{"id":32543,"date":"2026-11-03T12:29:16","date_gmt":"2026-11-03T15:29:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/?p=32543"},"modified":"2026-11-03T12:29:16","modified_gmt":"2026-11-03T15:29:16","slug":"geopolitica-do-fosfato-uma-abordagem-global","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/geopolitica-do-fosfato-uma-abordagem-global\/","title":{"rendered":"GEOPOL\u00cdTICA DO FOSFATO: UMA ABORDAGEM GLOBAL"},"content":{"rendered":"<h4><a href=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/Retratos-de-Mathias-e-David-em-destaque-e1793719525800.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-32546\" src=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/Retratos-de-Mathias-e-David-em-destaque-e1793719525800.png\" alt=\"Tarja Mathias e David\" width=\"500\" height=\"133\" \/><\/a><\/h4>\n<p><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>As cadeias de suprimento globais de recursos relacionados ao f\u00f3sforo s\u00e3o altamente concentradas, controladas por um pequeno n\u00famero de pa\u00edses, o que torna sua disponibilidade e fornecimento extremamente vulner\u00e1veis a perturba\u00e7\u00f5es geopol\u00edticas, econ\u00f4micas e ambientais, expondo as fragilidades estrat\u00e9gicas das economias dependentes de fertilizantes. Grande parte do fornecimento global de fosfato tem origem em regi\u00f5es geopoliticamente inst\u00e1veis \u200b\u200bdo mundo.\u00a0O destaque \u00e9 o Marrocos, com combina\u00e7\u00e3o \u00fanica de\u00a0<strong>volume, qualidade e acessibilidade:<\/strong>\u00a0suas reservas s\u00e3o as maiores (50 Bt equivalendo a 68% do total mundial de 73 Bt), mais ricas (melhores teores) e de geometria mais tabular quando comparadas aos dep\u00f3sitos carbonat\u00edticos (predominantes no Brasil), o que leva a um custo mais baixo para sua extra\u00e7\u00e3o e beneficiamento.<\/p>\n<p>As reservas de fosfato s\u00e3o cr\u00edticas: proje\u00e7\u00f5es mostram que as reservas globais levar\u00e3o cerca de 300 anos para se esgotarem, enquanto as reservas da China e dos Estados Unidos (EUA) se esgotar\u00e3o estimadamente em 2065 e 2073, respectivamente. Ap\u00f3s esse per\u00edodo, uma parcela substancial das reservas estar\u00e1 ainda mais concentrada no Norte da \u00c1frica, representando at\u00e9 cerca de 95% das reservas globais de f\u00f3sforo, impactando na seguran\u00e7a da oferta, volatilidade das cota\u00e7\u00f5es e risco geopol\u00edtico. Em 2025, a produ\u00e7\u00e3o mundial de rocha fosf\u00e1tica atingiu 250 Mt, segundo dados do USGS (Servi\u00e7o Geol\u00f3gico dos EUA).<\/p>\n<p>O aumento dos pre\u00e7os dos fertilizantes j\u00e1 est\u00e1 alterando as decis\u00f5es de plantio nos hemisf\u00e9rios Norte e Sul. Os agricultores est\u00e3o substituindo culturas que exigem muitos fertilizantes, como trigo e milho, por alternativas menos intensivas em insumos, como a soja \u2014 com implica\u00e7\u00f5es significativas a longo prazo para a oferta e abastecimento global de gr\u00e3os.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, temos as baterias de \u00edon-l\u00edtio \u2014 essenciais para uma transi\u00e7\u00e3o bem-sucedida para ve\u00edculos el\u00e9tricos. O setor automotivo e de mobilidade el\u00e9trica representava tradicionalmente cerca de <strong>5% da demanda global de \u00e1cido fosf\u00f3rico purificado (PPA)<\/strong>. No entanto, at\u00e9 <strong>2030, projeta-se que esse n\u00famero salte para 24%<\/strong> de todo o mercado mundial de PPA. As baterias exigem um grau extremo de pureza. Fontes sedimentares comuns de fosfato cont\u00eam impurezas como c\u00e1dmio e ur\u00e2nio e o processo de refino para transform\u00e1-lo em PPA grau bateria requer plantas industriais altamente especializadas. Atualmente, a China domina cerca de 80% dessa capacidade de refino.<\/p>\n<p>Ocorre que a China tamb\u00e9m est\u00e1 restringindo as exporta\u00e7\u00f5es de fertilizantes para proteger \u2060seu mercado interno, trazendo mais instabilidade sobre os \u2060mercados globais. O pa\u00eds pretende maximizar sua produ\u00e7\u00e3o de commodities agr\u00edcolas, o que impacta os demais pa\u00edses produtores (incluindo o Brasil).\u00a0A agricultura chinesa passa por um processo de transi\u00e7\u00e3o acelerada, resultado do empenho do seu governo em garantir a seguran\u00e7a alimentar para cerca de 1,4 bilh\u00e3o de habitantes.