 1.5em;\"><br \/>\nO ciclo de vida de um projeto mineral pode ser dividido em:\u00a0Concep\u00e7\u00e3o, Desenvolvimento, Execu\u00e7\u00e3o, Opera\u00e7\u00e3o e Reabilita\u00e7\u00e3o da \u00c1rea. E cada uma dessas fases pode tamb\u00e9m apresentar subdivis\u00f5es. As transi\u00e7\u00f5es de um est\u00e1gio para o outro s\u00e3o denominadas gates ou \u201cport\u00f5es de passagem\u201d. Estes gates representam pontos de tomada de decis\u00e3o quanto \u00e0 aprova\u00e7\u00e3o do projeto para a pr\u00f3xima fase, retorno para melhor defini\u00e7\u00e3o, ou cancelamento. \u00a0Este modelo de fases apresentado pode ser adaptado para cada tipo de atividade e empresa. A valoriza\u00e7\u00e3o no neg\u00f3cio de explora\u00e7\u00e3o e desenvolvimento mineral est\u00e1 na diferen\u00e7a de percep\u00e7\u00e3o de valor, independentemente do est\u00e1gio de desenvolvimento e da localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica. Caracteriza-se assim como um neg\u00f3cio de oportunidades.<\/span><\/span><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/concepcao-projeto-artigo-raggi.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-4919 aligncenter\" src=\"http:\/\/inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/concepcao-projeto-artigo-raggi-300x275.jpg\" alt=\"concepcao projeto artigo raggi\" width=\"300\" height=\"275\" srcset=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/concepcao-projeto-artigo-raggi-300x275.jpg 300w, https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/concepcao-projeto-artigo-raggi.jpg 553w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>M\u00c9TODO<\/strong><\/p>\n<p><strong>FEL &#8211; Gest\u00e3o de Pesquisa Mineral<\/strong><\/p>\n<p>A partir de 2.001 a Bolsa de Toronto exigiu das empresas de minera\u00e7\u00e3o que os quantitativos de min\u00e9rios \u201cin situ\u201d em seus dep\u00f3sitos minerais estivesse em conformidade com a National Instrument : NI 43 \u2013 101. A Austr\u00e1lia criou o JORC Code (Joint Ore Reserves Committee). Estas duas normas tornaram-se as mais conhecidas, apoiando as \u201cDiretrizes para a Divulga\u00e7\u00e3o de Recursos e Reservas e dos Resultados da Explora\u00e7\u00e3o Mineral\u201d, adotado nos Estados Unidos da Am\u00e9rica em 1998 e da \u201cEstrutura para a Classifica\u00e7\u00e3o de Recursos e Reservas de Combust\u00edveis S\u00f3lidos e Bens Minerais\u201d da ONU, divulgado em 1996.<\/p>\n<p>A forma de apresenta\u00e7\u00e3o dos resultados de pesquisa mineral como definem as normas, permitem auditagem nas pesquisas para comprovar os conte\u00fados minerais em condi\u00e7\u00f5es de economicidade, de seguran\u00e7a ambiental, permitindo lastrear, garantir financiamentos, lan\u00e7amento de a\u00e7\u00f5es em bolsas e outras aplica\u00e7\u00f5es financeiras.<\/p>\n<p>O Departamento Nacional da Produ\u00e7\u00e3o Mineral (DNPM) trabalhou para padronizar no Brasil as normas internacionais e publicou uma minuta em novembro de 2.002 : \u201cNorma Brasileira para Classifica\u00e7\u00e3o de Recursos e Reservas Minerais\u201d. Mas n\u00e3o foi implantada, deixando o Brasil h\u00e1 mais dez anos sem estas certifica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Os objetivos destas normas s\u00e3o:<br \/>\n<span style=\"line-height: 1.5em;\">&#8211; Padronizar a forma de reportar resultados das pesquisas geol\u00f3gicas;<br \/>\n<\/span>&#8211; Definir os crit\u00e9rios necess\u00e1rios para classifica\u00e7\u00e3o dos dep\u00f3sitos e<br \/>\n&#8211; Definir as condi\u00e7\u00f5es externas para a classifica\u00e7\u00e3o dos volumes do dep\u00f3sito entre recursos e reservas.<br \/>\n<span style=\"line-height: 1.5em;\"><br \/>\nA defini\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es externas, por exemplo, podem variar de acordo com:<br \/>\n&#8211; Quest\u00f5es t\u00e9cnicas relativas \u00e0 lavra, explota\u00e7\u00e3o e beneficiamento do min\u00e9rio,<br \/>\n<\/span>&#8211; Custos operacionais, volumes de investimento inicial e infraestrutura local,<br \/>\n&#8211; Pre\u00e7os das commodities e taxas de c\u00e2mbio,<br \/>\n&#8211; Quest\u00f5es legais, regionais, governamentais e ambientais.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/increasing-artigo-raggi-imagem.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-4921 alignright\" src=\"http:\/\/inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/increasing-artigo-raggi-imagem-300x184.jpg\" alt=\"increasing artigo raggi imagem\" width=\"300\" height=\"184\" srcset=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/increasing-artigo-raggi-imagem-300x184.jpg 300w, https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/increasing-artigo-raggi-imagem.jpg 918w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>As normas prop\u00f5em duas classes de apresenta\u00e7\u00e3o dos trabalhos de avalia\u00e7\u00e3o de dep\u00f3sitos minerais dentro das quais existem subclasses que se relacionam de acordo com as condi\u00e7\u00f5es externas acima, conforme figura ao lado.<\/p>\n<p>As normas buscam evidenciar diferentes n\u00edveis de conhecimento de dep\u00f3sitos minerais e valorizar os profissionais envolvidos. Ela determina o que \u00e9 \u201crecurso e reserva mineral\u201d atrav\u00e9s do volume de trabalho de pesquisa realizado no dep\u00f3sito mineral, sob a responsabilidade de pessoas com compet\u00eancias reconhecidas.<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">Manual de Procedimentos<\/span><\/p>\n<p>Com a finalidade de atingir os princ\u00edpios estabelecidos, \u00e9 necess\u00e1ria uma padroniza\u00e7\u00e3o de procedimentos, isso significa que as atividades dever\u00e3o ser conduzidas sempre da mesma maneira, assim, \u00e9 necess\u00e1rio que se estabele\u00e7am m\u00e9todos para a condu\u00e7\u00e3o ou execu\u00e7\u00e3o de cada uma das atividades.<\/p>\n<p>Uma das maneiras de padronizar os procedimentos ou atividades conduzidas durante o processo de descoberta, avalia\u00e7\u00e3o, c\u00e1lculo de recursos e reservas \u00e9 criar um manual de procedimentos onde est\u00e3o descritas as diversas atividades e como cada uma deve ser feita.<\/p>\n<p>O Manual de Procedimentos \u00e9 o conjunto de m\u00e9todos necess\u00e1rios ao andamento do projeto, cada m\u00e9todo desse conjunto descreve detalhadamente como proceder na execu\u00e7\u00e3o de cada uma das tarefas ou atividades de um projeto.<\/p>\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio esclarecer que um manual de procedimentos n\u00e3o \u00e9 uma figura est\u00e1tica, ele evolui com o tempo, mas sua evolu\u00e7\u00e3o deve ser bem discutida, analisada e adotada sempre que for necess\u00e1rio. Um fator importante \u00e9 que se um m\u00e9todo \u00e9 modificado, essa modifica\u00e7\u00e3o deve ser informada a todos os usu\u00e1rios de modo que a padroniza\u00e7\u00e3o de procedimentos seja sempre alcan\u00e7ada.<\/p>\n<p>A import\u00e2ncia dessa padroniza\u00e7\u00e3o de procedimentos \u00e9 essencial para a aplica\u00e7\u00e3o das Normas, qual sejam seus princ\u00edpios de Transpar\u00eancia, Materialidade e Compet\u00eancia. O estabelecimento de um Manual de Procedimentos significa dizer que as atividades que foram feitas por pessoas diferentes, em locais diferentes e para metais ou min\u00e9rios diferentes foram conduzidas exatamente da mesma maneira, e podem ser assim objeto de compara\u00e7\u00e3o e auditoria.<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">Banco de dados de resultados<\/span><\/p>\n<p>A correta utiliza\u00e7\u00e3o do Manual de Procedimentos resulta em uma padroniza\u00e7\u00e3o na condu\u00e7\u00e3o das diversas atividades que \u00e9 um fator de suma import\u00e2ncia no controle e na qualidade dos dados armazenados.<\/p>\n<p>Essa padroniza\u00e7\u00e3o implica na formata\u00e7\u00e3o de um Banco de Dados de Resultados, onde ser\u00e3o arquivadas as informa\u00e7\u00f5es das diversas atividades que foram executadas em uma dada \u00e1rea, tornando pr\u00e1tica acess\u00edvel e objetiva a localiza\u00e7\u00e3o de um dado ou de um conjunto de dados para posteriores estudos e aplica\u00e7\u00f5es. Ele \u00e9 um banco de informa\u00e7\u00f5es digital.<\/p>\n<p>Esse banco de dados \u00e9 a fonte de informa\u00e7\u00f5es para as etapas futuras do projeto sempre permitindo verificar a sua integridade e a consulta de seu conte\u00fado a qualquer \u00e9poca por quem tiver compet\u00eancia e for autorizado para tal. Existem no mercado diversos softwares com diferentes tipos de banco de dados voltados para informa\u00e7\u00f5es de pesquisa mineral e minera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nos processos de financiamento para implanta\u00e7\u00e3o de projetos, os t\u00e9cnicos das organiza\u00e7\u00f5es verificam a viabilidade do financiamento, checando as etapas do projeto a ser financiado, atrav\u00e9s da consulta e posteriores simula\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas, utilizando as informa\u00e7\u00f5es armazenadas no banco de dados do projeto.<\/p>\n<p>Na Gest\u00e3o de Pesquisa Mineral os diversos port\u00f5es do FEL (1, 2, 3, 4 e 5) s\u00e3o entendidos como an\u00e1lises que visam verificar se a ocorr\u00eancia mineral que est\u00e1 se trabalhando pode ser promovida ao passar por cada port\u00e3o do FEL. Se cumpridas todas as fases desse FEL (Figura 02), tem-se um melhor conhecimento geol\u00f3gico e econ\u00f4mico poss\u00edvel dentro das condi\u00e7\u00f5es do momento possibilitando obter um corpo de min\u00e9rio com as caracter\u00edsticas j\u00e1 definidas.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/gestao-pesquisa-mineral-artigo-raggi-imagem.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-4922 alignleft\" src=\"http:\/\/inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/gestao-pesquisa-mineral-artigo-raggi-imagem-300x210.jpg\" alt=\"gestao pesquisa mineral artigo raggi imagem\" width=\"300\" height=\"210\" srcset=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/gestao-pesquisa-mineral-artigo-raggi-imagem-300x210.jpg 300w, https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/gestao-pesquisa-mineral-artigo-raggi-imagem.jpg 750w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><span style=\"line-height: 1.5em;\">Como na maioria das vezes os alvos e\/ou projetos est\u00e3o em diferentes est\u00e1gios de conhecimento, seria necess\u00e1rio estabelecer um banco de dados para posicionar, dentro do processo pesquisa mineral onde situariam cada um dos alvos.<\/span><\/p>\n<p>Isso \u00e9 feito \u00a0criando-se etapas dentro do processo de pesquisa mineral definindo o que \u00e9 cada uma das etapas e o produto que cada uma delas deve gerar.<\/p>\n<p>Considerando que o processo Pesquisa Mineral \u00e9 o conjunto dos trabalhos conduzidos para gera\u00e7\u00e3o de um dep\u00f3sito mineral, ou seja, um corpo de min\u00e9rio pass\u00edvel de ser lavrado economicamente nos dias atuais. \u00a0Ele vai desde os primeiros levantamentos bibliogr\u00e1ficos at\u00e9 a conclus\u00e3o dos estudos, conjunto de informa\u00e7\u00f5es que a seguir seguem para a \u00e1rea da engenharia definir e elaborar o projeto de produ\u00e7\u00e3o mineral.<\/p>\n<p>A Pesquisa Mineral \u00e9 dividida em cinco etapas assim denominadas:<br \/>\n&#8211; FEL 1 \u2013 Reconhecimento<br \/>\n&#8211; FEL 2 \u2013 Pesquisa Mineral<br \/>\n&#8211; FEL 3 &#8211; Avalia\u00e7\u00e3o<br \/>\n&#8211; FEL 4 &#8211; Recursos \/ Reservas<br \/>\n&#8211; FEL 5 \u2013 Plano de Aproveitamento Econ\u00f4mico<\/p>\n<p>FEL 1 &#8211; <span style=\"text-decoration: underline;\">Reconhecimento<\/span><\/p>\n<p>Os primeiros estudos definem as subst\u00e2ncias que ser\u00e3o exploradas. Essas informa\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas muitas vezes s\u00e3o obtidas de decis\u00f5es da alta c\u00fapula da empresa ou em condicionantes do mercado. Com base nessas informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o feitas pesquisas bibliogr\u00e1ficas para \u00a0verificar os modelos de mineraliza\u00e7\u00e3o e quais deles se encaixam dentro do arcabou\u00e7o geol\u00f3gico que o territ\u00f3rio disp\u00f5e.<\/p>\n<p>Selecionados os modelos de uma forma ampla, realizam os primeiros reconhecimentos de campo visando definir, dentro das sequ\u00eancias possivelmente f\u00e9rteis para uma dada subst\u00e2ncia, quais as \u00e1reas no terreno apresentam as caracter\u00edsticas do modelo definido.<\/p>\n<p>Nesse ponto iniciam os trabalhos mais regionais de levantamentos geol\u00f3gicos, geoqu\u00edmicos ou geof\u00edsicos, procurando definir alvos para \u00a0maior detalhe. Para cada um dos alvos regionais \u00e9 feita uma planilha com o hist\u00f3rico de sua localiza\u00e7\u00e3o, as suas caracter\u00edsticas e outra com os trabalhos necess\u00e1rios e planejados, quantificados e localizados no tempo. Dever\u00e1 ser elaborado um relat\u00f3rio sucinto justificando a sele\u00e7\u00e3o do alvo regional bem como mostrando os trabalhos que foram feitos para sua defini\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Novamente, para cada um desses alvos \u00e9 feita uma planilha com as caracter\u00edsticas do alvo, tais como localiza\u00e7\u00e3o, tipo de anomalia, documentada por mapas geoqu\u00edmicos, geof\u00edsicos e geol\u00f3gicos. Esses mapas devem seguir um formato padr\u00e3o definido a priori, em termos de escala, tamanho, e outros elementos que dever\u00e3o ser objeto de uma norma que dever\u00e1 ser anexada a um Manual de Procedimentos. \u00c9 bom observar que o manual de procedimentos \u00e9 um documento evolutivo que vai sendo acrescido de novas normas e atualizado em virtude da experi\u00eancia que vai sendo acumulada com a evolu\u00e7\u00e3o dos trabalhos.<\/p>\n<p>FEL 2 \u2013 <span style=\"text-decoration: underline;\">Pesquisa Mineral<\/span><\/p>\n<p>Os alvos priorizados, produtos da \u201cEtapa 1 &#8211; Reconhecimento\u201d ser\u00e3o trabalhados nesta Etapa 2. Os alvos n\u00e3o selecionados v\u00e3o compor um banco de alvos.<\/p>\n<p>Nessa etapa para cada um dos alvos priorizados dever\u00e1 ser feita uma programa\u00e7\u00e3o de trabalhos de forma a permitir a localiza\u00e7\u00e3o de uma mineraliza\u00e7\u00e3o do tipo pesquisado. O produto final dessa etapa s\u00e3o alvos priorizados com mineraliza\u00e7\u00e3o definida dentro do modelo procurado.<\/p>\n<p>Pode ocorrer que a cada novo servi\u00e7o alguns alvos venham a mostrar resultados negativos indicando a aus\u00eancia de mineraliza\u00e7\u00e3o. Esses alvos s\u00e3o suspensos, e, ou, abandonados depois de devidamente documentados e colocados em espera em um banco de alvos. O volume de servi\u00e7os planejado para eles pode ser utilizado em outro alvo retirado do banco de alvos.