<\/p>\n<p>Com recursos naturais escassos, a ci\u00eancia, tecnologia e inova\u00e7\u00e3o foram priorizadas para enfrentar o grande desafio do desenvolvimento sustent\u00e1vel das \u00e1reas rurais do pa\u00eds. V\u00e1rias reestrutura\u00e7\u00f5es foram feitas em quest\u00f5es agr\u00e1rias, como o direito de uso e leasing da terra, bem como nas ind\u00fastrias estrat\u00e9gicas, quanto aos setores de sementes, biotecnologia e processamento. A China renovou suas pol\u00edticas agr\u00edcolas, diversificou a agricultura e vem investindo em novos sistemas de irriga\u00e7\u00e3o e cultivo protegido, em especial em culturas de maior valor agregado, como a de frutas e hortali\u00e7as.<\/p>\n<h3><strong>Nova din\u00e2mica<\/strong><\/h3>\n<p>Nos \u00faltimos tr\u00eas anos, o cen\u00e1rio geopol\u00edtico global tornou-se significativamente mais inst\u00e1vel e complexo, marcado por tens\u00f5es com o conflito entre R\u00fassia e Ucr\u00e2nia e os embates de Israel\/EUA contra Ir\u00e3\/Hamas. A volta de Donald Trump \u00e0 presid\u00eancia dos EUA, com uma postura mais assertiva e unilateral, refor\u00e7ou uma l\u00f3gica internacional centrada na seguran\u00e7a nacional e na imposi\u00e7\u00e3o de interesses estrat\u00e9gicos por meio do com\u00e9rcio. Esse novo ambiente tem impactado diretamente as cadeias globais de suprimentos, tornando o com\u00e9rcio internacional mais vol\u00e1til e sens\u00edvel a decis\u00f5es pol\u00edticas.<\/p>\n<p>O mercado global de fertilizantes reflete com clareza essa nova din\u00e2mica. Essenciais \u00e0 produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola e \u00e0 seguran\u00e7a alimentar, os fertilizantes conectam poucos pa\u00edses produtores de fosfato a grandes exportadores agr\u00edcolas, como o Brasil. Essa estrutura cria um oligop\u00f3lio bilateral, com negocia\u00e7\u00f5es marcadas por desequil\u00edbrios de poder. Como grande exportador agropecu\u00e1rio e altamente dependente de fertilizantes importados, o Brasil se v\u00ea vulner\u00e1vel a choques externos, agravados por medidas como o tarifa\u00e7o de Trump e o risco de san\u00e7\u00f5es a pa\u00edses parceiros estrat\u00e9gicos como a R\u00fassia. A Uni\u00e3o Europeia &#8211; UE adicionou o fosfato \u00e0 sua lista de minerais cr\u00edticos e lan\u00e7ou a Plataforma Europeia de F\u00f3sforo Sustent\u00e1vel em 2013\/2014. Os EUA e o Brasil fizeram o mesmo.<\/p>\n<p>A guerra no Golfo P\u00e9rsico e o fechamento do Estreito de Ormuz voltaram a demonstrar uma realidade frequentemente negligenciada: a seguran\u00e7a alimentar mundial depende cada vez mais da estabilidade das cadeias globais de insumos agr\u00edcolas. Em um mundo cada vez mais sujeito a conflitos geopol\u00edticos e eventos clim\u00e1ticos extremos, fortalecer essas cadeias passa a ser parte integrante das pol\u00edticas de seguran\u00e7a alimentar e de adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<h3><strong>Risco geopol\u00edtico<\/strong><\/h3>\n<p>Conflitos armados, bloqueios de rotas e tens\u00f5es entre pot\u00eancias geram volatilidade e amea\u00e7as vis\u00edveis, elevando os riscos de mercado e geopol\u00edtico. Al\u00e9m disso, a disponibilidade de insumos, disrup\u00e7\u00f5es na log\u00edstica internacional, custo de fretes e seguros tamb\u00e9m t\u00eam sua criticidade elevada. Deve ser citado o impacto na seguran\u00e7a alimentar local e global, com a redu\u00e7\u00e3o da produtividade agr\u00edcola e encarecimentos das commodities agropecu\u00e1rias e eleva\u00e7\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em 2022, o Geopolitical Risk Index (GPR), \u00edndice que funciona como um term\u00f4metro do risco geopol\u00edtico para o mundo, atingiu suas maiores altas desde a invas\u00e3o do Iraque pelos EUA, em 2003. As tarifas de Donald Trump mostram que o com\u00e9rcio tem sido utilizado como meio da nova geopol\u00edtica.<\/p>\n<figure id=\"attachment_32547\" aria-describedby=\"caption-attachment-32547\" style=\"width: 567px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/Picture1.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-32547 size-full\" src=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/Picture1.png\" alt=\"Gr\u00e1fico 1-ITM123\" width=\"567\" height=\"228\" srcset=\"https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/Picture1.png 567w, https:\/\/www.inthemine.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/Picture1-300x121.