<\/p>\n<p>FEL 3 &#8211; <span style=\"text-decoration: underline;\">Avalia\u00e7\u00e3o<\/span><br \/>\n<span style=\"line-height: 1.5em;\"><br \/>\nOs alvos gerados na Etapa 2 e priorizados, s\u00e3o o objeto de trabalho da Etapa 3. \u00c9 importante salientar que na maioria das vezes a prioriza\u00e7\u00e3o final dos alvos de uma dada etapa \u00e9 feita em fun\u00e7\u00e3o de uma perspectiva or\u00e7ament\u00e1ria. Quando se elabora um or\u00e7amento anual ele \u00e9 feito em bases definidas e os valores a ser investido nos trabalhos de pesquisa mineral resulta que nem todos os alvos podem ser trabalhados naquele ano. S\u00e3o priorizados sempre os melhores e os demais s\u00e3o colocados em um banco de alvos e poder\u00e3o ser aproveitados em outra \u00e9poca.<\/span><\/p>\n<p>Os alvos da Etapa 2 selecionados e priorizados s\u00e3o detalhados nesta Etapa 3, onde os trabalhos tem um maior detalhe e visam definir se a fonte da anomalia que gerou o alvo cont\u00e9m mineraliza\u00e7\u00e3o extensa o suficiente para conter um dep\u00f3sito com perspectiva econ\u00f4mica. Analisando toda a informa\u00e7\u00e3o existente \u00e9 feita uma programa\u00e7\u00e3o de trabalho para cada alvo, da mesma forma que se fez nas etapas anteriores.<\/p>\n<p>Os trabalhos obt\u00e9m maior detalhe, e s\u00e3o planejados os primeiros furos explorat\u00f3rios visando maiores defini\u00e7\u00f5es da mineraliza\u00e7\u00e3o e definir a sua extens\u00e3o. O produto da Etapa 3 s\u00e3o alvos com mineraliza\u00e7\u00e3o e com extens\u00e3o compat\u00edvel com um corpo de min\u00e9rio econ\u00f4mico dentro do modelo pr\u00e9-estabelecido.<br \/>\n<span style=\"line-height: 1.5em;\"><br \/>\nFEL 4 \u2013 <span style=\"text-decoration: underline;\">Recursos e Reservas<\/span><\/span><\/p>\n<p>Os alvos selecionados e priorizados, produtos da Etapa 3 s\u00e3o objeto dos estudos da Etapa 4. Novamente os resultados dos alvos s\u00e3o analisados de uma maneira profunda, selecionados e priorizados e elaborada uma programa\u00e7\u00e3o de trabalho para cada um deles. A programa\u00e7\u00e3o de trabalhos visa agora definir reservas, assim o produto desta \u201cEtapa 4 &#8211; Avalia\u00e7\u00e3o\u201d s\u00e3o reservas minerais cubadas com todos os par\u00e2metros geol\u00f3gicos, geom\u00e9tricos e geometal\u00fargicos definidos &#8211; elementos necess\u00e1rios aos estudos de engenharia e planejamento do empreendimento mineiro.<\/p>\n<p>Nessa etapa s\u00e3o programadas malhas de sondagem orientadas por estudos geoestat\u00edsticos preliminares e condicionada pelo volume m\u00ednimo necess\u00e1rio para se implantar um empreendimento mineiro. O produto da Etapa 4 s\u00e3o corpos de min\u00e9rio cubados com caracter\u00edsticas definidas que permitam a elabora\u00e7\u00e3o de um projeto mineiro em todos os seus aspectos.<\/p>\n<p>FEL 5 \u2013 <span style=\"text-decoration: underline;\">Plano de Aproveitamento Econ\u00f4mico<\/span><\/p>\n<p>Um plano de lavra tem os itens necess\u00e1rios bem conhecidos, mas o que se busca \u00e9 a confiabilidade. O FEL 5 de Pesquisa Mineral se equivale ao FEL 1 de Implanta\u00e7\u00e3o Mineral mas as equipes de trabalho s\u00e3o diferentes.<br \/>\n<span style=\"line-height: 1.5em;\"><br \/>\n<strong>FEL &#8211; Gest\u00e3o de Produ\u00e7\u00e3o Mineral<\/strong><br \/>\n<\/span><span style=\"line-height: 1.5em;\">As atividades que s\u00e3o conduzidas no sistema de port\u00f5es FEL (1, 2, 3, 4 e 5) s\u00e3o similares aos empreendimentos industriais. Ao passar por todos os port\u00f5es desse FEL, tem-se o detalhamento da opera\u00e7\u00e3o com extra\u00e7\u00e3o mineral, usina e log\u00edstica, contendo os elementos necess\u00e1rios a produ\u00e7\u00e3o e principalmente a acur\u00e1cia da previs\u00e3o dos investimentos. Por exemplo, ao avan\u00e7ar os port\u00f5es a previs\u00e3o de or\u00e7amentos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 realidade vai se aproximando mais.<br \/>\n<\/span><span style=\"line-height: 1.5em;\">FEL 1 &#8211; 50 %<br \/>\n<\/span><span style=\"line-height: 1.5em;\">FEL 2 &#8211; 30 %<br \/>\n<\/span><span style=\"line-height: 1.5em;\">FEL 3 &#8211; 20 %<br \/>\n<\/span><span style=\"line-height: 1.5em;\">FEL 4 \u2013 10 %<\/span><\/p>\n<p>\u00c0 medida que vai se buscando a precis\u00e3o dos investimentos segue tamb\u00e9m a discuss\u00e3o detalhada dos processos, mercados, infraestrutura, log\u00edstica, criando em cada port\u00e3o maior seguran\u00e7a para o empreendimento.<\/p>\n<p>\u00c9 importante salientar que em ambas as gest\u00f5es quando o objeto de trabalho \u00e9 submetido aos testes em cada FEL, se o resultado \u00e9 positivo o processo continua, se o resultado \u00e9 negativo o processo se encerra, ou paralisa aguardando.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/fel-adaptado-imagem-artigo-raggi.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-4923 alignright\" src=\"http:\/\/inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/fel-adaptado-imagem-artigo-raggi-300x224.jpg\" alt=\"fel adaptado imagem artigo raggi\" width=\"300\" height=\"224\" srcset=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/fel-adaptado-imagem-artigo-raggi-300x224.jpg 300w, https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/fel-adaptado-imagem-artigo-raggi.jpg 700w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O reconhecimento da regi\u00e3o com reserva mineral deve seguir um roteiro de atividades para viabilizar o empreendimento. Os trabalhos que dever\u00e3o ser realizados permitem identificar caracter\u00edsticas suficientes para complementar os recursos lavr\u00e1veis e justificar os prosseguimentos dos estudos geol\u00f3gicos no local, que v\u00e3o continuar durante toda a vida do empreendimento.<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">Trabalhos de pesquisa realizados<\/span><\/p>\n<p>O FEL Produ\u00e7\u00e3o Mineral precisa validar os dados obtidos no FEL Pesquisa Mineral. Estes dever\u00e3o seguir o mesmo desenvolvimento no projeto que o estudo geol\u00f3gico. Dever\u00e1 ser padronizado e de acordo com o modelo apresentado neste documento. O conhecimento de v\u00e1rios itens a seguir, como exemplos, \u00e9 de extrema import\u00e2ncia para a viabilidade da implanta\u00e7\u00e3o:<br \/>\n<span style=\"line-height: 1.5em;\">&#8211; Amostragem<br \/>\n<\/span>&#8211; Recursos \/ Reservas<br \/>\n<span style=\"line-height: 1.5em;\">&#8211; Composi\u00e7\u00e3o mineral e limites de teor<br \/>\n<\/span><span style=\"line-height: 1.5em;\">&#8211; Topografia<br \/>\n<\/span><span style=\"line-height: 1.5em;\">&#8211; Determina\u00e7\u00e3o de peso especifico<br \/>\n<\/span><span style=\"line-height: 1.5em;\">&#8211; Defini\u00e7\u00e3o de massa e teor<br \/>\n<\/span><span style=\"line-height: 1.5em;\">&#8211; An\u00e1lise de variogr\u00e1fica<br \/>\n<\/span><span style=\"line-height: 1.5em;\">&#8211; Modelamento de blocos<br \/>\n<\/span><span style=\"line-height: 1.5em;\">&#8211; Geometalurgia<br \/>\n<\/span><span style=\"line-height: 1.5em;\">&#8211; Vida \u00fatil<\/span><\/p>\n<p>Alguns itens de estudo para a produ\u00e7\u00e3o mineral est\u00e3o listados a seguir:<\/p>\n<p>&#8211; Localiza\u00e7\u00e3o e vias de acesso: conhecimento do local onde ser\u00e1 implantada a mina e as principais vias de acesso (a\u00e9rea, terrestre e mar\u00edtima) a propriedade.<\/p>\n<p>&#8211; Verifica\u00e7\u00e3o de dados: conduzir uma auditoria externa no banco de dados do dep\u00f3sito e nas interpreta\u00e7\u00f5es geol\u00f3gicas incluindo valida\u00e7\u00e3o dos dados contidos no resultado da pesquisa mineral.<\/p>\n<p>&#8211; An\u00e1lise de mercado: s\u00e3o abordagens voltadas aos mercados da subst\u00e2ncia explorada, tanto do ponto de vista dom\u00e9stico quanto do mercado externo. Cabe an\u00e1lise de ordem econ\u00f4mica em geral.<\/p>\n<p>&#8211; Lavra: escolha do m\u00e9todo para a extra\u00e7\u00e3o do dep\u00f3sito mineral. A c\u00e9u aberto, e, ou subterr\u00e2nea.<\/p>\n<p>&#8211; Planta de beneficiamento: definir o tipo de planta de beneficiamento, rota de processo e regime de opera\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>&#8211; Infraestrutura: verificar principalmente disponibilidade de energia e \u00e1gua local para projetar instala\u00e7\u00f5es de apoio operacional que servir\u00e3o de suporte nas atividades administrativas, de produ\u00e7\u00e3o e de manuten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8211; Licenciamento, meio ambiente e s\u00f3cio economia: estabelecer pol\u00edticas de desenvolvimento sustent\u00e1vel para orientar o projeto com o objetivo de atender \u00e0s orienta\u00e7\u00f5es internacionais e normas locais aplic\u00e1veis, preconizando minimizar eventuais impactos ambientais durante o projeto de constru\u00e7\u00e3o e opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8211; Avalia\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica do projeto: os custos de capital (CAPEX) e custos operacionais (OPEX) para o projeto. No CAPEX prev\u00ea-se constru\u00e7\u00e3o e comissionamento das instala\u00e7\u00f5es na mina englobando custos diretos e indiretos. No OPEX: mina (detona\u00e7\u00e3o, carregamento e transporte, materiais e pe\u00e7as de reposi\u00e7\u00e3o dos equipamentos), planta (custos de energia, consum\u00edveis, manuten\u00e7\u00e3o e outros custos relativos a todas as opera\u00e7\u00f5es unit\u00e1rias previstas) e geral &amp; administrativo (pe\u00e7as de desgaste dos equipamentos, m\u00e3o de obra).<\/p>\n<p>&#8211; Recursos e reservas minerais: a partir da pesquisa mineral com reserva prov\u00e1vel e comprovada. Projeta\u00e7\u00e3o do seq\u00fcenciamento de lavra e defini\u00e7\u00e3o da vida \u00fatil da mina.<\/p>\n<p>&#8211; Porte do Empreendimento: classificar o porte do empreendimento de acordo com a capacidade produtiva que a mina oferece.<\/p>\n<p>&#8211; Cronograma de produ\u00e7\u00e3o mineral e opera\u00e7\u00e3o: programar in\u00edcio da produ\u00e7\u00e3o e a longo prazo (vida \u00fatil da mina).<\/p>\n<p>&#8211; Conformidade com programas governamentais: tem objetivo de atrair novos investimentos atrav\u00e9s de programas junto \u00e0 governos com incentivos financeiros.<\/p>\n<p>&#8211; Objetivos e justificativas do empreendimento: analisar ganhos ambientais, sociais, t\u00e9cnicos e econ\u00f4micos.<\/p>\n<p>&#8211; \u00c1reas de servid\u00e3o: analisar sua necessidade para futuras instala\u00e7\u00f5es de apoio e ou expans\u00f5es.<\/p>\n<p>&#8211; Est\u00e9ril: definir local para o Dep\u00f3sito Controlado de Est\u00e9ril (DCE).<\/p>\n<p>&#8211; Avalia\u00e7\u00e3o geot\u00e9cnica: a partir desta avalia\u00e7\u00e3o geot\u00e9cnica \u00e9 poss\u00edvel definir par\u00e2metros de resist\u00eancia para diferentes materiais e modos de ruptura. Identifica\u00e7\u00e3o das estruturas geol\u00f3gicas que poder\u00e3o representar papel importante na estabilidade dos taludes.<\/p>\n<p>&#8211; Caracteriza\u00e7\u00e3o geomec\u00e2nica: objetiva conhecer os materiais presentes e determinar suas ocorr\u00eancias e espessuras.<\/p>\n<p>&#8211; An\u00e1lise de estabilidade de taludes: determina fatores de seguran\u00e7a m\u00ednimos para os taludes da cava final da mina, considerando os diferentes tipos de materiais, tipos de rupturas poss\u00edveis de ocorr\u00eancia, condi\u00e7\u00f5es geom\u00e9tricas e hidrogeol\u00f3gicas.<\/p>\n<p>&#8211; Dimensionamento das vias internas de acesso: \u00e9 importante projetar a rampa interna da mina com opera\u00e7\u00e3o segura e eficiente do equipamento a ser utilizado. A rampa \u00e9 desenvolvida \u00e0 medida que a mina se aprofunda, interligando os diversos n\u00edveis.<\/p>\n<p>&#8211; Frota de equipamento: conjunto de equipamentos de mina que ser\u00e3o necess\u00e1rios para atender ao plano de produ\u00e7\u00e3o projetado para a mina. Os equipamentos dever\u00e3o ser adquiridos concomitantemente com as necessidades operacionais, ou estrategicamente com maiores riscos.<\/p>\n<p>&#8211; M\u00e3o de obra para a mina: refere-se ao quantitativo de pessoal para os regimes administrativos e de turno, e treinamento necess\u00e1rio.<\/p>\n<p>&#8211; Plano de controle de impactos ambientais: tende a minimizar e controlar os impactos do empreendimento, a partir da avalia\u00e7\u00e3o de impactos dos meios f\u00edsicos, bi\u00f3tico e antr\u00f3pico. Faz parte deste plano \u201cprograma de gest\u00e3o de riscos e plano de atendimento a emerg\u00eancias.\u201d<\/p>\n<p>&#8211; Sa\u00fade e seguran\u00e7a ocupacional: estabelece a base para avalia\u00e7\u00e3o, controle e monitoramento dos riscos das atividades da empresa, servindo de base a seus programas e metas de gest\u00e3o da seguran\u00e7a do trabalho e sa\u00fade ocupacional, e se aplica especialmente \u00e0 fase de produ\u00e7\u00e3o mineral.<\/p>\n<p>&#8211; Plano de fechamento de mina: prev\u00ea o fechamento da mina quando de sua exaust\u00e3o. Apresenta plano executivo com diretrizes e orienta\u00e7\u00f5es para a fase de desativa\u00e7\u00e3o da cava da mina, instala\u00e7\u00f5es industriais, pilhas de est\u00e9ril e demais infraestruturas.<\/p>\n<p>&#8211; Reabilita\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas: os trabalhos de reabilita\u00e7\u00e3o das \u00e1reas degradadas dever\u00e3o ser planejados e implantados na conformidade do uso futuro que se pretende para as mesmas e considerando as suas caracter\u00edsticas geol\u00f3gicas e pedol\u00f3gicas para defini\u00e7\u00e3o de procedimentos operacionais que ser\u00e3o suportados por avalia\u00e7\u00e3o pr\u00e9via da adequabilidade das esp\u00e9cies vegetais a serem utilizadas. Consultas \u00e0s comunidades pr\u00f3ximas s\u00e3o necess\u00e1rias para apoio ao projeto.<\/p>\n<p><strong>DESENVOLVIMENTO DO M\u00c9TODO FEL<\/strong><br \/>\nPodemos avan\u00e7ar com as estrat\u00e9gias de a\u00e7\u00e3o sequencial e em paralelo e as atua\u00e7\u00f5es com foco avers\u00e3o e alavancagem de riscos. O FEL potencializa o nivelamento e o agrupamento dos servi\u00e7os, de acordo com o seu est\u00e1gio de maturidade, proporcionando seguran\u00e7a \u00e0 dire\u00e7\u00e3o executiva da organiza\u00e7\u00e3o e os investidores para a tomada de decis\u00e3o referente \u00e0 autoriza\u00e7\u00e3o do investimento.\u00a0 Em minera\u00e7\u00e3o pode-se trabalhar com os FEL\u2019s sequencialmente, e em paralelo.<br \/>\n<strong>Modelo FEL Sequencial<\/strong><br \/>\nNeste h\u00e1 transi\u00e7\u00e3o entre as fases do FEL (Figura 04) que dever\u00e3o ser validadas no contexto da gest\u00e3o do portfolio de empreendimentos da empresa. Para isso, entre as fases s\u00e3o identificados os j\u00e1 mencionados port\u00f5es de passagens, que permitem definir se os estudos do empreendimento avan\u00e7am ou n\u00e3o para as etapas seguintes. Exige-se uma aprova\u00e7\u00e3o se o projeto continua ou \u00e9 interrompido, ou mesmo para se solicitar maiores informa\u00e7\u00f5es para a tomada de decis\u00f5es.