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 567px) 100vw, 567px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-32547\" class=\"wp-caption-text\">O Gr\u00e1fico 01 mostra a eleva\u00e7\u00e3o do risco geopol\u00edtico mundial a partir de 2022. Gr\u00e1fico 01: Evolu\u00e7\u00e3o do risco geopol\u00edtico mundial, em \u00edndice base 100 = 1985-2019, entre 2001 e 2025-\u00a0 Fonte: Insper Agro Global, com base nos dados do Economic Policy Uncertainty Index (2025)<\/figcaption><\/figure>\n<p>O Gr\u00e1fico 01 mostra a eleva\u00e7\u00e3o do risco geopol\u00edtico mundial a partir de 2022. Gr\u00e1fico 01: Evolu\u00e7\u00e3o do risco geopol\u00edtico mundial, em \u00edndice base 100 = 1985-2019, entre 2001 e 2025-\u00a0 Fonte: Insper Agro Global, com base nos dados do Economic Policy Uncertainty Index (2025)<\/p>\n<h3><strong>Conflitos<\/strong><\/h3>\n<p>Em outubro de 2023, o governo israelense declarou estado de guerra em resposta a um ataque contra civis em sua fronteira sul. As tens\u00f5es regionais envolvendo ataques dos Houthis a navios comerciais intensificaram-se recentemente, afetando as opera\u00e7\u00f5es de navega\u00e7\u00e3o no Mar Vermelho.<\/p>\n<p>\u00c9 importante lembrar a \u201cPrimavera \u00c1rabe\u201d iniciada na Tun\u00edsia no final de 2010, com uma onda de protestos, revoltas e revolu\u00e7\u00f5es populares contra governos autorit\u00e1rios que se espalhou pelo mundo \u00e1rabe (Norte da \u00c1frica e Oriente M\u00e9dio) a partir do aumento dos pre\u00e7os dos alimentos, entre outros problemas.<\/p>\n<p>O in\u00edcio do conflito militar envolvendo Ir\u00e3, Israel e EUA, no final de fevereiro de 2026, demonstra como os sistemas globais interconectados de energia, com\u00e9rcio e agricultura podem amplificar os efeitos de conflitos regionais. Enquanto a guerra continuar a evoluir, persistir\u00e3o suas consequ\u00eancias imediatas, incluindo danos \u00e0 infraestrutura, restri\u00e7\u00f5es \u00e0 navega\u00e7\u00e3o mar\u00edtima no Golfo P\u00e9rsico, san\u00e7\u00f5es mais rigorosas e maior incerteza geopol\u00edtica.<\/p>\n<p>Em raz\u00e3o desse conflito, o fechamento do Estreito de Ormuz (Foto) impactou diversas cadeias produtivas associadas \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de alimentos. Um dos pontos mais estrat\u00e9gicos do planeta, localizado entre o Ir\u00e3 e Om\u00e3, a passagem conecta o Golfo P\u00e9rsico ao Oceano \u00cdndico e \u00e9 respons\u00e1vel pelo transporte mar\u00edtimo de cerca de 25% a 30% de todo o petr\u00f3leo no mundo. Em outras palavras, \u00e9 um verdadeiro gargalo log\u00edstico e energ\u00e9tico global. Cerca de 47% do enxofre comercializado no mundo passa pela regi\u00e3o, destacando a import\u00e2ncia do insumo para a produ\u00e7\u00e3o global de fertilizantes.<\/p>\n<h5>Foto em destaque no alto da p\u00e1gina: Estreito de Ormuz conecta Golfo P\u00e9rsico ao Oceano \u00cdndico. Cr\u00e9dito: NASA<\/h5>\n<h3><strong>Marrocos<\/strong><\/h3>\n<p>O Marrocos controla atualmente cerca de 68% das reservas globais de rocha fosf\u00e1tica. Atrav\u00e9s do Grupo OCP (Office Ch\u00e9rifien des Phosphates), o pa\u00eds investiu mais de US$ 20 bilh\u00f5es em minera\u00e7\u00e3o, processamento e capacidade de purifica\u00e7\u00e3o para baterias. Diversos pa\u00edses celebraram acordos com o Marrocos, visando garantir o fornecimento de fosfato. O Minist\u00e9rio da Agricultura e Pecu\u00e1ria (Mapa) do Brasil assinou, em 18.09.2026, memorando de entendimento com a OCP Nutricrops \u2014 gigante do setor sediada no Marrocos \u2014 visando ampliar a coopera\u00e7\u00e3o no fornecimento de fertilizantes. O documento estabelece uma meta de envio de 3,8 Mt de fertilizantes fosfatados ao mercado brasileiro a partir deste ano<\/p>\n<p><a name=\"_Toc240616756\"><\/a>Al\u00e9m disso, o controle de Marrocos sobre o territ\u00f3rio disputado do Saara Ocidental, incluindo suas significativas reservas de fosfato, cria n\u00e3o apenas um risco de interrup\u00e7\u00e3o no fornecimento, mas tamb\u00e9m um risco de viola\u00e7\u00e3o dos direitos humanos associado \u00e0 explora\u00e7\u00e3o e ao deslocamento do povo Saarau\u00ed do Saara Ocidental. O com\u00e9rcio de fosfato proveniente do Saara Ocidental, recentemente denominado de &#8220;<a href=\"http:\/\/www.al-monitor.com\/pulse\/originals\/2015\/04\/hillary-clinton-morocco-blood-phosphate-money-donation.html\">fosfato sangu\u00edneo<\/a>&#8220;, significa que n\u00e3o apenas as empresas de fosfato, mas tamb\u00e9m os agroneg\u00f3cios, os agricultores e os consumidores de alimentos est\u00e3o, consciente ou inconscientemente, apoiando um conflito no Saara Ocidental que \u00e9 condenado pela ONU (Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas).<\/p>\n<p>Apesar das negocia\u00e7\u00f5es entre o Marrocos e a UE para a cria\u00e7\u00e3o de uma \u00c1rea de Livre Com\u00e9rcio Abrangente e Aprofundada tenham come\u00e7ado em 2013, o acordo encontra-se atualmente suspenso ou mesmo potencialmente anulado pelo Tribunal de Justi\u00e7a da Uni\u00e3o Europeia &#8211; TJUE por incluir o territ\u00f3rio disputado do Saara Ocidental. O TJUE determinou que o Saara Ocidental \u00e9 um territ\u00f3rio separado e distinto do Marrocos. Portanto, qualquer explora\u00e7\u00e3o de seus recursos ou acordo comercial que o inclua exige o consentimento expl\u00edcito do povo Saarau\u00ed.<\/p>\n<h3><strong>R\u00fassia<\/strong><\/h3>\n<p>A R\u00fassia \u00e9 o segundo maior produtor de am\u00f4nia, ureia e pot\u00e1ssio e o quinto maior produtor de fertilizantes fosfatados. O pa\u00eds responde por 23% das exporta\u00e7\u00f5es globais de am\u00f4nia, 14% de ureia, 21% de pot\u00e1ssio e 10% de fosfato. A R\u00fassia tamb\u00e9m \u00e9 um importante fornecedor de g\u00e1s natural para a Europa e muitos outros pa\u00edses, mat\u00e9ria-prima para f\u00e1bricas de ureia. Al\u00e9m disso, as \u00e1reas do Mar Negro, bem como seus portos \u2013 Yuzhny, Odessa, Mariupol, Novorossiysk etc. \u2013, s\u00e3o importantes centros de produ\u00e7\u00e3o e com\u00e9rcio de fertilizantes e est\u00e3o atualmente fechados devido \u00e0 guerra em curso, impactando toda a cadeia de suprimentos global no setor de fertilizantes.<\/p>\n<h3><strong>Brasil<\/strong><\/h3>\n<p>Em 2026, at\u00e9 o momento, os principais pa\u00edses fornecedores de fosfatos (ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o mineral) foram Marrocos, R\u00fassia, EUA, China, Egito e Ar\u00e1bia Saudita, correspondendo a 85,7% do total importado, com valor\u00a0 de US$ 4,519 bilh\u00f5es. \u00c9 importante ressaltar que as quantidades importadas est\u00e3o em queda, indicando o encarecimento dos produtos. Em 2025, a produ\u00e7\u00e3o de concentrados de fosfato no Brasil atingiu seu patamar recorde com 7,432 Mt, destinadas a atender nossa cadeia produtiva interna de fertilizantes.<\/p>\n<p>O Brasil depende de cerca de 85% do total de todos os tipos de fertilizantes (NPK), o que eleva sua vulnerabilidade e gastos com divisas para atender ao setor agropecu\u00e1rio, com impactos na lucratividade e competitividade das empresas. Cabe destacar que a eleva\u00e7\u00e3o das cota\u00e7\u00f5es do enxofre e \u00e1cido fosf\u00f3rico a patamares recordes impactou na produ\u00e7\u00e3o interna de fertilizantes fosfatados a partir de dezembro de 2025, com a Mosaic, CMOC e Eurochen suspendendo suas opera\u00e7\u00f5es no Brasil e em outros pa\u00edses.<\/p>\n<p>J\u00e1 projetos de maior porte como Santa Quit\u00e9ria (Galvani\/INB), no Cear\u00e1, apresentam elevada complexidade na aprova\u00e7\u00e3o ambiental. Outros, como os de Anit\u00e1polis (SC) e Ipanema (SP), possuem entraves para serem operacionalizados (lei estadual proibindo a explora\u00e7\u00e3o e \u00e1rea de flona secund\u00e1ria, respectivamente). Dessa forma n\u00e3o existe, no cen\u00e1rio atual, mais projetos de fosfato de grande porte (acima de 1 Mtpa), impactando na oferta interna futura desse bem mineral. O aumento dos pre\u00e7os dos fertilizantes leva os agricultores a reduzir a suas taxas de aplica\u00e7\u00e3o, adiar compras e reavaliar os planos de plantio. A aplica\u00e7\u00e3o dos fertilizantes exige momentos espec\u00edficos no ciclo da cultura, impactando no rendimento da colheita.<\/p>\n<h3><strong>China<\/strong><\/h3>\n<p>Entre 2023 e 2025, a China consolidou sua fragmentada ind\u00fastria de minera\u00e7\u00e3o de fosfato fechando pequenas minas ineficientes e concentrando a produ\u00e7\u00e3o em empresas l\u00edderes apoiadas pelo Estado: Hubei Xingfa, Wengfu Group e Yuntianhua. A China vem reduzindo suas exporta\u00e7\u00f5es para atender ao projetado crescimento interno da agropecu\u00e1ria.