<\/p>\n<p>Do ponto de vista conceitual, este modelo seq\u00fcencial da FEL adiciona valor ao projeto, com o objetivo de manter-se este valor durante a fase de desenvolvimento da engenharia detalhada e constru\u00e7\u00e3o, para que durante a fase de opera\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o o projeto selecionado e aprovado pelos port\u00f5es de passagens produza o valor planejado (esperado) atendendo as expectativas da empresa.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/fel-produtos-artigo-imagem.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-4924 alignleft\" src=\"http:\/\/inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/fel-produtos-artigo-imagem-300x200.jpg\" alt=\"fel produtos artigo imagem\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/fel-produtos-artigo-imagem-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/fel-produtos-artigo-imagem.jpg 552w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><br \/>\n<strong style=\"color: #333333; line-height: 1.5em;\">Modelo FEL Paralelo<\/strong><\/a><\/p>\n<p>O Modelo FEL Paralelo requer do gerenciamento a decis\u00e3o de assumir maiores riscos para atingir a produ\u00e7\u00e3o em menor prazo. Com uma boa gest\u00e3o, pode permitir a coordena\u00e7\u00e3o e desenvolvimento em paralelo das diferentes especialidades de projeto e desenvolvimento de produto de forma a extrapolar as limita\u00e7\u00f5es das media\u00e7\u00f5es contratuais e criar uma nova disposi\u00e7\u00e3o de coopera\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica entre os projetistas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A escolha desse modelo paralelo (Figura 5) pode ser tanto melhor se houver um processo independente de avalia\u00e7\u00e3o que aponte se o esfor\u00e7o que est\u00e1 sendo feito at\u00e9 o momento de cada fase em paralelo atende ao que foi estabelecido pela gest\u00e3o da empresa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><a href=\"http:\/\/inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/fel-produtos-2-artigo-imagem.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-4925 alignright\" src=\"http:\/\/inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/fel-produtos-2-artigo-imagem-300x212.jpg\" alt=\"fel produtos 2 artigo imagem\" width=\"300\" height=\"212\" srcset=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/fel-produtos-2-artigo-imagem-300x212.jpg 300w, https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/fel-produtos-2-artigo-imagem.jpg 550w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>RISCOS<\/strong><br \/>\n<strong>Avers\u00e3o a Riscos: Modelo Sequencial<\/strong><br \/>\nUm exemplo de investidor de avers\u00e3o a riscos \u00e9 a Rio Tinto \u2013 Explora\u00e7\u00e3o. \u00c9 uma empresa l\u00edder internacional envolvida em cada est\u00e1gio da produ\u00e7\u00e3o de metais e minerais. Seu grupo \u00e9 formado pela Rio Tinto plc que possui a\u00e7\u00f5es negociadas na Bolsa de Valores de Londres e pela Rio Tinto Limited, com a\u00e7\u00f5es negociadas na Bolsa de Valores da Austr\u00e1lia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O grupo Explora\u00e7\u00e3o, dentro da Rio Tinto tem a fun\u00e7\u00e3o de aumentar o valor da companhia descobrindo ou adquirindo novos recursos minerais. Envolve a identifica\u00e7\u00e3o, prioriza\u00e7\u00e3o e verifica\u00e7\u00e3o de alvos geol\u00f3gicos, geoqu\u00edmicos e geof\u00edsicos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A opera\u00e7\u00e3o de explora\u00e7\u00e3o da Rio Tinto \u00e9 organizada em tr\u00eas equipes regionais: Am\u00e9ricas, Austr\u00e1lia e \u00c1frica-Eur\u00e1sia. No final de 2009, o grupo explorava ativamente em 17 pa\u00edses e avaliava oportunidades em outros 19 pa\u00edses para uma gama de produtos : bauxita, cobre, carv\u00e3o de coque, diamantes, min\u00e9rio de ferro, n\u00edquel e ur\u00e2nio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A pesquisa mineral da Rio Tinto possui 5 port\u00f5es:<\/p>\n<p>&#8211; Sele\u00e7\u00e3o da \u00e1rea: Decis\u00e3o sobre onde explorar \u2013 avalia\u00e7\u00f5es de dados geol\u00f3gicos, geoqu\u00edmicos e geof\u00edsicos para encontrar \u00e1reas com potencial de dep\u00f3sitos. S\u00e3o avaliadas as quest\u00f5es de seguran\u00e7a, sa\u00fade, meio ambiente, riscos t\u00e9cnicos e pol\u00edticos, com estudos de campo.<br \/>\n&#8211; Identifica\u00e7\u00e3o do alvo: Determina\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia de um dep\u00f3sito \u2013 Busca de acesso ao terreno, avalia\u00e7\u00e3o da m\u00e3o de obra local, realiza\u00e7\u00e3o de mapeamento geol\u00f3gico.<br \/>\n&#8211; Verifica\u00e7\u00e3o do alvo: Avalia\u00e7\u00e3o da natureza da mineraliza\u00e7\u00e3o \u2013 com escava\u00e7\u00f5es e sondagens, e detalhamento de dados ambientais e sociais.<br \/>\n&#8211; Delineamento do recurso: Determina\u00e7\u00e3o do tamanho do dep\u00f3sito, grau e metalurgia \u2013 Detalhamento das sondagens, an\u00e1lises, recursos.<br \/>\n&#8211; Avalia\u00e7\u00e3o de recurso a n\u00edvel de viabilidade: Avan\u00e7o das sondagens, an\u00e1lises, testes, rota de processo, engenharia. Julgamento sobre se o dep\u00f3sito ser\u00e1 economicamente vi\u00e1vel.<\/p>\n<p>Finalizando a pesquisa mineral com defini\u00e7\u00f5es do dep\u00f3sito mineral o projeto \u00e9 encaminhado para a \u00e1rea de produ\u00e7\u00e3o mineral.<\/p>\n<p>O tamanho do investimento da Rio Tinto em explora\u00e7\u00e3o mineral \u00e9 de acordo com a qualidade da oportunidade e risco de projeto somado a avalia\u00e7\u00f5es das perspectivas em longo prazo para o produto.<\/p>\n<p>No per\u00edodo de 1990 \u2013 2009, a Rio Tinto anunciou as descobertas de dep\u00f3sitos minerais. (Figura 6), conforme quadro a seguir. Neste in\u00edcio de ano de 2013 foi anunciado uma perda financeira de US$ 14 bilh\u00f5es com a redu\u00e7\u00e3o do valor da divis\u00e3o de alum\u00ednio e os ativos de carv\u00e3o em Mo\u00e7ambique. Mas todas grandes empresas de minera\u00e7\u00e3o no mundo vem enfrentando grandes dificuldades, principalmente a partir da crise iniciada em 2007 \u2013 2008.<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\"><a href=\"http:\/\/inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/descobertas-rio-tinto-artigo-imagem.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-4926 alignleft\" src=\"http:\/\/inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/descobertas-rio-tinto-artigo-imagem-231x300.jpg\" alt=\"descobertas rio tinto artigo imagem\" width=\"231\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/descobertas-rio-tinto-artigo-imagem-231x300.jpg 231w, https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/descobertas-rio-tinto-artigo-imagem-790x1024.jpg 790w, https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/descobertas-rio-tinto-artigo-imagem.jpg 800w\" sizes=\"auto, (max-width: 231px) 100vw, 231px\" \/><\/a>Warren Buffett<\/span><br \/>\nPara refor\u00e7ar o conceito de avers\u00e3o a riscos e obter uma vis\u00e3o do investidor podemos utilizar os ensinamentos de um dos maiores empres\u00e1rios do mundo. Em julho de 1999 Buffett proferiu uma palestra em Sun Valley na cidade de Hayley, um resort em um antigo centro de minera\u00e7\u00e3o, Idaho, EUA, sobre Mercado de A\u00e7\u00f5es. Havia muita press\u00e3o para que o fundo que administrava adquirisse a\u00e7\u00f5es de empresas de novas tecnologias. Mas ele mostrou que novas tecnologias n\u00e3o tornaram os investidores mais ricos com os exemplos:<br \/>\n&#8211; Havia 200 companhias de avia\u00e7\u00e3o, entre 1919 \u2013 1939, e o conjunto de todas as a\u00e7\u00f5es investidas rendeu zero d\u00f3lares.