<\/p>\n<p>Apesar de ampliar sua participa\u00e7\u00e3o global, a China vem restringindo produ\u00e7\u00e3o e exporta\u00e7\u00f5es desde 2015 para priorizar o mercado interno. Com o plano \u201cAction Plan for the Zero Increase of Fertilizer Use\u201d, o pa\u00eds reduziu a produ\u00e7\u00e3o em 3,5% ao ano, em m\u00e9dia, acendendo alerta para pa\u00edses produtores agr\u00edcolas, como Brasil e \u00cdndia.<\/p>\n<p>A China assinou acordos de explora\u00e7\u00e3o e minera\u00e7\u00e3o de fosfato em toda a \u00c1frica: Togo, Senegal, Tanz\u00e2nia e \u2014 o mais significativo \u2014 aprofundou sua parceria estrat\u00e9gica com o Grupo OCP do Marrocos por meio de joint ventures, contratos de fornecimento e compartilhamento de tecnologia. O eixo de fosfato China-Marrocos \u00e9 uma das rela\u00e7\u00f5es de recursos menos discutidas, mas de maior import\u00e2ncia estrat\u00e9gica do s\u00e9culo XXI. A parceria cria uma esp\u00e9cie de OPEP de fosfato, alinhando o maior produtor mundial com o maior consumidor mundial do insumo.<\/p>\n<p>Os fabricantes de baterias e montadoras ocidentais est\u00e3o praticamente exclu\u00eddos dessa rela\u00e7\u00e3o, o que cria um risco profundo para a cadeia de \u00a0suprimentos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s ambi\u00e7\u00f5es dos EUA e da Europa no setor de fosfato de baixa pot\u00eancia (LFP). A cadeia de suprimentos de LFP enfrenta uma vulnerabilidade estrutural \u00fanica: dois quase monop\u00f3lios independentes em s\u00e9rie. A purifica\u00e7\u00e3o de fosfato est\u00e1 concentrada no Marrocos (OCP), assim como a China concentra a fabrica\u00e7\u00e3o de c\u00e1todos\/c\u00e9lulas. Uma interrup\u00e7\u00e3o em qualquer um desses n\u00f3s \u2014 geopol\u00edtica, regulat\u00f3ria ou log\u00edstica \u2014 quebra toda a cadeia. Ao contr\u00e1rio do l\u00edtio, o fosfato n\u00e3o possui uma fonte de suprimento alternativa significativa em escala.<\/p>\n<p>Em 10 de abril de 2026, a China tamb\u00e9m anunciou que suspenderia suas exporta\u00e7\u00f5es de \u00e1cido sulf\u00farico a partir de maio, afetando as ind\u00fastrias de metais e fertilizantes j\u00e1 fragilizadas pelas interrup\u00e7\u00f5es causadas pela guerra no Ir\u00e3. Esse momento coincide com o an\u00fancio do bloqueio do Estreito de Ormuz pelos EUA. A China consolida seu dom\u00ednio das cadeias produtivas de base mineral e a respectiva ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da geopol\u00edtica para consolidar seu vigoroso sistema de planejamento.<\/p>\n<h3><strong>EUA<\/strong><\/h3>\n<p>Em 2000, os EUA produziram 39,7 Mt de concentrados fosf\u00e1ticos e em 2025, 20 Mt, o que representa um elevado impacto na oferta para seu mercado interno e exporta\u00e7\u00f5es. Os EUA t\u00eam um acordo com Marrocos vigente desde 2006 para fornecimento de fosfato, entre outros itens. O pa\u00eds incluiu o fosfato e o pot\u00e1ssio na sua Lista Oficial de Minerais Cr\u00edticos em novembro de 2025.<\/p>\n<h3><strong>Demanda especializada<\/strong><\/h3>\n<p>A demanda global por \u00e1cido sulf\u00farico foi da ordem de 295 Mt em 2025 e projeta-se uma taxa composta de crescimento anual (CAGR) de 2,6% a 3,8% at\u00e9 2031. Estudos estimam que, caso a descarboniza\u00e7\u00e3o avance rapidamente sem novas fontes de produ\u00e7\u00e3o de enxofre, o mundo poder\u00e1 enfrentar um d\u00e9ficit anual de\u00a0100 Mt a 320 Mt de \u00e1cido sulf\u00farico at\u00e9 2040, dependendo da velocidade da transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica. Mais de 80% do enxofre comercializado no mundo \u00e9 recuperado durante o processo de dessulfuriza\u00e7\u00e3o do petr\u00f3leo e do g\u00e1s natural, segundo estudo publicado em 2022 na revista cient\u00edfica\u00a0The Geographical Journal, da\u00a0Royal Geographical Society. Regula\u00e7\u00f5es ambientais mais r\u00edgidas na Europa e na Am\u00e9rica do Norte exigem investimentos altos em lavagem de gases residuais, o que pode limitar expans\u00f5es de capacidade produtiva aceleradas em curto prazo.<\/p>\n<p>Devido \u00e0s suas fortes propriedades \u00e1cidas e \u00e0 sua vers\u00e1til reatividade qu\u00edmica, o \u00e1cido sulf\u00farico \u00e9 um intermedi\u00e1rio qu\u00edmico indispens\u00e1vel, dando suporte a in\u00fameras ind\u00fastrias a jusante em todo o mundo. O \u00e1cido sulf\u00farico \u00e9 amplamente utilizado na extra\u00e7\u00e3o hidrometal\u00fargica e lixivia\u00e7\u00e3o de cobre, n\u00edquel, ur\u00e2nio, terras raras, zinco e outros metais n\u00e3o ferrosos. Citamos ainda, efeitos sobre setores como saneamento, papel e celulose, alimentos e higiene. A fabrica\u00e7\u00e3o de semicondutores est\u00e1 criando uma categoria de demanda especializada para \u00e1cido sulf\u00farico ultrapuro, utilizado na limpeza de wafers, remo\u00e7\u00e3o de fotorresistente e prepara\u00e7\u00e3o de superf\u00edcies.