<br \/>\n&#8211; Existiam duas mil companhias automobil\u00edsticas nos EUA no in\u00edcio do s\u00e9culo XX, apenas tr\u00eas sobreviveram.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria dos neg\u00f3cios estava cheia de novas tecnologias como as estradas de ferro, o tel\u00e9grafo, o telefone, a energia el\u00e9trica, no entanto, quantas delas haviam tornado os investidores mais ricos?<\/p>\n<p>Em 10\/03\/2000 o \u00edndice da Nasdaq, Bolsa Eletr\u00f4nica de Nova York, onde s\u00e3o negociadas as empresas \u201cponto com\u201d superara os 5.000 pontos mais do que dobrando em um ano, mas a partir da\u00ed perdeu 75 % do valor. Foi o estouro da bolha ponto com. E Buffett acertou mais vez.<\/p>\n<p>Em 2002 na carta aos acionistas do Berkshire Hathaway Buffett chamou aten\u00e7\u00e3o para os produtores de casas pr\u00e9-fabricadas nos Estados Unidos que come\u00e7aram a vender seus empr\u00e9stimos por meio de uma \u201cobriga\u00e7\u00e3o lastreada em outra d\u00edvida\u201d alavancando em 100 d\u00f3lares para cada d\u00f3lar de capital. Chamou esses derivativos de \u201ct\u00f3xicos\u201d e disse que eram \u201cbombas \u2013 rel\u00f3gio\u201d que estavam se alastrando sem controle e que podiam causar uma rea\u00e7\u00e3o em cadeia de desastres financeiros \u2013 o que veio acontecer e estamos vivendo esta crise nos dias atuais.<\/p>\n<p>O m\u00e9todo FEL sequencial trabalhado neste artigo pode dar mais visibilidade para investidores que tem avers\u00e3o a riscos como Warren Buffett.<\/p>\n<p><strong>Alavancagem de Riscos: Modelo Paralelo<br \/>\n<\/strong><span style=\"line-height: 1.5em;\">A proposta deste modelo \u00e9 reduzir os prazos de produ\u00e7\u00e3o mineral de um projeto de minera\u00e7\u00e3o, mas nesta redu\u00e7\u00e3o aumenta-se os riscos. Enquanto que o modelo sequencial exige de 10 a 20 anos para uma produ\u00e7\u00e3o, se for conduzido os FEL\u2019s em paralelo objetiva-se a produ\u00e7\u00e3o em 3 a 5 anos. Para atingir esta meta ao iniciar o FEL Pesquisa Mineral j\u00e1 considera-se que o sucesso ser\u00e1 atingido e inicia-se o FEL Produ\u00e7\u00e3o Mineral. Se o dep\u00f3sito mineral for pequeno, insignificante, o empreendedor arca com o preju\u00edzo, ou vende para um empreendedor em que a escala de neg\u00f3cios permita a continuidade do projeto.<\/span><\/p>\n<p>Recentemente um grupo empresarial iniciando a pesquisa de min\u00e9rio de ferro de baixo teor, j\u00e1 pressupondo a necessidade de transporte por mineroduto contratou a aquisi\u00e7\u00e3o de bombas e tubula\u00e7\u00f5es \u2013 \u00edtens que poderia estrangular as metas de implanta\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o mineral no prazo de 3 a 5 anos. Estas estrat\u00e9gias sempre existiram no mundo e podem ser alavancas quando bem sucedidas, ou preju\u00edzos quando n\u00e3o se viabilizam.<\/p>\n<p>O n\u00edvel de conhecimento de um dep\u00f3sito mineral, FEL Pesquisa Mineral, avan\u00e7a de OCORR\u00caNCIA \u2013 RECURSO INFERIDO \u2013 RECURSO INDICADO \u2013 RECURSO MEDIDO \u2013 RESERVA PROV\u00c1VEL \u2013 RESERVA COMPROVADA. Este conhecimento significa investimento de risco. Os ativos minerais tem condi\u00e7\u00f5es de ser valorizados \u201cin situ\u201d, na natureza onde foram gerados, antes da produ\u00e7\u00e3o. \u00c9 uma realidade que cria grandes riquezas, mas que deve ser reduzidas as incertezas.<\/p>\n<p>Se considerarmos um dep\u00f3sito de min\u00e9rio de ouro desde o conhecimento a n\u00edvel de ocorr\u00eancia caminhando at\u00e9 reservas (FEL Pesquisa Mineral) e depois FEL Produ\u00e7\u00e3o Mineral onde o ouro \u00e9 produzido em barras, tem-se um caminho at\u00e9 o lastro. O ouro f\u00edsico \u00e9 a \u201cmoeda\u201d mais aceita no mundo. Este dep\u00f3sito pode ser valorizado em cada etapa do avan\u00e7o do projeto que avan\u00e7a para a produ\u00e7\u00e3o f\u00edsica. E um empreendimento deste pode ser realizado no FEL Sequencial ou em Paralelo.<\/p>\n<p>Talvez uma abordagem dos derivativos no mercado financeiro possa ser mais explicativo do que teorizar o conceito de alavancagem em minera\u00e7\u00e3o, mostrando seus riscos. Os derivativos constituem o melhor exemplo de alavancagem. S\u00e3o marcos recentes os anos de 1973, 1994 &#8211; 1995, e 2007 \u2013 2008 onde eventos fizeram hist\u00f3ria. Adiantando as conclus\u00f5es, a alavancagem sempre existiu e existir\u00e1, pois faz parte do comportamento humano.<\/p>\n<p>Um derivativo, como conhecido atualmente no mercado financeiro, vai se desdobrando em outros, distanciando do lastro \u2013 base e aumentando o risco do investimento. A pesquisa mineral, pode ser visualizada ao contr\u00e1rio: parte do maior risco e ao avan\u00e7ar vai agregando valor aproximando do lastro \u2013 base. Se um investidor puder acompanhar os resultados da pesquisa mineral com um m\u00e9todo como o FEL e apoiado nas normas internacionais, ao investir no FEL Pesquisa Mineral o risco \u00e9 grande, mas \u00e0 medida que avan\u00e7a o risco vai diminuindo aproximando do lastro \u2013 base, conforme figuras 7 e 8, a seguir.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/derivativos-imagem-artigo-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-4927\" src=\"http:\/\/inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/derivativos-imagem-artigo-1-300x28.jpg\" alt=\"derivativos imagem artigo 1\" width=\"300\" height=\"28\" srcset=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/derivativos-imagem-artigo-1-300x28.jpg 300w, https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/derivativos-imagem-artigo-1.jpg 750w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><br \/>\n<strong>Figura<\/strong>: Desdobramento de um derivativo que ao distanciar do lastro (base), aumenta o risco do investimento.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/pesquisa-mineral-artigo-image-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-4928\" src=\"http:\/\/inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/pesquisa-mineral-artigo-image-2-300x28.jpg\" alt=\"pesquisa mineral artigo image 2\" width=\"300\" height=\"28\" srcset=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/pesquisa-mineral-artigo-image-2-300x28.jpg 300w, https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/pesquisa-mineral-artigo-image-2.jpg 750w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><br \/>\n<strong>Figura<\/strong>: Desdobramento de uma Pesquisa Mineral que tem maior risco no FEL 1 e ao avan\u00e7ar mais pr\u00f3ximo do lastro vai agregando valor reduzindo o risco.<\/p>\n<p>Ao seguir o m\u00e9todo FEL o investimento em FEL 1 tem maior risco e maior ganho se houver confirma\u00e7\u00e3o final de um dep\u00f3sito mineral.<\/p>\n<p>O conceito de derivativo pode ser \u00fatil para aprofundar o conhecimento da alavancagem de riscos, que existe desde os primeiros tempos da nossa hist\u00f3ria, e principalmente na pesquisa mineral. Quando um eg\u00edpcio comprava uma safra futura com valor prefixado no presente, estava trabalhando com derivativo. Arist\u00f3teles contou que o fil\u00f3sofo grego Thalus, sem muitos recursos, prevendo uma grande safra de olivas, adquiriu a valor presente a utiliza\u00e7\u00e3o das prensas de olivas para produ\u00e7\u00e3o de azeite no pr\u00f3ximo ano, e cobrando o que o mercado aceitou obteve grandes lucros.<\/p>\n<p>Um dos melhores exemplos do perigo dos derivativos foi a super \u2013 valoriza\u00e7\u00e3o (bolha) das tulipas que quebrou a Holanda no in\u00edcio do s\u00e9culo XVII.<\/p>\n<p>Existem derivativos que s\u00e3o muito utilizados como a compra de um im\u00f3vel, opcionando pagamentos antecipados e dando condi\u00e7\u00f5es de venda do contrato. Contratos para entregas futuras a pre\u00e7os especificados s\u00e3o tamb\u00e9m derivativos.<\/p>\n<p>Derivativos s\u00e3o contratos com op\u00e7\u00f5es. Quanto vale uma op\u00e7\u00e3o ? Depende do tempo, pre\u00e7os, taxa de juros e volatilidade (riscos). Para Peter L. Bernstein \u201co produto das transa\u00e7\u00f5es com derivativos \u00e9 a pr\u00f3pria incerteza\u201d.<\/p>\n<p>Os derivativos alavancaram as bases para administra\u00e7\u00e3o dos riscos a partir do ano de 1.973 com a edi\u00e7\u00e3o de maio \u2013 junho do \u201cJournal of Political Economy\u201d onde Black e Sholes publicaram um modelo, com matem\u00e1tica avan\u00e7ada, que quantificavam as op\u00e7\u00f5es no tempo. Seis meses ap\u00f3s esta publica\u00e7\u00e3o a Texas Instruments publicou um anuncio de meia \u2013 p\u00e1gina no \u201cWall Street Journal\u201d : \u201cAgora voc\u00ea pode encontrar o valor de Black \u2013 Sholes usando nossa &#8230; calculadora\u201d.<\/p>\n<p>Somando a estes eventos estruturantes a Chicago Board of Trade, j\u00e1 tradicional centro de negocia\u00e7\u00f5es de commodities iniciou, no seu sal\u00e3o de fumar, em abril de 1.973, a Chicago Board Opcions Exchange, fornecendo pela primeira vez aos negociantes de op\u00e7\u00f5es de a\u00e7\u00f5es contratos padronizados e liquidez para a compra e venda de op\u00e7\u00f5es, prometendo r\u00e1pida regulamenta\u00e7\u00e3o e rapidez na informa\u00e7\u00e3o p\u00fablica de todas as transa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>E neste ano de 1973 o Fundo Monet\u00e1rio Internacional em reuni\u00e3o na Jamaica ratificou as taxas flutuantes do cambio, uma vez que os Estados Unidos acabaram com o lastro do ouro dois anos antes . E, mais uma vez, em 1973 houve a volatilidade dos pre\u00e7os do petr\u00f3leo inaugurando as incertezas generalizados nos pre\u00e7os das commodities. Os dirigentes das empresas, como os agricultores que trabalham com os eventos vol\u00e1teis da natureza, adicionaram os derivativos.<\/p>\n<p>Em novembro de 1994, Alan Greenspan, presidente do Federal Reserve Board, USA, declarou : \u201cExistem pessoas que acham que o papel do supervisor do banco \u00e9 minimizar, ou mesmo eliminar, seus fracassos; mas essa vis\u00e3o \u00e9 equivocada, em minha opini\u00e3o. A disposi\u00e7\u00e3o em assumir riscos \u00e9 essencial ao crescimento de uma economia de livre mercado &#8230; Se todos os poupadores e seus intermedi\u00e1rios financeiros investissem somente em ativos livres de riscos, o potencial de crescimento das empresas jamais se realizaria.\u201d<\/p>\n<p>Wall Street, como um viveiro de inova\u00e7\u00f5es criou novas unidades em derivativos e surgiram engenheiros financeiros desenvolvendo produtos de administra\u00e7\u00e3o de riscos relacionados a taxas de juros, moedas, commodities, \u00edndices de bolsas de valores. Em 1995 j\u00e1 havia duzentas empresas com valores \u201cnocionais\u201d de US$ 18 trilh\u00f5es sendo que US$ 14 trilh\u00f5es concentrados em seis grandes bancos. Valor nocional \u00e9 o valor total de cada contrato de derivativo.<\/p>\n<p>O BIS \u2013 Bank for Internacional Settlements, em 1.995, calculou em US$ 41 trilh\u00f5es o valor nocional dos derivativos no mundo, expandindo os existentes nos Estados Unidos, mas excluindo os negociados em Bolsas organizadas. E concluiu que se cada parte obrigasse o resgate imediato o preju\u00edzo dos credores poderia chegar a US$ 1,7 trilh\u00f5es ou 4,3 % do valor nocional. At\u00e9 esta data poderia haver controle dos derivativos. Por\u00e9m James Morgan do Financial Times j\u00e1 avisava : \u201cUm derivativo \u00e9 como uma l\u00e2mina. Voc\u00ea pode us\u00e1-la para se barbear &#8230; Ou pode se suicidar com ela.\u201d<\/p>\n<p>Peter Bernstein concluiu seu livro \u201cDesafio aos Deuses\u201d, original de 1.996, otimista com a cria\u00e7\u00e3o da administra\u00e7\u00e3o de riscos. Mas o desenvolvimento do computador e da internet turbinaram os derivativos com as transa\u00e7\u00f5es virtuais deixando-os cada vez mais distante do lastro e mais perigoso, pois quanto maior a possibilidade de lucros, maiores os riscos.<\/p>\n<p>A partir de agosto de 2.007 foram detectados grandes problemas no mercado financeiro americano, eclodindo em 2.008 com a fal\u00eancia do banco de investimentos Lehman Brothers, uma tradicional institui\u00e7\u00e3o. Foi denominada a crise do subprimes \u2013 hipotecas de alto risco concedidas a clientes de baixa renda para a compra de um im\u00f3vel. O grande desequil\u00edbrio com ofertas de cr\u00e9ditos imobili\u00e1rios criou um efeito em cascata, provocando danos que vivenciamos at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p>Mesmo com esta crise atual os derivativos v\u00e3o continuar a existir e seus valores no mundo \u00e9 bem superior ao da produ\u00e7\u00e3o f\u00edsica de bens.<\/p>\n<p>O esc\u00e2ndalo da Bre-X em 1997 e probabilidade da descoberta em minera\u00e7\u00e3o s\u00e3o destacados na alavancagem dos riscos para mostrar a necessidade das normas e evitar danos ao setor de minera\u00e7\u00e3o, similar ao que ocorreu com derivativos nos Estados Unidos. A pesquisa mineral sempre foi uma atividade de riscos. A partir de 2.005 com o boom mineral aumentou o n\u00famero de investidores e a busca por resultados r\u00e1pidos, o que pode levar a aumento dos insucessos no setor.<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\">Bre-X -1997<\/span><\/p>\n<p>Em 1993, um grupo de empresas canadenses (Bre-X, 2010) adquiriu uma propriedade em \u00e1rea de floresta junto ao rio Busang, em Borneo, na Indon\u00e9sia. A primeira estimativa de recursos foi da ordem de dois milh\u00f5es de on\u00e7a troy de ouro (uma on\u00e7a equivale a 31,1 gramas). Em 1995 j\u00e1 atingia 30 milh\u00f5es de on\u00e7as, em 1996 eram 60 milh\u00f5es e em 1997, segundo estimativas de uma conhecida consultoria independente do Canad\u00e1, 70 milh\u00f5es (2.177 t de ouro contido). Neste mesmo ano, relat\u00f3rios elevavam para 200 milh\u00f5es de on\u00e7as troy (mais de 6.000 toneladas de ouro). A a\u00e7\u00e3o da Bre-X atingiu a cota\u00e7\u00e3o de CA$ 280, o que representava um valor da empresa de US$ 4.4 bilh\u00f5es (bem acima dos US$ 3,3 bilh\u00f5es obtidos no leil\u00e3o do controle da Vale em 1997).<\/p>\n<p>Grandes empresas, como a Placer Dome, tentaram adquirir a Bre-X, mas o governo indon\u00e9sio do presidente Suharto se envolveu no caso e exigiu que o controle ficasse com a grande mineradora canadense Barrick Gold, em associa\u00e7\u00e3o com sua filha, Siti Hardiyanti Rukmana. A Bre-X buscou apoio em outros dois filhos do presidente e vendeu seus direitos (45%) \u00e0 Freeport-McMoRan em 17\/02\/1997. Em um m\u00eas a fraude foi descoberta por esta empresa americana: testes em amostras-chave revelaram que havia quantias insignificantes de ouro na \u00e1rea, e mais, o ouro nas amostras n\u00e3o era do local.