<\/p>\n<p>J\u00e1 o segmento de fertilizantes representou aproximadamente 50% da demanda global do \u00e1cido sulf\u00farico em 2025, utilizado na produ\u00e7\u00e3o de \u00e1cido fosf\u00f3rico, na fabrica\u00e7\u00e3o de fertilizantes fosfatados como fosfato diam\u00f4nico (DAP), fosfato monoam\u00f4nico (MAP) e superfosfato triplo (TSP). O aumento dos investimentos na minera\u00e7\u00e3o de minerais cr\u00edticos, impulsionado pela r\u00e1pida ado\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos el\u00e9tricos, sistemas de energia renov\u00e1vel e tecnologias de armazenamento de energia, dever\u00e1 aumentar significativamente a demanda por \u00e1cido sulf\u00farico no setor de minera\u00e7\u00e3o. \u00a0O enxofre, que anteriormente custava entre US$ 120 e 180\/t, passou a superar US$ 1.100\/t. Al\u00e9m disso, o enxofre \u00e9 considerado um macronutriente secund\u00e1rio para as plantas, mas desempenha papel fundamental no desenvolvimento das lavouras. Ele participa da forma\u00e7\u00e3o de prote\u00ednas, amino\u00e1cidos e enzimas, al\u00e9m de aumentar a efici\u00eancia do aproveitamento do nitrog\u00eanio pelos cultivos.<\/p>\n<p>Durante boa parte do s\u00e9culo passado, parte do nutriente chegava aos solos por meio da chuva, devido \u00e0s emiss\u00f5es industriais de di\u00f3xido de enxofre (SO\u2082), provenientes principalmente da\u00a0queima de combust\u00edveis f\u00f3sseis, que eram muito superiores \u00e0s atuais. Ao retornar \u00e0 superf\u00edcie, esse enxofre acabava funcionando, involuntariamente, como uma forma de fertiliza\u00e7\u00e3o. Com o avan\u00e7o das pol\u00edticas de controle da polui\u00e7\u00e3o e a redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es, essa deposi\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica caiu drasticamente. Dessa forma, a melhora da qualidade do ar fez com que os produtores passassem a depender cada vez mais da aplica\u00e7\u00e3o de fertilizantes fosfatados sulfurados para repor o nutriente retirado pelas colheitas.<\/p>\n<h3><strong>Conclus\u00f5es<\/strong><\/h3>\n<p>Os impactos da crise dos fertilizantes foram agravados pela disponibilidade e custo do \u00e1cido sulf\u00farico, que ganha uma nova dimens\u00e3o de import\u00e2ncia. A redu\u00e7\u00e3o de oferta e a eleva\u00e7\u00e3o da demanda criam uma enorme criticidade para as cadeias produtivas que utilizam o \u00e1cido sulf\u00farico. No fosfato, a criticidade nacional e mundial \u00e9 a crescente concentra\u00e7\u00e3o das reservas e oferta de fosfato no Marrocos, que tem suas quest\u00f5es pol\u00edticas internas como fator cr\u00edtico. A situa\u00e7\u00e3o atual antes vigente na crise (fosfato e \u00e1cido sulf\u00farico) vai remeter esses setores a um \u201cnovo normal\u201d levando esses insumos a novos patamares de pre\u00e7os e press\u00f5es de oferta e maior complexidade\/vulnerabilidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O uso eficiente do fosfato e reciclagem (recupera\u00e7\u00e3o de f\u00f3sforo a partir de \u00e1guas residuais, lodo de esgoto e subprodutos industriais) \u00e9 uma alternativa, podendo atingir entre 5% a 10% da oferta futura de fosfato. Pr\u00e1ticas de rochagem e uso de remineralizadores, reciclagem e agricultura de precis\u00e3o, dever\u00e3o ser intensificadas no Brasil, visando reduzir os impactos.<\/p>\n<p>Certamente, o Marrocos vai utilizar o dom\u00ednio do fosfato para obter influ\u00eancia geopol\u00edtica e econ\u00f4mica compar\u00e1vel \u00e0 dos estados petrol\u00edferos do Golfo nas d\u00e9cadas de 1970 a 2000, mas suas quest\u00f5es internas tamb\u00e9m podem ter impactos adicionais. O pre\u00e7o dos alimentos tamb\u00e9m dever\u00e1 ter eleva\u00e7\u00e3o para incorporar a alta dos fertilizantes.<\/p>\n<p><strong><sup>1<\/sup>Mathias Heider e David Siqueira Fonseca s\u00e3o\u00a0Especialistas em Recursos Minerais da Ag\u00eancia Nacional de Minera\u00e7\u00e3o (ANM)<\/strong><\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p>Ag\u00eancia Nacional de Minera\u00e7\u00e3o (ANM). COMEXMIN: Com\u00e9rcio Exterior do Setor Mineral. Bras\u00edlia, DF: ANM, [s.d.]. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/anm\/pt-br\/assuntos\/economia-mineral\/plataformas-interativas\/ptbr\">https:\/\/www.gov.br\/anm\/pt-br\/assuntos\/economia-mineral\/plataformas-interativas\/ptbr<\/a>. Acesso em: 24 set. 2026<\/p>\n<p><a name=\"_Toc240616760\"><\/a><a href=\"https:\/\/x.com\/cginisty\/status\/2043658080768909446\">https:\/\/x.com\/cginisty\/status\/2043658080768909446<\/a>]<\/p>\n<p>https:\/\/agroadvance.com.br\/blog-producao-agricola-no-brasil-produtividade\/<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/abiquim.org.br\/comunicacao\/noticia\/12252\">https:\/\/abiquim.org.br\/comunicacao\/noticia\/12252<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agro.insper.edu.br\/en\/media\/news\/Insper-Agro-Global-discusses-the-geopolitics-of-fertilizers-and-launches-a-study-on-its-impacts-on-Brazilian-agribusiness\">https:\/\/agro.insper.edu.br\/en\/media\/news\/Insper-Agro-Global-discusses-the-geopolitics-of-fertilizers-and-launches-a-study-on-its-impacts-on-Brazilian-agribusiness<\/a>.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agro.insper.edu.br\/storage\/papers\/November2025\/2025.11.25%20IAG%20WP%20Geopol\u00edtica%20dos%20Fertilizantes.pdf\">https:\/\/agro.insper.edu.br\/storage\/papers\/November2025\/2025.11.25%20IAG%20WP%20Geopol\u00edtica%20dos%20Fertilizantes.pdf<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agroadvance.com.br\/blog-producao-agricola-no-brasil-produtividade\/\">https:\/\/agroadvance.com.br\/blog-producao-agricola-no-brasil-produtividade\/<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/aterraeredonda.com.br\/a-crise-global-de-alimentos\/\">https:\/\/aterraeredonda.com.br\/a-crise-global-de-alimentos\/<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/cebri.org\/br\/evento\/987\/geopolitica-global-dos-fertilizantes-impactos-sobre-o-agronegocio-brasileiro\">https:\/\/cebri.org\/br\/evento\/987\/geopolitica-global-dos-fertilizantes-impactos-sobre-o-agronegocio-brasileiro<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/eajsti.org\/index.php\/EAJSTI\/article\/view\/1307\">https:\/\/eajsti.org\/index.php\/EAJSTI\/article\/view\/1307<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/energy-solutions.co\/reports\/phosphate-geopolitics-lfp-battery-bottleneck\/\">https:\/\/energy-solutions.co\/reports\/phosphate-geopolitics-lfp-battery-bottleneck\/<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/mei.edu\/food-security-at-risk-geopolitical-crisis-fertilizer-supply-and-regional-stability\/\">https:\/\/mei.edu\/food-security-at-risk-geopolitical-crisis-fertilizer-supply-and-regional-stability\/<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/opeb.org\/2026\/08\/19\/a-ilusao-da-autossuficienciageopolitica-dos-fertilizantes-capitalismo-dependente-e-os-desafios-rumo-a-cop-31\/\">https:\/\/opeb.org\/2026\/08\/19\/a-ilusao-da-autossuficienciageopolitica-dos-fertilizantes-capitalismo-dependente-e-os-desafios-rumo-a-cop-31\/<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/radarmineracao.com.br\/noticias-especiais\/acido-sulfurico-reagente-invisivel-ganha-protagonismo-na-mineracao\/\">https:\/\/radarmineracao.com.br\/noticias-especiais\/acido-sulfurico-reagente-invisivel-ganha-protagonismo-na-mineracao\/<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/revistacultivar.com.br\/noticias\/como-avanca-o-processo-de-modernizacao-da-agricultura\">https:\/\/revistacultivar.com.br\/noticias\/como-avanca-o-processo-de-modernizacao-da-agricultura<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/revistacultivar.com.br\/noticias\/geopolitica-mantem-fertilizantes-em-alta-no-mercado-global\">https:\/\/revistacultivar.com.br\/noticias\/geopolitica-mantem-fertilizantes-em-alta-no-mercado-global<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/sinproquim.org.br\/situacao-do-mercado-de-enxofre-e-do-acido-sulfurico-preocupa-a-industria-e-o-governo\/\">https:\/\/sinproquim.org.br\/situacao-do-mercado-de-enxofre-e-do-acido-sulfurico-preocupa-a-industria-e-o-governo\/<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/unctad.org\/publication\/strait-hormuz-disruptions-implications-global-trade-and-development\">https:\/\/unctad.org\/publication\/strait-hormuz-disruptions-implications-global-trade-and-development<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/blogs\/fernanda-pressinott\/agro\/por-que-a-transicao-energetica-ameaca-o-enxofre-para-fertilizantes\/?shem=dsdf,sharefoc