<\/p>\n<p>O esc\u00e2ndalo provocou uma rea\u00e7\u00e3o das bolsas de valores internacionais, que editaram normas e auditorias para creditar conte\u00fados minerais e diferenciar recursos de reservas.<\/p>\n<p><strong>A PROBABILIDADE DA DESCOBERTA EM MINERA\u00c7\u00c3O<\/strong><br \/>\nDescobrir um dep\u00f3sito mineral \u00e9 uma atividade de risco.<\/p>\n<p>O quadro mostra n\u00fameros percentuais de um per\u00edodo de 26 anos (1988 \u2013 2013) e compara com 2010, 2011, 2012 e 2013. A probabilidade de uma \u00e1rea requerida chegar a uma concess\u00e3o de lavra \u00e9 em m\u00e9dia de 1,1%.<\/p>\n<p>Em n\u00famero, minas s\u00e3o muito inferior \u00e0s concess\u00f5es de lavra.\u00a0<span style=\"line-height: 1.5em;\">A De Beers confirma esta probabilidade com divulga\u00e7\u00e3o das suas descobertas.<br \/>\n<\/span><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/de-beers-tendencia-artigo-imagem.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-4929\" src=\"http:\/\/inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/de-beers-tendencia-artigo-imagem-300x223.jpg\" alt=\"de beers tendencia artigo imagem\" width=\"300\" height=\"223\" srcset=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/de-beers-tendencia-artigo-imagem-300x223.jpg 300w, https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/de-beers-tendencia-artigo-imagem-1024x763.jpg 1024w, https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/de-beers-tendencia-artigo-imagem.jpg 1149w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A partir de 2001 com a implementa\u00e7\u00e3o das normas internacionais passou a ser regulamentada a apresenta\u00e7\u00e3o de projetos de minera\u00e7\u00e3o para os investidores e o p\u00fablico, com diretrizes de forma, de precis\u00e3o dos dados, os tipos de m\u00e9todos aceitos para os estudos, as qualifica\u00e7\u00f5es e certid\u00f5es necess\u00e1rias para pessoas e empresas respons\u00e1veis.<\/p>\n<p>O CSA \u2013 Canadian Securities Administrators, como exemplo, re\u00fane entidades ligadas a regulamenta\u00e7\u00f5es sobre fundos de investimentos, bolsas de valores, t\u00edtulos p\u00fablicos. Possui um \u00f3rg\u00e3o respons\u00e1vel pela guarda de documentos de empresas com a\u00e7\u00f5es na Bolsa de Valores do Canad\u00e1: \u201cThe System for Eletronic Document Analysis and Retrieval\u201d \u2013 SEDAR (Sistema Eletr\u00f4nico de Recupera\u00e7\u00e3o e An\u00e1lise de Documentos), que pode ser acessado no site www.sedar.com . Existem v\u00e1rios projetos de minera\u00e7\u00e3o dispon\u00edveis, desde alvos poucos trabalhados, mas com potencial, a grandes projetos de implanta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Estas normas que conseguiram dar mais seguran\u00e7a aos profissionais do setor de minera\u00e7\u00e3o na gest\u00e3o dos projetos, agora podem ser acrescidas de um m\u00e9todo como o FEL para criar confiabilidade aos investidores.<\/p>\n<p>As empresas de minera\u00e7\u00e3o e investidores, por sua vez, est\u00e3o em condi\u00e7\u00f5es de avaliar melhor seus ativos, desde alvos com potencias a dep\u00f3sitos minerais e criar valores.<br \/>\n<strong>CONCLUS\u00d5ES<\/strong><br \/>\nA competi\u00e7\u00e3o acirrada, margens de lucros estreitas, avan\u00e7os tecnol\u00f3gicas constantes, mudan\u00e7as pol\u00edticas e regulat\u00f3rias conduz a um cen\u00e1rio que induz o setor de minera\u00e7\u00e3o a trabalhar com prazos menores, recursos financeiros cada vez mais dif\u00edcil, maiores riscos. Nesse contexto a gest\u00e3o de projetos de minera\u00e7\u00e3o torna-se um diferencial nas empresas.<\/p>\n<p>A pesquisa mineral sempre foi uma atividade de riscos. A partir de 2.005 com o boom mineral aumentou o n\u00famero de investidores e a busca por resultados r\u00e1pidos, o que pode levar a aumento dos insucessos no setor.<\/p>\n<p>A implanta\u00e7\u00e3o de um projeto mineral exige planejamento, e quanto mais bem trabalhado, com equipe experiente e envolvida, pode atingir a produ\u00e7\u00e3o com melhor rela\u00e7\u00e3o custos \/ benef\u00edcios. Estudos de gest\u00e3o de projetos desenvolvidos e aprimorados no IPA \u2013 Independent Project Analysis, Inc. \u2013 USA denominado de FEL \u2013 Front End Loading \u00e9 um m\u00e9todo que difundiu no mundo obtendo maior entendimento principalmente entre gestores e investidores.<\/p>\n<p>O modelo a ser explicado no desenvolvimento e gest\u00e3o de projetos em minera\u00e7\u00e3o aqui proposto baseia na aplica\u00e7\u00e3o do FEL em dois momentos: para descobrir um dep\u00f3sito mineral; e para produ\u00e7\u00e3o mineral. O primeiro FEL exige maior risco, e o segundo pode ser sequencial, ou, em atividades paralelas com o primeiro. S\u00e3o dois modelos de atua\u00e7\u00f5es em pesquisa mineral com suas caracter\u00edsticas especiais.<\/p>\n<p>As normas para projetos de pesquisa mineral se consolidaram a partir de 2001, sendo exig\u00eancia em financiamentos internacionais. Destaque foi dado \u00e0 NI 43 \u2013 101 do Canad\u00e1 e \u00e0 JORC \u2013 Joint Ore Reserves Committee, da Austr\u00e1lia. As normas e o m\u00e9todo FEL buscam transpar\u00eancia, materialidade e compet\u00eancia na gest\u00e3o dos projetos de minera\u00e7\u00e3o, o que pode favorecer e dar melhores condi\u00e7\u00f5es de financiamentos ao setor propiciando mais seguran\u00e7a aos investidores.<\/p>\n<p>A pesquisa mineral pode ser visualizada como um derivativo de mercado financeiro, mas com fluxo inverso em rela\u00e7\u00e3o ao lastro. A tend\u00eancia dos derivativos \u00e9 afastar do lastro de refer\u00eancia. A pesquisa mineral avan\u00e7a para o lastro. Ao seguir o m\u00e9todo FEL o investimento em FEL 1 tem maior risco e maior ganho se houver confirma\u00e7\u00e3o final de um dep\u00f3sito mineral.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/conclusao-artigo-imagem-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-4930\" src=\"http:\/\/inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/conclusao-artigo-imagem-1-300x28.jpg\" alt=\"conclusao artigo imagem 1\" width=\"300\" height=\"28\" srcset=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/conclusao-artigo-imagem-1-300x28.jpg 300w, https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/conclusao-artigo-imagem-1.jpg 720w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><br \/>\n<a href=\"http:\/\/inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/conclusao-artigo-imagem-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-4931\" src=\"http:\/\/inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/conclusao-artigo-imagem-2-300x28.jpg\" alt=\"conclusao artigo imagem 2\" width=\"300\" height=\"28\" srcset=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/conclusao-artigo-imagem-2-300x28.jpg 300w, https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/conclusao-artigo-imagem-2.jpg 720w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><br \/>\nA possibilidade de utilizar o m\u00e9todo FEL, principalmente na pesquisa mineral, permitiria uma comunica\u00e7\u00e3o factual com investidores mostrando em que est\u00e1gio se encontra um projeto que trabalha com as incertezas que existem na natureza.<\/p>\n<p>Saiba que \u00e9 <a href=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/entre-perdas-e-ganhos\/\">Jorge Raggi<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como aumentar o n\u00edvel de conhecimento e precis\u00e3o na an\u00e1lise dos riscos de 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