,agadiscoversdl,,sh\/x\/discover\/m1\/4\">https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/blogs\/fernanda-pressinott\/agro\/por-que-a-transicao-energetica-ameaca-o-enxofre-para-fertilizantes\/?shem=dsdf,sharefoc,agadiscoversdl,,sh\/x\/discover\/m1\/4<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/blogs\/fernanda-pressinott\/agro\/por-que-a-transicao-energetica-ameaca-o-enxofre-para-fertilizantes\/\">https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/blogs\/fernanda-pressinott\/agro\/por-que-a-transicao-energetica-ameaca-o-enxofre-para-fertilizantes\/<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/blogs\/fernanda-pressinott\/agro\/por-que-a-transicao-energetica-ameaca-o-enxofre-para-fertilizantes\/\">https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/blogs\/fernanda-pressinott\/agro\/por-que-a-transicao-energetica-ameaca-o-enxofre-para-fertilizantes\/<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.crugroup.com\/en\/communities\/thought-leadership\/2023\/lfp-growth-may-require-the-global-purified-phosphoric-acid-industry-to-double-in-size\/\">https:\/\/www.crugroup.com\/en\/communities\/thought-leadership\/2023\/lfp-growth-may-require-the-global-purified-phosphoric-acid-industry-to-double-in-size\/<\/a><\/p>\n<p>https:\/\/www.embrapa.br\/busca-de-publicacoes\/-\/publicacao\/1083564\/china-nova-potencia-tambem-no-agronegocio<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.fortunebusinessinsights.com\/pt\/industry-reports\/sulfuric-acid-market-101747\">https:\/\/www.fortunebusinessinsights.com\/pt\/industry-reports\/sulfuric-acid-market-101747<\/a><\/p>\n<p>https:\/\/www.instagram.com\/p\/DVUi7p5AXmV\/<\/p>\n<p>https:\/\/www.instagram.com\/p\/DX6owRzkjho\/<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.jmbaxi.com\/newsletter\/issue-xxxvii\/the-impact-of-ukraine-russia-conflict-on-fertilizer-trade.html\">https:\/\/www.jmbaxi.com\/newsletter\/issue-xxxvii\/the-impact-of-ukraine-russia-conflict-on-fertilizer-trade.html<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/pulse\/global-macro-factors-spotlight-geopolitical-events-6qhvc\/\">https:\/\/www.linkedin.com\/pulse\/global-macro-factors-spotlight-geopolitical-events-6qhvc\/<\/a><\/p>\n<p>https:\/\/www.mdpi.com\/2075-163X\/8\/9\/395diretamente envolvidas e para toda a socie<\/p>\n<p>https:\/\/www.portalts.com.br\/o-acido-sulfurico-sumiu-e-seu-preco-subiu-por-que<\/p>\n<p>https:\/\/www.marketreportsworld.com\/market-reports\/sulphuric-acid-market-14716977<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.openpr.com\/news\/4589872\/global-sulphuric-acid-market-forecast-analysis-2018-2034\">https:\/\/www.openpr.com\/news\/4589872\/global-sulphuric-acid-market-forecast-analysis-2018-2034<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.researchgate.net\/publication\/283440528_The_precarious_geopolitics_of_phosphorous\">https:\/\/www.researchgate.net\/publication\/283440528_The_precarious_geopolitics_of_phosphorous<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S2211912420300808\">https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S2211912420300808<\/a><a name=\"_Toc240616751\"><\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.sunsirs.com\/pt\/detail_news-33206.html\">https:\/\/www.sunsirs.com\/pt\/detail_news-33206.html<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.tandfonline.com\/doi\/full\/10.1080\/14781158.2015.1083540\">https:\/\/www.tandfonline.com\/doi\/full\/10.1080\/14781158.2015.1083540<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.theagribiz.com\/fertilizantes\/industria-de-fertilizantes-ve-risco-de-desabastecimento-de-fosfatados\/\">https:\/\/www.theagribiz.com\/fertilizantes\/industria-de-fertilizantes-ve-risco-de-desabastecimento-de-fosfatados\/<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.viomundo.com.br\/politica\/a-crise-global-de-alimentos-acido-sulfurico-parte-2.html\">https:\/\/www.viomundo.com.br\/politica\/a-crise-global-de-alimentos-acido-sulfurico-parte-2.html<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/source.benchmarkminerals.com\/article\/more-phosphoric-acid-refining-capacity-needed-as-lfp-demand-increases\">https:\/\/source.benchmarkminerals.com\/article\/more-phosphoric-acid-refining-capacity-needed-as-lfp-demand-increases<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os impactos da crise dos 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